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5 motivos para você (e a sua empresa) conhecer Design Thinking

por Gilberto Strafacci Neto | 13/03/2019
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+Afinal, o que é Design Thinking?

Há alguns anos, descobri o Design Thinking, uma abordagem minimamente sistematizada que promete ajudar a lidar com desafios complexos de forma criativa e empática. Por definição, é “um método formal para resolução de problemas através da criação de soluções inovadoras”.

A primeira vez que explorei o Design Thinking, entendi que era uma metodologia para projetar o pensamento – o que estava quase completamente errado. Com tempo, descobri que o proposto é reproduzir a forma de pensar dos Designers, ou seja, um pensamento iterativo, orientado para ação, pautado no usuário e centrado em suas necessidades.

design thinking
Imagem: futuri9.com

Como também penso de forma analítica e cartesiana, garanto que boa parte dos meus colegas (e diversos gestores das organizações) seguem céticos e confusos sobre a verdadeira novidade nisso tudo e na efetividade desse método. Isso sem falar na verdadeira razão do uso exacerbado de post-it e criações esquemáticas coladas nas paredes. O que existe de novo?

+Como um designer pensa?

O Design Thinking introduz uma nova maneira de pensar sobre os problemas e questões que enfrentamos em nosso mundo. Ele pisa fora das caixas tradicionais através do compartilhamento do conhecimento coletivo de forma visual e assumindo que, para problemas complexos, não teremos a totalidade de informações para tomada de decisão assertiva. O cerne dessa abordagem é o uso do pensamento abdutivo.

A abdução é uma das três formas canônicas de inferência para estabelecer hipóteses científicas. As outras duas são a indução e a dedução. A sua forma lógica é a seguinte: Tem-se observado B (um conjunto de dados ou fatos) e A podendo explicar B. É provável que A esteja certo.

Assim, a abdução é a inferência a favor da melhor explicação. A hipótese A, ao ser verdadeira, explica B. nenhuma outra hipótese pode explicar tão bem B como A. Logo, A é provavelmente verdadeira. Na abdução utilizam-se certos dados para se chegar a uma conclusão mais ampla, como acontece nas inferências da melhor explicação.

Na abdução, o que está implicado não é uma função de verdade, mas antes uma relação de causalidade. A abdução estabelece a probabilidade da conclusão da inferência e não necessariamente a sua verdade. Ou seja, estamos orientados à maior probabilidade de explicação. Com dados em excesso, ou em falta, é uma forma de pensamento mais eficaz.
Através desse pensamento mudamos a forma de olhar o problema, orientando a construção para validação prática dos resultados e permitindo os ajustes de forma iterativa.

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Imagem: audioservices.studio

Isto posto, listo 5 razões para você (e sua empresa) conhecer mais sobre o Design Thinking:

1. Permite o foco no usuário

O Design Thinking é uma abordagem para resolver problemas que coloca os usuários finais no centro do processo. O objetivo é desenvolver produtos e soluções úteis que atendam às necessidades do usuário, e não o contrário. O processo é inerentemente centrado no ser humano, aproximando-se o suficiente do usuário para ver onde estão suas frustrações e como podemos tornar suas vidas e experiências melhores e mais gratificantes.

2. Os projetos são uma experiência coletiva

Através da construção de equipes multidisciplinares e trazendo muitas vozes à mesa, saímos de nossos respectivos campos e caixas para alavancar nossa sabedoria coletiva, experiência e especialização. Quem sabe o que o campo da saúde tem que aprender com as ciências humanas, exatas ou tecnologia da informação? Saímos de nossos castelos para trazer uma infinidade de habilidades para um desafio conjunto.

3. Projetos com um olhar mais empático

O próprio fundamento do Design Thinking é a empatia. Às vezes chamada de “descoberta” ou “compreensão”, dependendo da explicação, a empatia exige que procuremos entender e identificar as necessidades e os desafios das pessoas (ou usuários de um produto), da experiência ou do sistema.

4. Orientação para testes e ensaios

A filosofia de “design, teste e iteração” é central para o processo. Ele permite que você tenha essas inovações completamente inesperadas, criando vários protótipos rápidos e incentivando feedback rápido de usuários e clientes reais antes de gastar muito tempo, esforço ou dinheiro em qualquer ideia. O processo é um pouco mais confuso, porém mais prático do que as abordagens analíticas e lineares mais tradicionais para a solução de problemas produzindo resultados que são muito mais poderosos, para não mencionar interessantes.

5. Inovar e não inventar

O Design Thinking não é apenas criatividade e invenção. É um pensamento voltado à criação de valor e resolução de problemas reais. Seu foco é a inovação e não o pensamento disruptivo que não pode ser implementado. Parte do usuário e das condições de contorno para estabelecer a solução ótima – fugindo da solução ideal (impossível de ser entregue) e focando naquilo que é possível de ser feito.

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Através da construção de equipes multidisciplinares e trazendo muitas vozes à mesa, saímos de nossos respectivos campos e caixas para alavancar nossa sabedoria coletiva, experiência e especialização. Quem sabe o que o campo da saúde tem que aprender com as ciências humanas, exatas ou tecnologia da informação? Saímos de nossos castelos para trazer uma infinidade de habilidades para um desafio conjunto.

Gilberto Strafacci Neto
Diretor de Operações do Setec Consulting Group (www.setecnet.com.br). Engenheiro Mecânico pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Especialista em Análise de Desempenho de Empresas pela FGV, Master Black Belt, Certified Six Sigma Master Black Belt pela American Society for Quality (ASQ) e Certified Scrum Master pela Scrum Alliance e Facilitador Certificado LEGO® SERIOUS PLAY® (Ver PERFIL).

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