Se a ideia de fazer Engenharia na França já passou pela sua cabeça, a notícia que o Engenharia 360 compartilha neste artigo merece sua total atenção. Se trata de um intercâmbio além do comum ou de um programa isolado — estamos falando de uma iniciativa robusta, com investimento milionário e foco direto na formação de engenheiros com visão global.

Estão abertas as inscrições para projetos de parceria entre universidades brasileiras e francesas, com financiamento que pode chegar a R$ 158,5 milhões. Ao todo, até 25 propostas serão selecionadas, criando um ambiente competitivo, mas extremamente vantajoso para quem conseguir participar.

O mais interessante é que essa ação deve conectar instituições, integrar currículos e preparar estudantes para atuar em um mercado cada vez mais internacional.

Por que estudar Engenharia na França virou uma oportunidade estratégica

A França é referência mundial em diversas áreas da engenharia, especialmente quando falamos de inovação, infraestrutura e tecnologia. Estudar lá não significa apenas frequentar uma universidade estrangeira, mas entrar em contato com metodologias avançadas e uma cultura acadêmica altamente estruturada.

graduação sanduíche engenharia na frança
Imagem de lifeforstock em Freepik

Esse tipo de experiência coloca o estudante em outro nível. Ao vivenciar o ensino europeu, ele passa a compreender diferentes formas de resolver problemas, pensar projetos e aplicar conhecimento técnico na prática. Além disso, o contato com alunos e professores de outro país amplia a visão de mundo e fortalece habilidades essenciais para a carreira.

Como funciona o programa na prática

Diferente do que muitos imaginam, não é necessário abandonar sua graduação no Brasil para viver essa experiência. O programa utiliza o modelo de graduação-sanduíche, no qual o estudante realiza parte do curso na França e depois retorna para concluir sua formação no país de origem.

Durante esse período, há apoio financeiro para viabilizar a estadia, incluindo bolsas de estudo, recursos para deslocamento e incentivo à participação em atividades acadêmicas e científicas. Resumindo, esse formato combina o melhor dos dois mundos: a base acadêmica brasileira com a experiência internacional francesa.

graduação sanduíche engenharia na frança
Imagem de lookstudio em Freepik

Prazos que você não pode ignorar

Para quem pretende participar, é essencial ficar atento às datas:

  • Prazo para envio dos projetos: até 8 de julho, às 17h
  • Divulgação dos resultados: até 31 de dezembro de 2026
  • Início das atividades: janeiro de 2027

Esse intervalo entre seleção e início permite que as instituições organizem toda a logística necessária, desde acordos acadêmicos até planejamento de mobilidade dos estudantes.

Detalhes importantes

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas exclusivamente online, por meio do preenchimento do formulário disponível no sistema da CAPES, com envio obrigatório de documentos em formato PDF (até 5 MB). Além disso, a proposta também deve ser submetida em francês na plataforma da CDEFI (instituições francesas de engenharia).

Os projetos têm duração inicial de 2 anos, podendo ser prorrogados por mais 2.

É importante destacar que não é permitido acumular bolsas para a mesma finalidade, e participantes que já tenham recebido esse tipo de bolsa no exterior não podem ser contemplados novamente na mesma modalidade (com exceção de pós-doutorado).

Quem coordena essa oportunidade

A saber esse programa é conduzido pela CAPES, órgão vinculado ao Ministério da Educação e responsável por fomentar a formação acadêmica no Brasil. Por meio do CAPES/Brafitec, a iniciativa busca fortalecer a engenharia como área estratégica, incentivando a cooperação internacional e a formação de profissionais mais preparados para os desafios globais.

Engenharia na França pode ser o seu grande diferencial

Ao passar por um ambiente acadêmico internacional, o estudante desenvolve não apenas conhecimento técnico, mas também habilidades comportamentais altamente valorizadas, como adaptação, comunicação e pensamento crítico. Isso se traduz em mais oportunidades no mercado, seja em empresas multinacionais, projetos internacionais ou até mesmo na continuidade dos estudos fora do país.

graduação sanduíche engenharia na frança
Imagem de vecstock em Freepik

Portanto, se você quer ir além do básico e construir uma carreira sólida na engenharia, experiências internacionais fazem toda a diferença. E poucas oportunidades são tão completas quanto essa.

Veja Também: Conheça as 5 Melhores Escolas de Engenharia da França


Fontes: Acorda Cidade, Governo Federal.

Imagens: Todos os Créditos reservados aos respectivos proprietários (sem direitos autorais pretendidos). Caso eventualmente você se considere titular de direitos sobre algumas das imagens em questão, por favor entre em contato com contato@engenharia360.com para que possa ser atribuído o respectivo crédito ou providenciada a sua remoção, conforme o caso.

Comentários

Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Fabricar tijolos — sem precisar realizar a queima de combustíveis fósseis ou emitir toneladas de dióxido de carbono — com urina humana. Esta ideia certamente parece muito estranha à primeira vista, mas é justamente essa a proposta feita certa vez por uma equipe de estudantes da Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul. Eles viram nesse resíduo uma potencial solução para acabar com a poluição da construção civil. O Engenharia 360 te conta mais no artigo a seguir. Acompanhe!

O problema invisível dos tijolos tradicionais

Pouca gente sabe disso, mas a fabricação de tijolos convencionais é extremamente poluente. O processo atual, utilizado para produção de peças com a resistência necessária, vale-se da queima em fornos que chegam a mais de mil graus Celsius, consumindo enormes quantidades de energia e liberando grandes quantidades de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera. E diante do cenário de crise ambiental global, fica evidente a urgência de a engenharia buscar alternativas para contornar essa situação. Uma delas são os biotijolos.

biotijolos de urina humana
Imagem ilustrativa gerada em IA de Google Gemini

Como transformar urina em biotijolos

A produção de biotijolos a partir da urina humana é um projeto sobre sustentabilidade na engenharia datado de 2018, que contou com a supervisão de Dyllon Randall e investigação dos alunos Vukheta Mukhari e Suzanne Lambert. Em tese, o processo de desenvolvimento seria relativamente simples, valendo-se de um fenômeno natural conhecido como precipitação de carbonato microbiano. Isso seria algo parecido com o que se vê na formação de corais nos oceanos.

biotijolos de urina humana
Imagem ilustrativa gerada em IA de Google Gemini

Primeiro, a urina humana seria coletada, colocada em recipientes e encaminhada para tratamento em duas etapas. Na fase um, ela é combinada com areia e bactérias específicas. Essas bactérias produzem uma enzima (urease) que “quebra” a ureia presente na urina. O resultado da reação química seria a geração de carbonato de cálcio — que, aliás, é o mesmo material encontrado em rochas como o calcário.

O produto, rico em nutrientes, já pode ser utilizado como fertilizante por outras áreas; já o remanescente é destinado para a construção civil. O carbonato seria usado como um “cimento natural”, unindo grãos de areia e formando um bloco sólido ou biotijolo cinza resistente.

Resistência

Nos testes realizados na Universidade da Cidade do Cabo, os biotijolos produzidos com urina humana apresentaram resistência equivalente a tijolos contendo cerca de 40% de calcário.

biotijolos de urina humana
Imagem ilustrativa gerada em IA de Google Gemini

Os pesquisadores acreditam que, com ajustes no processo de fabricação, seria possível até dobrar a rigidez do material em poucos meses. Mais do que isso, as peças poderiam ter formato adaptado conforme a necessidade e a resistência ajustada pelo aumento do tempo de “cultivo”. Essa capacidade de personalização abre portas para aplicações diversas dentro da engenharia.

Vantagens

Os biotijolos oferecem muitas vantagens para a construção civil. Ao dispensarem fornos e altas temperaturas, reduzem o consumo de energia e as emissões de CO₂, resultando em um impacto ambiental muito menor que o dos tijolos tradicionais ou de soluções com ureia sintética.

Além disso, transformam um resíduo que seria descartado em matéria-prima — com potencial de desperdício zero, inclusive em regiões com saneamento precário — e com baixo custo. As peças ainda podem alcançar alta resistência e ser moldadas conforme as necessidades de cada obra.

biotijolos de urina humana
Imagem ilustrativa gerada em IA de Google Gemini

Quanto “xixi” é preciso para fazer um biotijolo

Em média, uma pessoa produz entre 200 ml e 300 ml de urina por vez. E para produzir um único biotijolo seriam necessários entre 25 e 30 litros de urina. Isso significa que seriam necessárias cerca de 100 idas ao banheiro para gerar matéria-prima suficiente para um único tijolo. Sim, é muito, mas o fertilizante gerado compensaria o “investimento”.

Para quem tem dúvidas sobre o cheiro dos biotijolos… No começo, eles podem exalar um odor de amônia, mas isso tende a desaparecer depois de 48 horas. O próprio pH alto da reação durante o processo de produção ajuda a matar patógenos e bactérias nocivas, tornando o produto seguro para uso. Ou seja, não há risco à saúde!

Um novo caminho para a construção civil

Fato é que a engenharia e a arquitetura vão precisar, querendo ou não, mais cedo ou tarde, abandonar alguns materiais tradicionais. Essa mudança de pensamento vai ter que acontecer se quisermos salvar nosso planeta do colapso ambiental. E com mais pesquisas e investimentos, é possível que essa tecnologia evolua para atender padrões industriais e normativas de construção.

biotijolos de urina humana
Imagem ilustrativa gerada em IA de Google Gemini

Veja Também: Sistema Magnético Revoluciona Assentamento de Azulejos


Fontes: Click Petróleo e Gás.

Imagens: Todos os Créditos reservados aos respectivos proprietários (sem direitos autorais pretendidos). Caso eventualmente você se considere titular de direitos sobre algumas das imagens em questão, por favor entre em contato com contato@engenharia360.com para que possa ser atribuído o respectivo crédito ou providenciada a sua remoção, conforme o caso.

Comentários

Engenharia 360

Simone Tagliani

Graduada nos cursos de Arquitetura & Urbanismo e Letras Português; técnica em Publicidade; pós-graduada em Artes Visuais, Jornalismo Digital, Marketing Digital, Gestão de Projetos, Transformação Digital e Negócios; e proprietária da empresa Visual Ideias.

A indústria brasileira vive um momento de transformação acelerada, onde a procura por profissionais altamente qualificados nunca foi tão alta. Para o estudante de engenharia ou de cursos técnicos, o grande desafio não é apenas concluir a graduação, mas encontrar o ambiente ideal para aplicar a teoria na prática, em cenários de alta complexidade. É exatamente nesse contexto que se destaca a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que abriu recentemente uma janela de oportunidades no Sul Fluminense.

Companhia Siderúrgica Nacional vagas de estágio 2026
Imagem reproduzida de Wikipédia

Por que estagiar na Companhia Siderúrgica Nacional?

Quando falamos de uma gigante do setor siderúrgico, estamos falando de uma “escola” industrial de proporções continentais. Com o anúncio de mais de 200 vagas de estágio para o ano de 2026, a empresa não está apenas preenchendo posições operacionais; ela está investindo na formação de sua próxima geração de líderes, especialistas e gestores.

As vagas estão estrategicamente distribuídas por cidades-chave que formam o polo industrial do Rio de Janeiro: Volta Redonda, Porto Real, Resende e Valença. Esta capilaridade permite que estudantes de diversas regiões possam acessar uma infraestrutura de ponta.

O que a CSN busca nos candidatos?

O programa de 2026 é abrangente. Se você é estudante de engenharia, a lista de cursos contemplados é vasta e reflete a diversidade operacional da empresa:

  • Engenharias: Metalúrgica, Mecânica, Civil, Produção, Computação, Automação e Controle, Elétrica, Materiais, Eletrônica, Química, Ambiental e Software.
  • Áreas de Apoio: Administração, Ciências Contábeis e Tecnologia da Informação.

Para o nível técnico, a exigência é igualmente estratégica, focando em áreas que são a espinha dorsal da operação industrial, como Mecânica, Automação, Eletromecânica, Eletrotécnica, Informática e Química.

Atenção aos detalhes na candidatura

Para o preenchimento da inscrição, a Companhia Siderúrgica Nacional recomenda a utilização de apenas letras maiúsculas, foco nos números quando solicitado e, fundamentalmente, evitar acentos. Parece um detalhe burocrático, mas para quem aspira trabalhar em sistemas de controle de dados e automação industrial, a atenção rigorosa ao preenchimento de formulários é o primeiro teste de perfil que você enfrentará.

Companhia Siderúrgica Nacional vagas de estágio 2026
Imagem de HenriqueBarraMansa em Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Companhia_Sider%C3%BArgica_Nacional#/media/Ficheiro:CSN01.jpg

Quais os benefícios oferecidos pela empresa?

Muitas empresas oferecem estágios que se limitam ao aprendizado técnico. A CSN, no entanto, entende que o estagiário precisa de suporte completo para performar. O pacote de benefícios é competitivo e focado no bem-estar:

  1. Desenvolvimento real: Acesso à universidade corporativa da empresa. Isso significa que você não aprende apenas com o seu supervisor imediato, mas através de uma estrutura educacional desenhada para a excelência.
  2. Saúde e bem-estar: Plano de saúde robusto e acesso ao Wellhub (plataforma de academias), garantindo que a sua saúde física acompanhe o seu ritmo de estudos e trabalho.
  3. Suporte diário: Bolsa-auxílio atrativa, alimentação em restaurante interno, vale-transporte e seguro de vida.

Diversidade como pilar de inovação

Um ponto que merece destaque especial neste ciclo de 2026 é o compromisso da CSN com a diversidade. Por exemplo, a abertura de programas de capacitação exclusivos para mulheres reforça que o chão de fábrica, a manutenção elétrica e a operação de pontes rolantes não possuem gênero.

Com jornadas em regime CLT e focadas em trilhas como Operação Siderúrgica e Manutenção Mecânica, a CSN está ativamente mudando a demografia do setor industrial brasileiro. Para as estudantes de engenharia, essa é uma oportunidade rara de entrar em uma estrutura que garante contratação imediata e plano de carreira estruturado, quebrando paradigmas em um setor historicamente masculino.

Qual o prazo para a inscrição no programa de estágio CSN?

Se você reside em Volta Redonda, Barra Mansa, Pinheiral, Resende ou regiões próximas, a hora de agir é agora. O prazo para as inscrições do programa de estágio vai até o dia 20 de maio, e o procedimento é simples: basta acessar o site oficial da companhia para realizar seu cadastro.

Já se o seu objetivo é o ingresso direto no mercado de trabalho com qualificação técnica, fique atenta ao Programa Capacitar Mulheres. Esta iniciativa é voltada para mulheres a partir de 23 anos (com ou sem deficiência), que possuam ensino médio completo ou em curso. O foco aqui é a formação para áreas operacionais e de manutenção, como Operação Siderúrgica, Ponte Rolante e Manutenções Elétrica e Mecânica.

Ao contrário dos estágios convencionais, o programa Capacitar Mulheres já assegura contratação em regime CLT desde o início da formação. As inscrições para a edição de 2026 foram encerradas, portanto vale acompanhar as próximas oportunidades no site oficial da empresa, observando os critérios de localização e perfil exigidos.

Veja Também: A rotina do engenheiro de minas na indústria da mineração


Fontes: G1.

Imagens: Todos os Créditos reservados aos respectivos proprietários (sem direitos autorais pretendidos). Caso eventualmente você se considere titular de direitos sobre algumas das imagens em questão, por favor entre em contato com contato@engenharia360.com para que possa ser atribuído o respectivo crédito ou providenciada a sua remoção, conforme o caso.

Comentários

Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

A tecnologia caminha a passos largos e, em 2026, o cenário do desenvolvimento de software atingiu um ponto de inflexão que desafia tudo o que sabíamos até agora. Para o profissional de engenharia, a pergunta não é mais se deve aprender a programar, mas sim como utilizar a programação para não se tornar obsoleto em um mercado dominado pela automação inteligente.

O que é programação na Era da IA?

Fundamentalmente, uma linguagem de programação é a base para o desenvolvimento de qualquer tipo de software, servindo como a ferramenta que permite a criação de aplicações web, ferramentas de sistema e interações com hardware. Diferentes linguagens são projetadas para tarefas específicas, desde o desenvolvimento front-end e back-end até o aprendizado de máquina e a coleta de dados científicos.

No entanto, em 2026, o conceito de “programar” está evoluindo para o que alguns chamam de vibe coding. Já não se trata apenas de escrever linhas de código manuais, mas de traduzir pedidos em linguagem natural em software pronto, utilizando ferramentas de IA que automatizam partes relevantes do dia a dia de desenvolvimento.

linguagem de programação
Imagem de Freepik

Por que todo engenheiro deveria estudar programação?

A demanda por profissionais que dominam a programação é crescente e diversificada. Para um engenheiro, o conhecimento em linguagens de software abre portas para atuar como engenheiro de software, cientista de dados ou pesquisador de inteligência artificial.

Além da alta demanda, a programação permite:

  • Automação de processos: Utilizar scripts para realizar tarefas repetitivas de forma eficiente.
  • Análise de dados: Processar e visualizar grandes volumes de informações técnicas, essencial em projetos de engenharia modernos.
  • Desenvolvimento de sistemas complexos: Criar aplicações de alto desempenho e sistemas embarcados que são o coração da infraestrutura moderna.
  • Valorização profissional: Programadores em linguagens como C++ e Go estão entre os mais bem pagos do mercado, com rendas médias que podem superar R$ 7.000,00 mensais no Brasil.
linguagem de programação
Imagem de DC Studio em Freepik

O alerta de Elon Musk: “Programar será opcional”

Elon Musk, figura central na inovação tecnológica com a Tesla e a SpaceX, lançou um alerta provocativo para o mercado em 2026. Segundo o empresário, a velocidade de aprendizado dos algoritmos superou todas as previsões, e a IA deixou de ser apenas uma “ajudante” para passar a substituir etapas inteiras do desenvolvimento em escala.

Musk afirmou durante o Fórum Econômico Mundial de 2026 que: “Até o final de 2026, programar já não será algo com que a gente precise se preocupar”. Na sua visão, trabalhar do jeito que entendemos atualmente tenderá a se tornar opcional, pois as máquinas conseguirão executar tarefas complexas com autonomia crescente, transformando comandos simples em sistemas completos.

Esse cenário não significa o fim da lógica, mas sim o fim da “escrita de código da forma tradicional”, exigindo que os profissionais foquem em eficiência, otimização e na supervisão de sistemas de IA.

O ranking das melhores linguagens para 2026

Baseado nas tendências de mercado e na popularidade consolidada, aqui estão as linguagens que estão dominando o cenário em 2026:

linguagem de programação
Imagem de DC Studio em Freepik

1. Python

Python continua no topo da lista, sendo a primeira opção para quem quer trabalhar com inteligência artificial, ciência de dados e automação.

  • Por que aprender: É versátil, fácil de ler e possui um ecossistema gigantesco de bibliotecas.
  • Uso na Engenharia: Machine learning, computação científica e prototipagem rápida.

2. JavaScript

Indispensável para qualquer interface moderna, o JavaScript é responsável por milhões de sites interativos e aplicações dinâmicas.

  • Vantagem: É a linguagem mais popular para desenvolvimento client-side, permitindo criar desde gráficos animados até ferramentas de sistema completas.

3. C++

Para sistemas que exigem alto desempenho, o C++ permanece imbatível em 2026.

  • Aplicação: Ideal para programação de sistemas, videogames e desenvolvimento de sistemas operacionais.
  • Desafio: Possui uma curva de aprendizado difícil, o que torna os profissionais que a dominam extremamente valorizados.

4. Java

Ainda essencial para o funcionamento de sistemas corporativos e do ecossistema Android.

  • Destaque: Sua filosofia de “escreva uma vez, rode em qualquer lugar” garante portabilidade total entre sistemas operacionais.

5. C#

Excelente para o desenvolvimento de aplicações desktop (Windows) e jogos através da engine Unity.

  • Uso: Muito utilizado em softwares corporativos e aplicações de realidade virtual.

6. Go (Golang)

Criada para o desenvolvimento de APIs e aplicações web, o Go destaca-se pela programação concorrente, permitindo lidar com CPUs multicore de forma eficiente.

  • Engenharia: Perfeita para criar pipelines de dados e servidores de alto desempenho.

7. SQL

Não é uma linguagem de programação de uso geral, mas é a melhor ferramenta para manipulação de bancos de dados relacionais.

  • Importância: Essencial para análise estatística e gestão de grandes volumes de informação.

8. Swift

Se o objetivo é criar aplicativos para iOS ou macOS, o Swift é a escolha superior, sendo muito mais rápido e moderno que o antigo Objective-C.

9. PHP

Apesar de veterana, continua em alta demanda por ser a base do WordPress e de grande parte dos scripts server-side da internet.

10. Ruby

Conhecida pelo framework Ruby on Rails, é uma linguagem estável e intuitiva para o desenvolvimento rápido de aplicações web e prototipagem.

Adaptar-se para vencer

O futuro da engenharia está intrinsecamente ligado à capacidade de orquestrar tecnologia. Enquanto Elon Musk alerta para a substituição de tarefas manuais pela IA, as listas de linguagens mais usadas mostram que ainda há um campo vasto para quem souber onde aplicar sua inteligência. Em 2026, aprender a programar não é apenas sobre o código; é sobre entender a lógica que governa o mundo automatizado.

Veja Também:

Qual linguagem de programação vale a pena aprender?

Qual é a melhor linguagem de programação?

6 melhores linguagens de programação para engenheiros(as)


Fontes: Hostinger, Merehead, Click Petróleo e Gás.

Imagens: Todos os Créditos reservados aos respectivos proprietários (sem direitos autorais pretendidos). Caso eventualmente você se considere titular de direitos sobre algumas das imagens em questão, por favor entre em contato com contato@engenharia360.com para que possa ser atribuído o respectivo crédito ou providenciada a sua remoção, conforme o caso.

Comentários

Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Se você está atento às notícias que vêm lá do Vale do Silício americano já sabe que a Apple — uma das maiores empresas de tecnologia do mundo — deve trocar de CEO em 1º de setembro de 2026. A saber, a fabricante de computadores é hoje uma potência de US$ 4 trilhões.

No lugar do lendário Tim Cook, que ajudou a moldar vários produtos da marca, deve assumir oficialmente o cargo o engenheiro John Ternus. Mas quem é essa figura? Por que exatamente ele foi escolhido? É sobre isso que o Engenharia 360 conversa no artigo a seguir. Acompanhe!

ceo apple john ternus
Imagem divulgação Apple via Icon-Icons

Quem é John Ternus, afinal?

Quem não tem muita curiosidade sobre o universo da tecnologia pode nunca ter ouvido falar em John Ternus. Mas pode ter certeza de que seu nome não surgiu “do nada” como opção de CEO para a Apple.

De fato, Ternus não é aquela figura pública que se vê sob os holofotes; pelo contrário, ele parece fugir disso. Seu trabalho esteve sempre em destaque nos bastidores da engenharia, contribuindo para o desenvolvimento de máquinas que usamos todos os dias.

“Ternus tem a mente de um engenheiro, a alma de um inovador e o coração para liderar com integridade e honra.” – Tim Cook.

John formou-se em Engenharia Mecânica pela Universidade da Pensilvânia. Ele começou a trabalhar na Apple em 2002, como designer de produtos. Em 2013, passou a atuar como vice-presidente de engenharia de hardware na empresa e, em 2021, chegou ao topo da área como vice-presidente sênior, integrando o time executivo. Nesse período, esteve envolvido em projetos — participando de decisões estratégicas — como os do iPhone, Mac, Apple Watch e AirPods. Ou seja, já é considerado uma “figurinha da casa” para a multinacional.

ceo apple john ternus
Tim Cook à esquerda e John Ternus à direita. – Imagem divulgação Apple via ND Mais

O motivo real da escolha

A Apple queria, sem dúvidas, um novo CEO com muita bagagem. John Ternus pareceu ser a melhor escolha. Ele acompanhou toda a evolução da empresa nas últimas décadas. Acompanhou o crescimento das vendas dos iPhones e o surgimento de tecnologias inovadoras, como a realidade aumentada com o Vision Pro e os chips Apple Silicon. Portanto, esse profissional tem o DNA da marca carimbado no seu currículo.

A saber, Cook é da geração que testemunhou a ‘Era Steve Jobs’, quando a Apple virou uma máquina global. Sob sua liderança, o valor de mercado saltou de cerca de US$ 350 bilhões para trilhões, com crescimento massivo de receita e serviços.

Olhando para o presente, 2026 é um ano importante para a indústria de tecnologia. Estamos presenciando uma corrida frenética pela inteligência artificial. Nesse cenário, a Apple entendeu que era um bom momento para a troca do CEO por um especialista em operações com foco em produto e engenharia. Explicando melhor: Tim tem muita habilidade em cadeia de suprimentos e expansão global, mas Ternus possui maior domínio de inovação técnica, integração de hardware e software, além do desenvolvimento de novos produtos.

O que ternus já fez dentro da Apple

  • Desenvolvimento de diferentes gerações de iPhone, Mac e iPad
  • Lançamento de produtos como AirPods e Apple Watch
  • Participação em novos dispositivos, como MacBook Neo e iPhone Air
  • Avanços na durabilidade e sustentabilidade dos produtos
  • Contribuição na transição para chips próprios da Apple

Essa última talvez seja uma das mais importantes. A mudança para chips próprios deu à empresa mais controle sobre desempenho e eficiência — algo essencial para competir no cenário atual.

ceo apple john ternus
Imagem divulgação Apple via ND Mais

As expectativas da Apple para o futuro

A concorrência é grande no setor de tecnologia. Por exemplo, a Apple vem sendo muito cobrada pelo aprimoramento da Siri, sua velha assistente virtual, para que fique mais inteligente e natural. Pensando em alcançar esse objetivo a curto prazo, Ternus já começou a reorganizar a divisão de hardware da empresa com foco em plataforma de IA. A equipe precisa inovar, desenhar novos dispositivos, competir de frente com outras big techs e manter a relevância no mercado.

A pergunta que fica é: qual o “próximo grande produto” da Apple com John Ternus? Quer apostar?

O que essa mudança diz para a engenharia?

Podemos concluir este artigo com a certeza de que John Ternus não virou CEO por marketing ou por pura sorte. Assim como outros grandes nomes da engenharia, ele não ficou só “nos bastidores”, assumindo papéis de liderança por onde passou. Ele trabalha para fazer a diferença nos projetos de robótica, dispositivos domésticos, reconhecimento facial e outras tecnologias, olhando para a função técnica escondida no sistema operacional.

Essa mudança na Apple pode ser um indicativo de que o futuro será guiado por engenharia, inovação e tecnologia de ponta.

Veja Também: Apple Vision Pro para Criação de Apps Inovadores


Fontes: Forbes, Infomoney, DW.

Imagens: Todos os Créditos reservados aos respectivos proprietários (sem direitos autorais pretendidos). Caso eventualmente você se considere titular de direitos sobre algumas das imagens em questão, por favor entre em contato com contato@engenharia360.com para que possa ser atribuído o respectivo crédito ou providenciada a sua remoção, conforme o caso.

Comentários

Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

No cenário ultracompetitivo da engenharia em 2026, existe uma ferramenta que separa os profissionais que estagnam daqueles que alcançam cargos de liderança e salários acima da média. Não estamos falando de um software de simulação de milhões de dólares, mas sim do Microsoft Excel. Embora muitos estudantes e até engenheiros formados acreditem que o domínio do “Pacote Office” é algo básico e que se aprende “na prática”, a realidade é um choque: saber apenas o básico é como tentar construir um arranha-céu com uma colher de pedreiro.

curso de excel
Imagem divulgação Expert Cursos

A dúvida que ecoa nos corredores das universidades e nos fóruns de discussão como o Reddit é: “Eu realmente preciso aprender Excel?” e, mais importante, “Devo aprender em português ou inglês?”. Este artigo do Engenharia 360 vai desmistificar essas questões e mostrar por que sua carreira pode depender dessa escolha.

Mas antes, se você percebeu que está ficando para trás, a boa notícia é que isso tem solução — e mais rápido do que você imagina. Existe um caminho estruturado para sair do básico e dominar o Excel aplicado à engenharia, mesmo começando do zero.

curso de excel
Imagem de Microsoft 365 em Unsplash

O Excel não é uma opção, é uma exigência de sobrevivência

Na engenharia, o Excel é o elo fundamental entre a lógica matemática e a execução prática de projetos. Desde o seu lançamento em 1985, ele se tornou indispensável por sua versatilidade absoluta.

Engenheiros utilizam o Excel para:

  • Gestão financeira: Controle de fluxo de caixa, análise de viabilidade econômica e gestão de custos operacionais.
  • Modelagem e simulação: Criação de modelos que podem ser atualizados em segundos e integrados a outros softwares de engenharia.
  • Cálculos técnicos avançados: O Excel possui uma biblioteca vasta para engenharia, incluindo funções para números complexos (COMPLEX), funções trigonométricas e cálculo de integrais aproximadas.
  • Automação: Através de Macros e VBA, processos repetitivos que levariam horas podem ser reduzidos a um clique de botão.

A verdade nua e crua é que mais de 90% das empresas brasileiras ainda utilizam o Excel em suas rotinas. Portanto, se você não domina essa ferramenta, você não está apenas deixando de se destacar; você está se tornando obsoleto.

curso de excel
Imagem divulgação Expert Cursos

O grande dilema: Aprender em português ou inglês?

Esta é a pergunta que tira o sono de quem está começando. A resposta, no entanto, é mais estratégica do que técnica.

Por que aprender em inglês?

Muitos profissionais defendem o aprendizado em inglês pela facilidade de encontrar materiais de suporte. Fóruns globais como o StackOverflow e os maiores canais de tutoriais no YouTube utilizam a versão em inglês. Além disso, se você almeja uma carreira internacional ou trabalhar em uma multinacional onde o reporte é feito para o exterior, o inglês é o padrão universal.

Por que aprender em português?

A realidade do mercado brasileiro é que a grande maioria das estações de trabalho já vem configurada em português por padrão. Mudar o idioma do pacote Office em computadores corporativos pode ser um desafio, pois muitas empresas possuem políticas de TI engessadas que não permitem essa alteração.

Outro ponto crítico é a compatibilidade. Arquivos criados em versões de idiomas diferentes podem apresentar conflitos chatos com formatos de datas e separadores decimais (ponto vs. vírgula), o que pode gerar erros em planilhas compartilhadas com colegas de equipe. Para quem atua no Brasil, dominar os nomes das funções em português (como PROCV em vez de VLOOKUP) é muitas vezes mais prático para o dia a dia.

O veredito dos especialistas

A língua é um mero detalhe; o que realmente importa é dominar a lógica por trás das funções. Uma vez que você entende o que uma função faz, traduzi-la é uma tarefa simples que pode ser resolvida com uma busca rápida no Google ou no ChatGPT.

Ou seja: o que realmente muda sua carreira não é o idioma — é o domínio prático. E é exatamente isso que falta na maioria dos engenheiros: saber aplicar Excel em situações reais. Se você quer aprender de forma direta, prática e voltada para o mercado, vale a pena conhecer um curso estruturado do básico ao avançado com foco em produtividade real.

curso de excel
Imagem divulgação Expert Cursos

Do Básico ao Mestre: O Caminho para Ganhar Mais

Os dados mostram que engenheiros que dominam o Excel ganham mais. Mas o que significa “dominar”? Significa sair das fórmulas de SOMA e SE e mergulhar em recursos que realmente otimizam o tempo.

  1. Automatize com Fórmulas Avançadas: Vá além do óbvio. Explore comandos de PROC (procura) e CONT (contagem). Use funções lógicas como E, OU e SEERRO para criar planilhas inteligentes que tomam decisões sozinhas.
  2. Visualização Estratégica: Na engenharia, um gráfico bem feito vale mais que mil linhas de dados. Aprenda a criar Gráficos Dinâmicos e a editar cada elemento (eixos, rótulos e cores) para dar um toque profissional e impactante aos seus relatórios.
  3. Integração de Dados: Pare de criar dezenas de arquivos separados. O Excel permite integrar diversas planilhas em uma única pasta de trabalho, centralizando informações de cronogramas, pagamentos e materiais.
  4. Atalhos de Produtividade: Tempo é dinheiro. Usar atalhos como F4 para congelar células, Ctrl + Shift + ; para inserir o horário atual ou Alt + F11 para abrir o VBA pode dobrar sua velocidade de trabalho.

Agora vem a pergunta direta: você vai aprender isso sozinho, demorando anos… ou de forma guiada em poucos meses?

O Curso Domine o Excel foi criado exatamente para isso:

  • Do básico ao avançado, mesmo para quem nunca abriu o Excel
  • 40 aulas práticas com aplicação real em projetos
  • Dashboards, macros, Power Query e automação
  • Certificado reconhecido + acesso vitalício

Se você quer acelerar sua evolução e se tornar o profissional que resolve problemas — esse é o próximo passo.

curso de excel
Imagem divulgação Expert Cursos

O Excel como diferencial em processos seletivos

Se você está em busca de um estágio ou de uma vaga de engenheiro, saiba que será questionado sobre seus conhecimentos em Excel. No entanto, não coloque “Excel Avançado” no currículo se você não souber explicar como resolveu um problema complexo usando a ferramenta.

O domínio real do Excel demonstra agilidade, precisão e flexibilidade. Em um processo seletivo, o candidato que consegue estruturar uma planilha de cálculos automatizada de forma organizada e visualmente atraente se destaca imediatamente aos olhos dos recrutadores. É a diferença entre ser apenas mais um formado e ser o profissional que resolve problemas de forma estratégica.

E é exatamente esse tipo de domínio que recrutadores procuram — não teoria, mas aplicação prática. Profissionais que passam por um treinamento estruturado conseguem demonstrar isso com muito mais segurança em entrevistas e testes técnicos. Se você quer chegar preparado para essas oportunidades, esse é o tipo de habilidade que você precisa desenvolver agora.

curso de excel
Imagem divulgação Expert Cursos

Invista no seu futuro agora!

Aprender Excel não é difícil; é uma questão de boa vontade e prática constante. Seja em português para se alinhar ao mercado local, ou em inglês para abrir portas globais, o importante é começar hoje. A ferramenta é intuitiva e, com o suporte de bons cursos voltados especificamente para a engenharia, você pode transformar sua carreira em poucos meses.

A verdade é simples: o mercado não espera. Ou você domina ferramentas como o Excel… ou fica para trás. A boa notícia? Você não precisa aprender sozinho.

Com o Curso Domine o Excel, você aprende passo a passo, saindo do básico até dashboards e automações profissionais. Se você quer ganhar destaque como engenheiro ou arquiteto e aumentar seu valor no mercado, esse é o momento.

curso de excel
Imagem divulgação Expert Cursos

Veja Também: Engenheiros que Dominam Excel Ganham Mais! Confira 26 Atalhos Poderosos


Fontes: Engenharia em Reddit.

Este é um artigo de promoção de links para afiliados. Você leu um texto promocional. Este aviso representa nosso compromisso e transparência diante de sua opinião.

Imagens: Todos os Créditos reservados aos respectivos proprietários (sem direitos autorais pretendidos). Caso eventualmente você se considere titular de direitos sobre algumas das imagens em questão, por favor entre em contato com contato@engenharia360.com para que possa ser atribuído o respectivo crédito ou providenciada a sua remoção, conforme o caso.

Comentários

Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

A serragem é quase sempre tratada no mercado como um subproduto da indústria madeireira e deve ser descartada em aterros ou destinada à queima para geração de energia. Mas é possível que a engenharia contemporânea esteja começando a desafiar essa lógica, propondo usos desse material na construção civil.

Por exemplo, pesquisadores suíços estão desenvolvendo um painel feito a partir de serragem combinada com aglutinante mineral. E os resultados dos testes são surpreendentes. Confira mais detalhes no artigo a seguir, do Engenharia 360!

peinale de serragem e mineral resistente ao fogo
Imagem reprodução via Click Petróleo e Gás

A engenharia por trás do novo material

Atualmente, a indústria de processamento de madeira gera toneladas de serragem. Até então, esse material era destinado a aterros sanitários ou à produção de biomassa. Mas os cientistas vêm alertando que, em ambos os casos, o carbono armazenado pelas árvores é liberado prematuramente na atmosfera. Agora, pesquisadores da ETH Zurich, na Suíça, descobriram um compósito que pode romper com esse ciclo e ser usado em substituição a divisórias e sistemas de vedação tradicionais.

Mistura de serragem com estruvita

Parece até um absurdo propor a troca de peças cimentícias por peças feitas de partículas soltas de madeira e ainda garantir mecânica superior e performance contra o fogo. Mas é isso: os cientistas encontraram uma “alternativa verde” com potencial de reaproveitamento — uma reengenharia completa de como entendemos o ciclo de vida dos materiais na Engenharia Civil. O “ingrediente secreto”? Enzimas de melancia.

peinale de serragem e mineral resistente ao fogo
Imagem ilustrativa gerada em IA de Google Gemini

Os engenheiros sanitaristas já conhecem bem a estruvita, substância mineral — frágil e quebradiça — que costuma entupir tubulações em estações de tratamento de águas residuais. Mas, na Engenharia de Materiais e Civil, suas propriedades naturais e resistência térmica ainda não tinham sido investigadas. Parecia impossível fazer a junção dela com a serragem, por exemplo, sem um agente de coesão eficiente. É aí que entram as sementes de melancia como catalisadores biológicos, controlando a formação e a ligação de cristais.

O resultado dessa mistura é uma matriz mineral-orgânica estável, onde a estruvita “abraça” as fibras da serragem, criando um painel de alta coesão.

A solução oferecida pela biotecnologia garante coesão, estabilidade e bom desempenho aos painéis finais fabricados.

Os aspectos mais relevantes do novo material

Ensaios laboratoriais realizados por equipes da ETH Zurich e da Universidade Politécnica de Turim, utilizando um calorímetro de cone, demonstraram que os novos painéis feitos de serragem, estruvita e enzimas de melancia levam três vezes mais tempo para entrar em combustão quando comparados à madeira convencional não tratada.

As peças, quando expostas ao calor, formam rapidamente uma camada protetora feita de carbono e minerais. Essa barreira funciona, então, como um escudo térmico, retardando a propagação das chamas e reduzindo a taxa de combustão.

Na prática, isso significa um material com capacidade de autoproteção — uma característica altamente desejável em sistemas construtivos internos, especialmente em edificações que exigem maior segurança contra incêndios.

Para completar, o material também apresentou nos testes uma resistência à compressão perpendicular às fibras superior à da madeira maciça original, o que ampliaria significativamente suas possibilidades de aplicação.

peinale de serragem e mineral resistente ao fogo
Imagem reprodução via Click Petróleo e Gás

Desmontagem e reaproveitamento

Talvez o ponto mais positivo dessa nova tecnologia para a construção civil seja a economia circular.

Diferente dos painéis aglomerados com cimento ou resinas sintéticas, que geralmente vão parar nos lixões, esse painel pode ser, depois de desmontado, moído e aquecido a cerca de 100 °C para a recuperação da amônia e da newberyita. Esses componentes podem ser reinseridos no processo produtivo para criar novos materiais, fechando o ciclo da economia circular.

Outra opção para os resíduos desse painel é a trituração para recuperação de seu fósforo para uso como fertilizante de liberação lenta na agricultura, auxiliando no crescimento de plantas de forma controlada.

Desafios futuros do setor com foco no meio ambiente e critérios ESG

Vale lembrar da importância de se diminuir o impacto da engenharia sobre a natureza. Hoje, a construção civil é uma das indústrias que mais geram resíduos no mundo. Especialmente a indústria madeireira produz muita serragem que é subutilizada. Precisamos encontrar mais alternativas para evitar emissões desnecessárias de carbono, diminuir a demanda por matérias-primas virgens e criar cadeias produtivas mais eficientes.

Claro que, apesar do otimismo, o caminho dessa inovação até chegar ao canteiro de obras ainda é longo. O preço do aglutinante mineral e a escala de produção industrial ainda são desafios. Ainda é preciso entender como otimizar o processo de extração da enzima da melancia e a logística de obtenção da estruvita em escala global. Mas, certamente, é uma jornada sem volta rumo à biotecnologia e à regeneração. Aliás, essa pode ser a resposta que buscávamos para a crise habitacional e climática.

Veja Também:

Mitos e Verdades sobre Biomassa de Madeira

Como evitar o desperdício de madeira na construção civil


Fontes: Blog Canal da Engenharia, Click Petróleo e Gás.

Imagens: Todos os Créditos reservados aos respectivos proprietários (sem direitos autorais pretendidos). Caso eventualmente você se considere titular de direitos sobre algumas das imagens em questão, por favor entre em contato com contato@engenharia360.com para que possa ser atribuído o respectivo crédito ou providenciada a sua remoção, conforme o caso.

Comentários

Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Se você está começando na área de projetos, provavelmente já se fez esta pergunta: AutoCAD, Revit ou SketchUp, qual aprender primeiro? A verdade é que a escolha errada pode fazer você perder meses de estudo, ficar inseguro na hora de encarar um projeto real e ainda se sentir para trás em relação a outros profissionais.

Antes de decidir, você precisa entender para que cada um serve, em que momento da carreira ele faz mais diferença e como combinar esses três softwares para se tornar um projetista realmente completo e competitivo no mercado.

Autocad, Sketchup, Revit
Imagem de DC Studio em Freepik

Para que serve cada software?

De forma bem direta, os três são essenciais, mas têm funções diferentes no dia a dia de engenharia, arquitetura e design.

  • AutoCAD: foco em desenho técnico 2D (e também 3D), plantas, cortes, detalhes, elétrica, hidráulica, peças mecânicas, impressão em escala.
  • Revit: foco em metodologia BIM, modelo único 3D com informações, quantitativos, compatibilização, documentação automática, projetos completos.
  • SketchUp: foco em modelagem 3D rápida, visual, volumetrias, mobiliário, interiores, apresentações e imagens realistas com renderização.

Um exemplo simples: em um projeto residencial, você pode desenvolver a planta baixa e detalhes no AutoCAD, modelar o volume e interiores no SketchUp e, em um contexto mais profissional e multidisciplinar, estruturar o projeto completo em Revit para extração de tabelas, pranchas e compatibilização.

Então, parece existir um caminho já estruturado para te leva do zero ao nível profissional dominando AutoCAD, Revit e SketchUp na ordem certa — com projetos reais e acompanhamento. Concorda?

Qual aprender primeiro se você é totalmente iniciante?

Se você está começando do zero, nunca abriu um software de projetos e ainda está se adaptando ao mundo técnico, o caminho mais estratégico, na maioria dos casos, é:

  1. Começar pelo AutoCAD.
  2. Depois migrar para o SketchUp.
  3. Em seguida avançar para o Revit.

Por quê?

  • O AutoCAD cria uma base sólida de desenho técnico, leitura de plantas, cotas, layers, escalas e impressão.
  • A lógica que você aprende no AutoCAD facilita muito entender os outros programas, principalmente organização, precisão e noção de projeto.
  • O mercado ainda usa demais o AutoCAD para detalhes, pranchas, elétrica, hidráulica, peças mecânicas e documentação em geral.

Ou seja, dominar bem o AutoCAD faz você se sentir mais seguro com qualquer ferramenta de projeto que vier depois.

Autocad, Sketchup, Revit
Imagem divulgação curso de Expertt Cursos

Se você quer acelerar esse processo com aulas práticas, suporte e projetos reais em cada etapa:

Autocad, Sketchup, Revit
Imagem divulgação curso de Expertt Cursos

Quando faz sentido começar pelo SketchUp?

Para alguns perfis, o SketchUp pode ser o primeiro passo:

  • Se você ama interiores, móveis planejados e apresentações visuais.
  • Se tem mais facilidade com espaço 3D do que com representação 2D.
  • Se precisa “mostrar ideia” rápida para cliente, professor ou chefe.

O SketchUp permite que você modele um quarto completo, um móvel planejado ou um sobrado em pouco tempo, visualizando tudo em 3D, com texturas e sombras. Isso motiva demais quem está começando e ainda tem insegurança com desenho técnico tradicional.

Mas atenção: mesmo que você comece pelo SketchUp, mais cedo ou mais tarde vai precisar de base em desenho 2D, cotas, escalas e detalhamento. E aí o AutoCAD volta a ser praticamente obrigatório.

Autocad, Sketchup, Revit

E o Revit, devo deixar por último?

O Revit trabalha com metodologia BIM e envolve não só desenho, mas também informações, tabelas, quantitativos e lógica de construção. Por isso, ele costuma ser mais pesado para quem ainda não tem:

  • Noção clara de planta, corte, fachada.
  • Entendimento mínimo de estrutura, paredes, lajes, níveis.
  • Hábito com organização de arquivos, vistas e impressão.

Aprender Revit sem essa base é possível, mas você tende a travar mais, sentir que “não está entendendo tudo” e depender demais de tutoriais soltos. Por outro lado, quando você já domina AutoCAD e tem alguma experiência com 3D (como SketchUp), o Revit se torna muito mais lógico e fluido.

Autocad, Sketchup, Revit
Imagem divulgação curso de Expertt Cursos

AutoCAD x Revit x SketchUp: como o mercado enxerga cada um

No mercado atual de engenharia e arquitetura, os três estão muito presentes, mas em funções complementares:

  • AutoCAD: ainda é o “padrão mínimo” em muitos escritórios para desenhos técnicos, detalhes, elétrica, hidráulica, fundações, topografia e peças mecânicas.
  • SketchUp: muito valorizado em arquitetura, interiores, marcenaria e apresentações para clientes, principalmente com renderizações realistas.
  • Revit: cada vez mais exigido em empresas que trabalham com BIM, construtoras, escritórios de médio e grande porte e projetos multidisciplinares.

Quem domina apenas um deles tem espaço, mas quem domina os três abre muito mais portas, consegue atuar em diferentes etapas do projeto e se adapta melhor a qualquer equipe.

Como montar um plano inteligente de aprendizado

Em vez de ficar preso na dúvida “qual é o melhor?”, pense em “qual é a melhor sequência para mim agora?”. Um plano muito eficiente para 2026 é:

  • Fase 1 – Fundamentos no AutoCAD
    • Aprender comandos básicos, configuração da área de trabalho e primeiros desenhos.
    • Evoluir para layers, textos, cotas e exercícios práticos com plantas simples.
    • Entrar em planta baixa, elétrica, hidráulica, escalas e impressão em diferentes formatos.
    • Dar o próximo passo com modelagem 3D e criação de peças mecânicas.
  • Fase 2 – Modelagem 3D rápida com SketchUp
    • Entender a área de trabalho, comandos, grupos e componentes.
    • Iniciar com sólidos básicos, móveis simples, quartos, ambientes.
    • Explorar cenas, animações, listas de componentes e criação de terrenos.
    • Finalizar com um projeto completo (como um sobrado) e noções de renderização e LayOut.
  • Fase 3 – Projeto completo em Revit com BIM
    • Conhecer a metodologia BIM e a lógica de trabalhar em um único modelo.
    • Configurar níveis, eixos, paredes, lajes, vigas, pilares, portas e janelas.
    • Ajustar materiais, paredes cortina, telhado, terreno, vistas e símbolos anotativos.
    • Criar folhas de impressão, tabelas de quantitativos, estudar impacto solar e renderização.

Essa sequência faz você crescer de forma consistente, sem “buracos” de conhecimento, e ao mesmo tempo constrói um portfólio com plantas, modelos 3D, interiores e projetos completos.

Na Formação Projetista, por exemplo, você já recebe tudo estruturado, com:

  • Sequência lógica do básico ao avançado
  • Projetos reais (não só exercícios)
  • Suporte para tirar dúvidas
  • Materiais prontos para uso
Autocad, Sketchup, Revit
Imagem divulgação curso de Expertt Cursos

Vale a pena aprender os três no mesmo curso?

Tentar aprender tudo sozinho, com vídeos soltos na internet, geralmente leva a três problemas:

  • Falta de sequência lógica (você aprende comandos, mas não sabe aplicar em projetos reais).
  • Falta de suporte (travou em um erro simples e fica horas quebrando a cabeça).
  • Falta de projeto completo (o portfólio fica cheio de exercícios, mas sem nada profissional).

Por isso, muita gente tem buscado formações que integrem AutoCAD, Revit e SketchUp em um só pacote, com:

  • Módulos estruturados do básico ao avançado.
  • Projetos reais de arquitetura, interiores, elétrica, hidráulica e peças mecânicas.
  • Modelagem 2D e 3D, impressão, detalhamento e renderização.
  • Bônus com blocos, famílias, templates e arquivos prontos para uso.

Uma formação completa e prática encurta o caminho entre “sei mexer no software” e “sei entregar um projeto profissional com esse software”.

Então… qual aprender primeiro?

Resumindo de forma direta:

  • Perfil mais técnico (engenharia, desenho técnico, elétrica, hidráulica, mecânica): comece pelo AutoCAD, depois SketchUp, por fim Revit.
  • Perfil mais visual (arquitetura de interiores, marcenaria, mobiliário, apresentações): pode começar pelo SketchUp, em seguida AutoCAD e depois Revit.
  • Foco em BIM e grandes projetos: garanta base sólida em AutoCAD, tenha noções de SketchUp para visualização e, então, mergulhe de vez no Revit.

Não existe um único caminho certo, mas existe um caminho muito mais inteligente: aprender na ordem que respeita seu momento, sua área e o que o mercado realmente está pedindo.

Se você quiser aproveitar o embalo e estruturar essa jornada de uma vez, com AutoCAD, Revit e SketchUp em um só lugar, com projetos reais, suporte e certificados, vale considerar uma formação completa de projetista — é a forma mais rápida de sair do zero, fugir dos tutoriais aleatórios e conquistar destaque de verdade na área.

Veja Também: Aprenda AutoCAD e Destaque-se na Engenharia


Este é um artigo de promoção de links para afiliados. Você leu um texto promocional. Este aviso representa nosso compromisso e transparência diante de sua opinião.

Imagens: Todos os Créditos reservados aos respectivos proprietários (sem direitos autorais pretendidos). Caso eventualmente você se considere titular de direitos sobre algumas das imagens em questão, por favor entre em contato com contato@engenharia360.com para que possa ser atribuído o respectivo crédito ou providenciada a sua remoção, conforme o caso.

Comentários

Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

A Google lançou recentemente uma atualização de interface do seu Google Maps que deve transformar o setor de engenharia de software e análise de dados geoespaciais. Com o acréscimo da Inteligência Artificial, os sistemas de GPS deixam de apresentar apenas mapas 2D e comandos de voz robóticos para oferecer uma navegação imersiva, inclusive permitindo pesquisas conversacionais e complexas (Ask Maps) via Google Gemini. Continue lendo este artigo do Engenharia 360 para saber mais!

Google Maps com IA Gemini
Imagem divulgação Google via Pplware – SAPO

O que mudou no Google Maps com IA

Imagine um sistema que combina bilhões de imagens do Street View com processamento de linguagem natural (NLP). Assim é o novo Google Maps.

O assistente virtual está mais inteligente. Aliás, muito útil para engenheiros que precisam se deslocar constantemente entre obras, inspeções, viagens técnicas e plantões em cidades diferentes. Ou ainda na hora de calcular trajetos de materiais, localização de equipamentos, acesso a canteiros e segurança de rotas urbanas complexas.

Agora o aplicativo, graças à IA Gemini, funciona como um “copiloto digital”, capaz de entender melhor as indagações do usuário, sugerindo rotas, explicando desvios e até ajudando a reservar serviços ao longo do caminho.

Passo a passo para usar o Ask Maps no Google Maps

Não estranhe se o seu Google Maps estiver igual. É que, por ora, o lançamento da versão com IA está disponível apenas para os Estados Unidos e Índia. Mas já existem planos de expansão para o Brasil, especialmente para plataformas como Android, iOS, Android Auto, Apple CarPlay e carros com sistema Google integrado.

O coração dessa nova experiência é o Ask Maps, um chatbot acessado por um botão na barra de pesquisa do Google Maps. Para acessar, basta seguir o passo a passo a seguir (assim que o recurso chegar ao Brasil ou ao seu dispositivo):

  1. Atualize o Google Maps: Abra a Play Store (Android) ou App Store (iOS), procure por “Google Maps” e certifique‑se de que não há atualização pendente. A IA Gemini e o Ask Maps só funcionam na versão mais recente do aplicativo, pois dependem de servidores e modelos de linguagem atualizados.
  2. Abra o Google Maps e localize o Ask Maps: Na tela inicial, em vez de digitar apenas um endereço, procure pelo ícone ou botão “Ask Maps” logo abaixo da barra de busca.timesofindia. Esse botão é o atalho para abrir a conversa com o assistente Gemini dentro do próprio mapa.
  3. Pergunte em linguagem natural: Toque no Ask Maps e escreva ou fale (se usar o comando de voz) perguntas. A IA interpreta a topologia da rota, o trânsito, horários de funcionamento e avaliações para sugerir locais e ajustes.
  4. Use o contexto da rota em tempo real: Enquanto estiver na navegação, o Ask Maps pode ser usado para obter alternativas de desvios explicando prós e contras (menos trânsito, mais distância, pedágios, etc.), ou saber se vale a pena parar em um posto específico para abastecer ou recarregar o celular.
  5. Reserve e compartilhe dentro do app: Em muitos casos, o resultado do Ask Maps inclui botões de reserva (restaurantes, estacionamentos, ingressos) e opções de compartilhar o local ou rota com amigos ou colegas de equipe.

Dica de uso profissional

  1. Habilite todos os dados de localização e histórico: Permita que o Gemini entenda melhor seus hábitos de deslocamento, horários de trabalho e rotas mais usadas.
  2. Use o modo “Navegação Imersiva” em trechos longos: Em viagens rodoviárias ou trechos com muitos acessos parecidos, a navegação 3D ajuda a identificar qual saída pegar, reduzindo o risco de errar.
  3. Combine Ask Maps com Street View: Antes de ir a um local novo, abra o Street View e veja o prédio, entrada lateral, estacionamento e rotas de acesso. Depois, use o Ask Maps para perguntar se há restrições de vagas, horários de vigia e mais.
  4. Use o Google Maps integrado ao carro (Android Auto / CarPlay): Vale muito a pena para quem faz vários deslocamentos. A integração com o painel do carro permite navegar com comandos de voz, sem tirar o olho da estrada.
  5. Utilize o novo modo de “Pré-visualização Familiar” para planejar rotas: O Maps agora exibe fotos do Street View do destino exato e do entorno antes mesmo de você dar a partida. Isso permite identificar, por exemplo, em qual lado da calçada o canteiro de obras ou o edifício de destino está localizado, evitando manobras perigosas de última hora.
  6. Planeje rotas de inspeção em lote: Use o Ask Maps para montar uma rota com múltiplos pontos (“Mostre uma rota por três shoppings em São Paulo para inspeção de estrutura”). Em seguida, salve essa rota como favorita ou compartilhe com a equipe.

Como funciona a navegação imersiva em 3D

O Google Maps tem agora uma nova interface de navegação chamada de “Immersive View”. Ela mostra percursos em 3D, com edifícios, viadutos, faixas de pedestres, semáforos, etc. Essa visualização é alimentada por dados de imagens aéreas, Street View e modelos de IA Gemini, que “reconstroem” a paisagem urbana de forma muito próxima da realidade. Em alguns casos, as construções podem ser mantidas translúcidas por comando, permitindo enxergar melhor trechos que passam atrás de prédios.

Google Maps com IA Gemini
Imagem divulgação Google via CPG Click Petróleo e Gás
Google Maps com IA Gemini
Imagem divulgação Google via Canaltech

Quanto às instruções por voz, em vez de ouvir um simples “vire à direita em 300 metros”, o usuário recebe do sistema uma explicação como “não pare nesta saída, vá até a próxima, após o semáforo com viaduto verde”. E ainda antes de iniciar uma rota, é possível acessar mais rapidamente fotos do Street View, buscando acessos ou pontos de referência. 

Google Maps com IA Gemini
Imagem divulgação Google via Mundo Conectado

Basicamente, o Google Maps mudou de um plano cartesiano para um modelo 3D hiper-realista.

Veja Também: O que a Engenharia Cartográfica faz? Descubra!


Fontes: CNN Brasil, Pplware, Forbes.

Imagens: Todos os Créditos reservados aos respectivos proprietários (sem direitos autorais pretendidos). Caso eventualmente você se considere titular de direitos sobre algumas das imagens em questão, por favor entre em contato com contato@engenharia360.com para que possa ser atribuído o respectivo crédito ou providenciada a sua remoção, conforme o caso.

Comentários

Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Como é calculado o IPTU da sua casa, já pensou nisso? Bem, essa conta não é simples; mas uma certeza é que ela deve ser baseada na metragem e localização da propriedade. Porém, alguns defendem que está na hora de atualizar esse modelo para que a tributação do território urbano seja mais justa e eficiente. Um caminho é o uso de tecnologia de geoprocessamento e georreferenciamento. Confira mais detalhes neste artigo do Engenharia 360!

Georreferenciamento
Imagem de pressfoto em Freepik

Como funciona a cobrança de IPTU no Brasil

O Brasil enfrenta há décadas um descompasso entre a realidade das ruas e os registros nos computadores das prefeituras. Mas a população tem até medo de exigir uma reforma tributária municipal, acreditando que o novo cálculo jogaria os preços do IPTU para cima, sem justificativas plausíveis ou transparência.

Acontece que muitas das ampliações de imóveis, novas construções e mudanças no uso do solo estão passando despercebidas, colocando mais peso de um lado da balança.

Georreferenciamento
Imagem de wirestock em Freepik

Antes da adoção de tecnologias como o geoprocessamento, muitas prefeituras dependiam de atualizações cadastrais realizadas em períodos anteriores aos da cobrança. Municípios sem orçamento para manutenção de dados acabavam calculando impostos errados, sem considerar declarações não realizadas, adições de pavimentos em edificações preexistentes, mudança de residências para comércios, etc. Resultado? Havia imóveis que pagavam menos do que deveriam ou que sequer entravam na base de cobrança.

Os benefícios da integração tecnológica na gestão fiscal:

  • Mais arrecadação para municípios, corrigindo áreas subdeclaradas e eliminação de inconsistências, sem necessidade de aumento de impostos.
  • Justiça fiscal, com cada contribuinte pagando de forma proporcional ao tamanho e uso real do imóvel, sem deixar margem para questionamentos e justificativas para inadimplência.
  • Planejamento urbano eficiente, organizando melhor o crescimento das cidades e evitando ocupações irregulares e superfaturamento com obras públicas e emergenciais.
  • Gestão ambiental mais precisa, com monitoramento de áreas verdes e zonas de preservação.
  • Valorização de imóveis por meio de dados mais seguros, facilitando venda, financiamento e regularização.

Onde o geoprocessamento entra nessa história

A tecnologia de geoprocessamento é simplesmente a melhor aliada do cidadão honesto. Isso porque ela permite uma análise completa de todos os imóveis com base na realidade física atual. Valendo-se de satélites, drones e sistemas geoespaciais, é possível mapear cidades com precisão, identificar 100% das construções, comparar as novas informações com o que já existe no sistema e atualizar dados de modo automático. Com isso, o cálculo do IPTU deixa de ser estimado e passa a ser baseado em evidências concretas.

Isso resolve problemas clássicos como:

  • sobreposição de terrenos,
  • dúvidas sobre limites de propriedade, e
  • inconsistências em registros imobiliários.

Além disso, traz segurança jurídica para processos como compra, venda e regularização de imóveis.

Georreferenciamento
Imagem de Freepik

Em resumo, o geoprocessamento transforma a gestão pública em um sistema mais justo, eficiente, transparente e estratégico.

Tecnologias que tornam o georreferenciamento possível

Existe hoje um conjunto de tecnologias avançadas para captura, processamento e análise de dados espaciais — mapas digitais, imagens aéreas e coordenadas geográficas — que conhecemos como geoprocessamento. Nesse contexto, a determinação precisa das coordenadas geográficas de um imóvel (como a projeção UTM) é chamada de georreferenciamento. Para que isso ocorra, os engenheiros usam as seguintes ferramentas:

  • GPS Geodésico: Receptores de alta precisão que garantem precisão centimétrica nos limites dos lotes.
  • Drones e VANTs: Equipados com câmeras de alta resolução para mapeamento aéreo rápido e detalhado.
  • Tecnologia LIDAR: Sensores que utilizam laser para criar nuvens de pontos tridimensionais, capturando até os menores detalhes de edifícios e terrenos.
  • SIG (Sistemas de Informação Geográfica): Softwares que cruzam os dados físicos com informações tributárias e administrativas.

A combinação dessas tecnologias permite criar um “raio-x” completo da cidade, atualizado e altamente confiável.

Por exemplo, imagine que no cadastro de uma propriedade conste que existe uma casa de 100 m² construída. Os técnicos podem usar a fotogrametria (geração de mapas a partir de fotos aéreas) para comparar o que foi registrado com o que realmente existe no terreno. Imagens de satélite e drones também podem revelar distorções nessa marcação. Então os dados são enviados para o sistema de georreferenciamento e, assim, atualizados instantaneamente.

Georreferenciamento
Imagem de macrovector em Freepik

Um caminho sem volta para as prefeituras

Estamos diante de um momento de mudança de paradigma na forma como as cidades se organizam, arrecadam e evoluem. Olhando para o futuro, podemos prever cada vez mais municípios brasileiros adotando o geoprocessamento e o georreferenciamento como base para sua gestão fiscal e territorial. Os benefícios são claros e ignorar isso é, na prática, abrir mão de eficiência. 

Veja Também: O impacto da Engenharia Cartográfica na Construção Civil


Fontes: Jornal Democrata, PTA Topografia.

Imagens: Todos os Créditos reservados aos respectivos proprietários (sem direitos autorais pretendidos). Caso eventualmente você se considere titular de direitos sobre algumas das imagens em questão, por favor entre em contato com contato@engenharia360.com para que possa ser atribuído o respectivo crédito ou providenciada a sua remoção, conforme o caso.

Comentários

Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.