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Projetar com BIM: quais as oportunidades para todo setor? | 360 Explica

por BIM na Prática | 25/08/2021

Você sabe a diferença de projetar com BIM e com AutoCad? Além de mudar o fluxo de trabalho, a metodologia BIM também abre novas oportunidades. Confira!

Como já explicado anteriormente aqui no 360, a Modelagem da Informação da Construção (BIM) está chamando muita atenção de todo o globo. E, assim sendo, projetar com BIM edificações residenciais e comerciais é uma das áreas com grande possibilidade de melhorias em produtividade e qualidade no setor da construção.

As dificuldades no modelo tradicional (CAD)

Ao pensarmos em um modelo de projeto baseado em CAD, o que nos vem à cabeça é o desenho de diversas linhas e hachuras. Isso com o intuito de representar a ideia concebida pelos projetistas.

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Essas representações normalmente não têm um grande conjunto de informações relacionadas a elas; criando, assim, lacunas na quantidade e qualidade dos dados que elas podem oferecer a quem interpreta o projeto.

Para fazermos simulações e análises em um modelo como esse, precisamos recorrer às planilhas do Excel e softwares sem interoperabilidade (entenda aqui esse conceito chave para projetar em BIM) para realizarmos o processo.

O projetista deve, então, realimentar manualmente esses softwares com todas as informações necessárias para rodar a simulação. Em seguida, analisar o resultado e só depois disso atualizar manualmente sua representação no CAD. 

Por fim, ao final do processo de projeto de cada disciplina, a compatibilização é realizada (leia mais: como fazer compatibilização de projetos no BIM). A forma mais comum é fazer uma sobreposição das representações bidimensionais de cada projeto e buscar manualmente por erros e interferências.

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Portanto, fica bem claro que o processo utilizando – CAD -, na sua forma mais tradicional, é extremamente propenso a erros e retrabalhos excessivos. Por exemplo, seja pela constante entrada manual de dados em diferentes softwares e rotinas de cálculos ou pela chance de interferências e erros passarem despercebidos pela pessoa responsável pela compatibilização.

O fluxo de projetar com BIM

Quando pensamos em um modelo de trabalho de projetar com BIM, já começamos a trabalhar de forma diferente, desde as primeiras etapas do projeto.

O projetista não mais representa as suas ideias por linhas e hachuras. Mas, diferente disso, constrói a sua intenção de projeto utilizando objetos tridimensionais com informações relacionadas, as famosas famílias.

Tais objetos alimentam o modelo com informações dos mais diversos tipos. Quando, por exemplo, um engenheiro mecânico projeta seu sistema de dutos de ventilação. Ele já pode informar as vazões dos terminais de ar que o duto vai apresentar, bem como as somas de vazões que ele carregará no seu comprimento.

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Exemplo de representação de dutos de ventilação mecânica em BIM (Fonte: Revit Rocks)

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Bem, continuando, sendo esse modelo BIM formado por diversas informações, as possibilidades de simulações com o objetivo de otimizar os projetos passou a chamar a atenção de diversos setores da construção civil.

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Profissionais interessados na área de simulação energética começaram a visualizar o ganho em produtividade que um modelo como esse poderia oferecer. 

Se nós temos a edificação toda criada digitalmente, podemos adicionar as características térmicas de cada elemento e zonas, e desenvolver simulações integradas rapidamente – sem a necessidade de retrabalho mesmo nas fases mais iniciais do desenvolvimento do projeto.

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Análise energética de um modelo com software BIM (Fonte: Sefaira)

Ao pensarmos na coordenação de projetos podemos vislumbrar rapidamente certas vantagens, como a checagem de interferências e regras.

Podemos, com uso de softwares específicos, criar um conjunto de verificações para aprovar a qualidade de um modelo, encontrar interferências entre disciplinas (os conhecidos clashes) ou ainda checar se o modelo atende à diversas normas, como de caminhamento máximo até a escada ou largura mínima dos corredores.

Conclusão

Parece bem claro que temos diversas vantagens ao se trabalhar com um modelo BIM na área de projetos, só precisamos lembrar que essas alterações no processo trazem mudanças nas formas de exercer os serviços em Engenharia. Então, cuidado com os mitos sobre o tema, que enganam novos profissionais!

Mas, lembre-se: desde coordenar a informação do modelo, de planejar as etapas de projeto e até nas formas de contratação, tudo isso muda em um fluxo BIM completo! Se quiser saber mais sobre o dia-a-dia de um escritório que trabalhe somente com BIM, confira nossa palestra do BIM na Prática sobre o tema.

E quer se aprofundar ainda mais no tema? Confira nosso e-book completo sobre o que é BIM!

E você, já projetou em BIM ou está planejando fazer isso? Conte para gente nos comentários!

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Paulo Maragno | BIM na Prática

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