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Pesquisa financiada pela NASA pode revolucionar a aviação

por Larissa Fereguetti | 23/05/2019
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Nos últimos anos, vimos muitos avanços nas pesquisas de combustíveis, das mais clássicas, como o etanol, até as mais bizarras. Porém, na aviação, o mais viável ainda é usar combustível a base de hidrocarbonetos. Isso é, além de caro, uma grande fonte de emissões de gases do efeito estufa.

Para tentar resolver esse problema, um grupo de pesquisadores da Universidade de Illinois trabalha em um projeto da NASA cujo objetivo é conseguir alterar a fonte combustível das aeronaves e introduzir novos sistemas de propulsão acionados eletricamente. No fundo, eles se concentram para desenvolver uma plataforma totalmente elétrica que usa hidrogênio líquido criogênico como fonte de energia.

nasa combustíveis aviação
Imagem: phys.org

O projeto é chamado CHEETA – Center for Cryogenic High-Efficiency Electrical Technologies for Aircraft. Ao longo de três anos, os pesquisadores obterão 6 milhões de dólares da NASA para desenvolver a tecnologia. A aposta é grande porque, caso o projeto obtenha resultados positivos, ele pode revolucionar a indústria da aviação.

Basicamente, a energia química do hidrogênio é convertida em elétrica por meio de uma série de células combustível, as quais impulsionam o sistema de propulsão. A baixa temperatura do sistema permite que haja menos perdas durante o processo.

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Imagem: phys.org

Como a pesquisa mudará a aviação?

O hidrogênio parece ser um dos combustíveis do futuro (tanto que, recentemente, nós mostramos os veículos movidos a célula de hidrogênio). O problema é que as células de hidrogênio atuais não eram suficientes para alimentar um jato. Na verdade, poderiam até ser, mas seriam necessárias células tão grandes que aumentariam muito o peso da aeronave. Por outro lado, o resfriamento do hidrogênio pode permitir a criação de células mais densas e compactas para conseguirem mover um avião.

A tecnologia, em si, ainda não existe, mas a NASA aparentemente acredita que ela deve vir em breve (caso contrário, não teria investido os 6 milhões de dólares, não é mesmo?). Nos últimos anos, os avanços na área deixam a tecnologia cada vez mais perto de ser desenvolvida, mas “chegar lá” não é fácil. Será que agora vai?

Referências: Phys; Futurism.

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Larissa Fereguetti

Doutoranda, mestre e engenheira. Fascinada por tecnologia, curiosidades sem sentido e cultura (in)útil. Viciada em livros, filmes, séries e chocolate. Acredita que o conhecimento é precioso e que o bom humor é uma ferramenta indispensável para a sobrevivência.

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