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Videoconferências: por que o ritmo de home office pode estar afetando a sua saúde?

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por Simone Tagliani
| 11/03/2022 3 min

Videoconferências: por que o ritmo de home office pode estar afetando a sua saúde?

por Simone Tagliani | 11/03/2022
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Reuniões virtuais ou videoconferências já não são mais nenhuma novidade, principalmente para profissionais que mantêm relações de trabalho a grandes distâncias. Contudo, a pandemia fez aumentar a necessidade desse formato de encontro para que equipes de empresas, escolas e universidades continuem mantendo suas tarefas apesar do distanciamento social.

A ferramenta Google Meet no Brasil

Em 2020, a Google anunciou que manterá gratuita a ferramenta Google Meet aqui no Brasil. Inclusive, posteriormente, a empresa lançou uma função de ‘Modo de Economia’, para reduzir o consumo de dados de internet. Assim, esse serviço se tornou, então, umas das melhores alternativas para quem desejava continuar falando com seus colegas de trabalho – além de amigos e familiares – pelo computador, celular ou tablet.

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Imagem reprodução da Blog Emeritus Brasil – Emeritus

E olha que interessante, uma pesquisa recente feita pela própria Google revelou que o uso da ferramenta Google Meet cresceu 275% só no último ano em nosso país. A maior parte dos entrevistados (55,4%) usa o Google Meet várias vezes por semana, e um terço deles usa pelo menos uma vez por dia. E as principais razões para o acesso à ferramenta de 59% são reuniões de trabalho – mantendo conversas com empresas ou empregadores – ou estudo – assistindo aulas de escolas, universidade ou cursos de idiomas.

A pesquisa realizada pela Microsoft

Recentemente, o Laboratório de Fatores Humanos da Microsoft – empresa proprietária do aplicativo Teams, de videoconferências – elaborou um estudo sobre o futuro do trabalho diante da pandemia. E as suas pesquisas revelaram que reuniões virtuais quando realizadas de modo consecutivo aumentam demais o estresse nas pessoas e reduz consideravelmente a sua capacidade de engajamento nos próximos encontros. A saber, os entrevistados apresentaram picos de tensão justamente nestas ocasiões.

Ou seja, se não damos pausa para o nosso cérebro, realmente toda a nossa máquina física pode entrar em colapso, fazendo desandar várias das áreas de nossa vida!

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Imagem reprodução da Serasa Certificado Digital

Veja Também: Facebook não perde tempo e investe pesado no ramo das videoconferências

Problemas revelados

Parece que, hoje, uma das coisas que mais deixa os profissionais que seguem regime home office estressados é o volume de reuniões. O desgaste mental trazido por isso tem impactado suas outras tarefas, inclusive domésticas. Outra coisa é a sua capacidade de focar nos assuntos, reduzida pelo desgaste mental; e isso, consequentemente, pode levar os funcionários de uma empresa a se envolverem em discussões, acarretando atraso nas produções e até demissões. Portanto, todos perdem!

Soluções levantadas

A recomendação dos especialistas para os trabalhadores em home office é fazer, sempre que possível, intervalos entre as videoconferências. Só que usar este momento não para trabalhar ainda mais, mas para meditar, cochilar um pouco, ouvir música tranquila, fazer uma caminhada, ou brincar com seus filhos e pets. A ideia é trabalhar os padrões de ondas cerebrais para aumentar os níveis positivos de energia e assimetria alfa frontal, que se correlaciona com um maior envolvimento durante uma reunião.

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Imagem reprodução da Blog Emeritus Brasil – Emeritus

Sim, essas pausas podem fazer uma grande diferença no seu rendimento profissional, aumentando a sua capacidade de se concentrar e se envolver nos encontros virtuais e na vida, de modo geral! Seja um bom funcionário, mas não esqueça de colocar a sua saúde em primeiro lugar!


Fontes: Exame, Contábeis.

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Simone Tagliani

Graduada em Arquitetura & Urbanismo e Letras; técnica em Publicidade; pós-graduada em Artes Visuais e Jornalismo Digital; estudante de Marketing; e proprietária da empresa Visual Ideias.

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