Engenharia 360

Saiba como rastrear os voos de aviões ativos neste momento ao redor do mundo

Engenharia 360
por Redação 360
| 01/09/2022 4 min

Saiba como rastrear os voos de aviões ativos neste momento ao redor do mundo

por Redação 360 | 01/09/2022
Engenharia 360

Todo dia, cerca de 200 mil voos – seja de aviões comerciais, de carga ou fretados, jatos executivos, aeronaves particulares, helicópteros, ambulâncias aéreas, aeronaves governamentais e militares, drones, balões de ar quente e planadores – decolam e pousam ao redor do mundo, sabia disso? Pois a maioria dessas aeronaves são equipadas com um aparelho chamado transponder – com tecnologia Automatic Dependent Surveillance-Broadcast -, que serve justamente para informar para os radares a sua posição.

Então, seria possível, por conta dessa tecnologia que descrevemos, rastrear em tempo real tudo o que está no céu – ou quase tudo, pelo menos. Saiba mais no texto a seguir!

O voo mais rastreado de todos os tempos

Certa vez, um avião da Força Aérea dos EUA – um Boeing 737 chamado C-40 -, levando o presidente da câmara, partiu de Kuala Lampur, na Malásia, e pousou em Taiwan. Esse trajeto foi acompanhado por centenas de milhares de pessoas por meio do serviço de rastreamento de voos chamado Flightradar24. Uma coisa que muita gente tinha curiosidade era saber qual o destino final desta aeronave.

voos de aviões
Imagem de Flightradar24
voos de aviões
Imagem de Flightradar24
voos de aviões
Imagem de Flightradar24

A popularização dos rastreadores de voos

Antes disso, em 2017, o maior foco do rastreio de voos pela Internet foi de um Boeing 737 da Delta, que voava em direção ao furacão Irma, partindo do JFK, em Nova York, e pousando em Porto Rico. Em 2010, a atenção foi voltada para a erupção de um vulcão islandês, que alterou todo o tráfego aéreo na em regiões próximas. Depois, em 2021, a atenção foi para um voo de um Boeing 777, que desenhou símbolos crescentes e estrelas da bandeira nacional turca nos céus acima de Ancara, para comemorar o 100º aniversário da Turquia. E foi por estas experiências que os rastreadores de voos se tornaram mais populares.

Então, depois de estes eventos, rastrear voos se tornou uma prática de estudo e diversão muito popular. Muita gente hoje usa sites como o FlightAware – criado por uma empresa sueca, em 2006 – para acompanhar o próprio voo dentro do avião, ou encontrar informações sobre o voo de algum familiar que está viajando, de casa ou no aeroporto. Inclusive, tem até companhias aéreas, aeroportos, fabricantes de aeronaves e profissionais da indústria aeronáutica, que possuem frotas, uma aeronave ou alugam, que gostam de usar o sistema para coletar dados de voos – inclusive para obter insights do setor.

O Flightradar, citado antes, diferente do FlighAware, tem seu sistema alimentado por dados fornecidos tanto por seus receptores quanto pode de receptores de entusiastas voluntários, que constroem seus próprios dispositivos – o que costuma custar cerca de US$ 100. Os colaboradores mais antigos já ajudam o site há mais de 15 anos. Por isso, dizem que a Flightradar tem a maior rede de receptores do mundo – 34 mil unidades hoje -, cobrindo até mesmo regiões remotas do planeta, como a Antártida.

voos de aviões
Imagem de FlightAware
voos de aviões
Imagem de FlightAware

Cobertura em águas abertas

Entenda o seguinte: um conjunto denso de receptores é essencial para rastrear voos globalmente. Contudo, há um problema óbvio com os oceanos, onde a rede se torna escassa. Nesse caso, a cobertura em águas abertas é feita por receptores do tipo ADS-B, baseados em satélites. Só estes conseguem rastrear bem aeronaves sobre o oceano. Porém, de acordo com especialistas, a fonte de dados mais predominante ainda é nossa própria rede terrestre.

Por opção, as empresas gestoras de sites de rastreamento de voos armazenam dados coletados em servidores. Assim, quando desejado, pode-se voltar a um receptor específico e extrair os dados brutos. Quando isso seria necessário? Bem, se, numa infelicidade, houver um acidente e for preciso fazer uma investigação. Alguns questionam se os donos de aeronaves não conseguiriam impedir que seus dados sejam exibidos publicamente. E a resposta é ‘sim’. Mas isso só é comum para quem busca também fugir de fiscalizações; não é o caso de aviões militares, governamentais ou particulares.

A saber, do total de aeronaves rastreadas diariamente hoje, cerca de 3% têm algum tipo de regulamentação de exibição de dados.

voos de aviões
Imagem de Flightradar24

Fontes: CNN Brasil.

Engenharia 360

Redação 360

Somos uma equipe de apaixonados por inovação, com “DNA” na Engenharia. Nosso objetivo é mostrar ao mundo a presença e beleza das engenharias em nossas vidas e toda transformação que podem promover na sociedade.

Comentários

LEIA O PRÓXIMO ARTIGO

Continue lendo