Vamos começar este texto do Engenharia 360 já compartilhando uma notícia relacionada ao uso de Inteligência Artificial (IA) em Engenharia Urbana. É que, recentemente, o Google anunciou que está auxiliando o Rio de Janeiro – em parceria com a CET-Rio (Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio de Janeiro) – para implantar em seu sistema semáforos com a tecnologia visando melhorar o tráfego dentro do seu tecido urbano. Essa estratégia faria parte de um projeto da empresa, o Green Light, já desenvolvido em outras onze cidades aor redor do mundo, incluindo Abu Dhabi, Hamburgo, Calcutá, Manchester e Seattle.

Google semáforos Rio de Janeiro com IA
Imagem de LhcCoutinho por Pixabay

Os semáforos com IA da Google

O plano da Google é criar uma espécie de “ondas de sinais verdes” com semáforos utilizando Inteligência Artificial (IA) e dados do Google Maps. Isso permitiria uma melhor coordenação de cruzamentos viários adjacentes, o que levaria a uma redução de paragens e economia de combustível para os motoristas, e diminuição das emissões de gases poluentes na atmosfera das cidades.

A saber, em um teste realizado em Israel, se conseguiu reduzir de 10% a 20% no consumo de combustível e no tempo de espera nos cruzamentos.

Google semáforos Rio de Janeiro com IA
Imagem divulgação via UOL
Google semáforos Rio de Janeiro com IA
Imagem reproduzida de pplware, Sapo

Com relação ao Brasil, sabe-se que esta não é uma novidade. Já foram instalados dez semáforos desse tipo na Avenida Teotônio Segurado, em Palmas, no Tocantins. Esse mobiliário urbano tem recursos avançados, como captura de vídeo em tempo real. Eles são alimentados por um sistema de ‘Alimentação de Potência Ininterrupta’, garantindo o funcionamento contínuo mesmo em situações de falta de energia. E há planos da prefeitura para estender essa tecnologia para toda a avenida até 2024.

Mas voltando ao planejamento da Google, a empresa também vem desenvolvendo outras iniciativas relacionadas à sustentabilidade. Por exemplo, como a exibição de rotas ecológicas no Google Maps, informações sobre emissões de carbono associadas a pesquisas de voos e compras de produtos, e a identificação de práticas sustentáveis de empresas ao realizar buscas online.

Veja Também: O que é Urbanismo Tático que Transforma Ruas em Espaços de Convívio?

Outros modelos de semáforos com IA

Há outros modelos de semáforos com IA sendo testados no mundo. Podemos citar o sistema dinâmico e adaptativo desenvolvido pelos pesquisadores da Universidade de Aston, na Inglaterra. O mesmo foi testado em simulador de tráfego chamado Traffic 3D e poderá ser implantado, em breve, em ruas de cidades e também em estradas.

Nesse caso, tal mobiliário usaria de câmeras urbanas para adaptar a sequência das luzes de acordo com o tráfego em tempo real, ajustando-se conforme as condições do momento. A tecnologia de IA utilizada poderia ser configurada para diferentes interseções e aprender de forma autônoma.

Google semáforos Rio de Janeiro com IA
Imagem mrsiraphol em Freepik

Esforços como esses, de uso da Inteligência Artificial (IA) e até da tecnologia de mapeamento podem promover na Engenharia e Arquitetura escolhas mais sustentáveis.

A parceria entre o Google e a CET-Rio tem planos de implementação nos próximos meses, embora os detalhes precisos ainda não tenham sido revelados. Por enquanto, compartilhe esta importante notícia com aqueles que possam estar interessados!

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Fontes: UOL.

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

O alerta dos cientistas é assustador! O derretimento do gelo na Antártida está mais acelerado do que pensávamos em função das mudanças climáticas. A saber, em 25 anos, 40% das plataformas de gelo derreteram, liberando cerca de 67 bilhões de toneladas de gelo nos oceanos, sendo a parte ocidental do continente mais afetada. E nesse cenário, profissões voltadas ao combate das crises climáticas ganham mais importância no mercado de trabalho. Conheça exemplos na lista a seguir, produzida pelo Engenharia 360!

Profissões ligadas ao combate às crises climáticas

Existe hoje um alarmante aquecimento atmosférico e também da circulação oceânica global. Essa é a prova das mudanças sofridas pelo nosso planeta e que deve impactar diretamente a produção das engenharias.

Aliás, como já dissemos, existem profissões ligadas às engenharias que podem desempenhar um papel fundamental na mitigação e adaptação a essas crises. Isso porque elas estão totalmente relacionadas às atividades humanas que impactam o meio ambiente. Explicamos melhor a importância dessas carreiras. Confira!

1. Meteorologia

Como construir, produzir e cultivar qualquer coisa para as engenharias sem saber do tempo, não é mesmo? E é justamente a Meteorologia que deve estudar dados do tempo e apresentar um cenário que sirva de base para estudos e planos de investimentos de Engenharia de Infraestruturas mais resilientes a eventos climáticos extremos.

Engenharias no Combate às Crises Climáticas
Imagem de Freepik

2. Direito Ambiental

Alguns projetos de Engenharia dependem, para sair do papel, de mudanças nas regulamentações ambientais. E é aí que entra o Direito Ambiental, garantindo que as iniciativas estejam alinhadas com as leis, contribuindo para empreendimentos mais sustentáveis e ecologicamente corretos.

3. Administração Pública

Ainda desse segmento legal, nenhuma ação de Engenharia Pública também tem chances de ser praticada havendo barreiras governamentais. Ao mesmo ponto que as engenharias devem contribuir para o desenvolvimento e realização de ações de políticas públicas visando a implementação de soluções climáticas, como redução das emissões de carbono.

4. Geologia

O papel dos geólogos dentro dos planos das engenharias é desempenhar uma avaliação de riscos naturais, como deslizamentos de terra e erosão. Esse levantamento de informações é essencial para a execução de projetos, sobretudo de construção civil.

5. Ciências Biológicas

Biólogos também são profissionais que estudam os impactos das mudanças climáticas na biodiversidade. Eles fornecem dados e insights que auxiliam engenheiros na concepção de projetos que minimizem o impacto negativo nas espécies e ecossistemas.

6. Ecologia

E é claro que nesta lista não poderiam faltar os próprios profissionais, formados em diferentes áreas, que atuam como ecologistas. Sua tarefa é facilitar essa compreensão dos engenheiros sobre o atual desequilíbrio ambiental, na maioria consequência das ações humanas. Também orientando em como realizar uma melhor proteção dos recursos naturais.

Engenharias no Combate às Crises Climáticas
Imagem de prostooleh em Freepik

7. Arquitetura

Os arquitetos são grandes parceiros dos engenheiros, que, juntos, podem desenhar, idealizar, projetos ainda mais incríveis, ajudando nossa sociedade a trilhar uma jornada mais sustentável. Por exemplo, considerando usar métodos mais ecológicos e mais tecnologias ecoeficientes na criação das obras. Também maximizar a eficiência energética e reduzir as emissões de carbono.

8. Engenharia de Materiais

Enfim, vamos falar das linhas profissionais dentro da própria Engenharia, começando pela Engenharia de Materiais. Seu papel é crucial no desenvolvimento de produtos mais sustentáveis, garantindo que a produção e o uso desses materiais tenham um impacto ambiental reduzido.

Engenharias no Combate às Crises Climáticas
Imagem de senivpetro em Freepik

9. Engenharia Ambiental

Também podemos citar os engenheiros ambientais, sempre muito dedicados à preservação ambiental e à mitigação de danos ambientais causados pela ação humana. Esses profissionais são os mais indicados para lançar soluções tecnológicas e práticas sustentáveis voltadas às reduções de gases de efeito estufa, sobretudo em áreas urbanas.

10. Engenharia Florestal

Por último, os engenheiros ambientais são aqueles que vão se dedicar ao trabalho de manejo de florestas, que precisa ser cada vez mais sustentável. Isso inclui elaboração de estratégias para captura de carbono e a conservação da biodiversidade, reduzindo o desmatamento e protegendo os ecossistemas.

Engenharias no Combate às Crises Climáticas
Imagem de Freepik

Claro que muitas outras profissões relacionadas à Engenharia devem atuar num esforço global para frear as mudanças climáticas; nossa lista só traz alguns exemplos. Que fique claro que só a colaboração entre esses profissionais é essencial para alcançar um futuro mais sustentável e resiliente!

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Fontes: Interesting Engineering, Terra.

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Engenharia 360

Redação 360

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Estamos atualmente presenciando duas corridas, a espacial em paralelo com a tecnológica. A Engenharia vem apresentando mês a mês novas soluções inovadoras para a construção de infraestruturas; e estamos sempre nos surpreendendo. Por exemplo, recentemente os cientistas da Agência Espacial Europeia (ESA) apresentaram a proposta de pavimentação da Lua. Calma, vamos explicar melhor neste texto do Engenharia 360!

Por que a ciência consideraria a pavimentação de estradas lunares? Bem, a ideia é encontrar respostas para alguns desafios relacionados à exploração espacial, mais precisamente aos riscos para os astronautas. Continue lendo para entender!

pavimentação da lua
O laser derrete um simulador de regolito lunar para criar ladrilhos. | Imagem ilustração reproduzida via Universo Racionalista

Qual é a motivação por trás da pavimentação da Lua?

Como já sabemos, neste momento, existem vários planos para a volta do homem à Lua – pode haver países e agentes da Índia, Coreia do Sul, Japão, Israel, China e Estados Unidos. Pavimentação da Lua, ou melhor, de regiões específicas e estratégicas da Lua, facilitaria algumas tarefas que precisam ser desenvolvidas no satélite natural. Sendo essa uma obra de infraestrutura duradoura, reduziria a necessidade de transporte de materiais da Terra e tornaria a exploração lunar mais sustentável.

Mas é importante esclarecer a verdadeira razão por trás dessas propostas. Seria a transformação da poeira lunar em materiais sólidos. Tal poeira, pegajosa e danosa, é bastante prejudicial para as explorações, danificando equipamentos e a saúde dos astronautas.

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Como esse método de pavimentação lunar utilizou recursos naturais da Lua?

Vale destacar como os cientistas da ESA propõem a pavimentação da Lua. Surpreendentemente, a ideia é que isso seja feito usando lasers que concentram raios solares. Nesse processo, os lasers seriam focados sobre a poeira lunar para a criação de materiais sólidos semelhantes a vidro, que poderiam ser moldados em ladrilhos triangulares robustos para pavimentar estradas e superfícies na Lua.

Os testes práticos realizados até agora envolveram a colaboração de cientistas da Universidade Técnica de Clausthal, do Instituto Federal de Pesquisa e Teste de Materiais (BAM) da Alemanha, do Liquifer Systems Group na Áustria e da Universidade de Aalen. Eles testaram o plano em solo terrestre cujas características seriam semelhantes às condições encontradas em certas áreas da Lua.

pavimentação da lua
A intenção inicial era gerar um asfalto contínuo, já no local, mas ele acaba rachando. | Imagem de Juan-Carlos Ginés-Palomares, via Inovação Tecnológica
pavimentação da lua
Técnica de processamento do regolito que se mostrou mais vantajosa. | Imagem de Juan-Carlos Ginés-Palomares, via Inovação Tecnológica
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A melhor opção parece ser fabricar ladrilhos e depois criar um pavimento. O design do ladrilho lunar se interliga para criar uma superfície. | Imagem de Juan-Carlos Ginés-Palomares, via Inovação Tecnológica
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Um dos ladrilhos sinterizadas embutidas no simulador de regolito. | Imagem de Jens Günster, BAM, reproduzida via Universo Racionalista

Quais são os possíveis benefícios desse método para futuras missões na Lua?

Vamos revisar algumas questões já citadas neste texto. O primeiro objetivo da pavimentação da Lua ou de regiões da Lua seria mitigar os perigos da poeira lunar. Depois, tornar as operações lunares mais sustentáveis; utilizar recursos disponíveis na Lua, como a poeira lunar, em vez de transportar materiais da Terra. Por último, facilitar a construção de infraestrutura lunar, incluindo trajetos de circulação de equipamentos, pistas de poucos e mais, que seriam essenciais para manter bases lunares permanentes.

Agora, é claro que realizar pavimentação da Lua em uma realidade de baixa gravidade é uma operação desafiadora, sim. Por isso, o plano dos cientistas é continuar testando a técnica, só que neste momento em condições lunares reais – onde não há atmosfera e a gravidade é significativamente menor do que na Terra. Isso requer adaptar a tecnologia para funcionar nas condições da Lua e garantir que seja eficaz na ausência de gravidade e atmosfera lunar. Além disso, a logística de transportar o equipamento necessário para a Lua é mais um desafio a ser enfrentado.

pavimentação da lua
Imagem ilustração reproduzida via Tudo Celular

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Fontes: Inovação Tecnológica, Tudo Celular.

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Redação 360

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Se quisermos frear as mudanças climáticas, precisamos controlar alguns efeitos nocivos da construção civil sobre o meio ambiente. Isso inclui especialmente reduzir as emissões de CO2 na atmosfera da Terra. E uma abordagem que está sendo considerada pelos engenheiros e arquitetos é apostar na introdução do cimento verde no mercado. Saiba mais sobre esse material no texto a seguir, do Engenharia 360!

cimento verde
Imagem Sublime Systems via Olhar Digital

O que é o “cimento verde” e como ele difere do cimento convencional?

Atualmente, a produção tradicional de cimento pela indústria representa 8% das emissões globais de CO2. Uma das alternativas, é o uso de geopolímeros, com bem menos impacto ambiental – hoje apenas enfrentando desafios de custos e regulações. Mas muitas outras iniciativas são testadas todos os dias para a criação de uma Engenharia e Arquitetura mais verde, mais sustentável.

O comprometimento dos cientistas em atingir as metas é notável. Um exemplo é a ideia do cimento verde, que partiu primeiramente dos pesquisadores Leah Ellis e Yet-Ming Chiang. Eles utilizaram, para a fabricação do material, a eletroquímica para conduzir reações químicas, eliminando a necessidade de altas temperaturas e combustíveis fósseis.

cimento verde
Imagem BOB O’CONNOR, Sublime Systems via NeoFeed
cimento verde
Imagem Sublime Systems via Olhar Digital

A boa notícia é que há outros tipos de cimento verde sendo desenvolvidos no mundo. Por exemplo, pela equipe do Instituto de Tecnologia de Karlsruhe (KIT), na Alemanha, usando hidrosilicatos de cálcio no lugar de clínquer do cimento – uma proposta com grande potencial de economia de energia. Também a equipe da Escola Politécnica da USP, substituindo o clínquer por pó de calcário cru superfino. E a equipe de parceiros IPT-Proguaru-InterCement, utilizando resíduos de construção e demolição (RCD) e processamento para reduzir emissões de CO2.

Observação: O cimento verde ainda não é uma realidade para produção em larga escala, que fique claro. Todas as propostas ainda estão em fase de pesquisa e testes. Portanto, sua adoção ainda deve levar tempo. O progresso no desenvolvimento e implementação dependerá até mesmo da aceitação no mercado.

Quais são as aplicações potenciais do cimento verde na indústria da construção?

Agora vamos olhar para as possibilidades do uso do cimento verde no futuro da Engenharia e Arquitetura. Bem, o material poderia ser aplicado na execução de projetos de edifícios residenciais, estradas, pontes, infraestruturas públicas, e mais. Estima-se que esse cimento poderia ser a resposta certa para a construção em regiões onde são aplicadas taxas sobre as emissões de dióxido de carbono. Ou seja, seria uma ideia muito atraente para diversas empresas, permitindo-lhes cumprir regulamentações e tarifas de carbono.

O que falta para a fabricação do cimento verde?

A primeira planta piloto para a fabricação do cimento verde foi elaborada pela empresa Sublime Systems, em 2022. Essa é hoje a melhor perspectiva para que esse produto comece a ser produzido e chegue ao mercado; sem contar o projeto KIT da Alemanha. Isso significa que existe, de fato, essa necessidade de resposta para reduzir as emissões de dióxido de carbono na indústria do cimento. Mas quando isso der certo poderemos repensar 100% a Engenharia e Arquitetura, adotando novas práticas.

cimento verde
Imagem de Yet-Ming Chiang, cofundador da Sublime Systems via NeoFeed

O que falta para concretizar o plano? Talvez a alteração das estruturas químicas para manter a resistência do material. Também criar uma padronização e normatização nos códigos de edificações dos países. Ainda criar um cenário de viabilidade econômica de produção em larga escala. Por fim, ultrapassar as barreiras de limitação dentro do ambiente acadêmico, que ainda não prevê disciplinas específicas cujo currículos abordem o tema.

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Fontes: Valor Globo.

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Redação 360

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Olha que loucura essa notícia! Recentemente, cientistas desenvolveram um modelo de robô bem diferente que vem atraindo a atenção global. Trata-se de um robô de slime magnético. A inovação tecnológica apresentaria incríveis capacidades de movimento e com grandes possibilidades de aplicações, sobretudo na área da saúde. Continue lendo este texto do Engenharia 360 para saber mais!

Como o robô de slime magnético é feito?

Esse robô de slime magnético seria feito de uma substância única, feita de uma mistura de álcool polivinílico, bórax e partículas de ímã de neodímio.

Fora essa mistura química diferente, precisamos destacar como esse novo robô se comporta. Conforme podemos ver nas imagens, ele age como “fluido não newtoniano”, ou seja, sendo sólido quando tocado rapidamente e líquido quando tocado suavemente. Especialmente as partículas de neodímio nessa mistura permitiriam os cientistas manipularem o slime, movendo-o e fazendo-o envolver objetos.

Peculiaridades do slime magnético

Então, pelo que explicamos antes, o diferencial desse robô de slime magnético é a sua viscosidade, que pode mudar a depender das condições. E apesar de ser chamado assim, ele nem mesmo possui os componentes robóticos tradicionais, mas partículas magnéticas que permitem essas mudanças de estado. Os cientistas garantem que é possível adicionar pigmentos coloridos nesse slime, necessidade que pode fazer mais sentido se analisarmos as suas aplicações.

Robô de Slime Magnético
Imagem de Sun, Tian, Zhang et. al., Chinese University of Hong Kong, New Scientist em YouTube, via Mundo Conectado
https://www.instagram.com/reel/CyJhe1MMeVH/?igshid=MTc4MmM1YmI2Ng%3D%3D

Veja Também: IA e Robótica para Todos: Como a Engenharia Melhora a Vida das Pessoas com Deficiência

Qual é a possível aplicação do slime magnético?

O novo robô de slime magnético teria maior potencial de aplicação na área da saúde de forma menos invasiva. Por exemplo, na remoção de objetos estranhos no trato digestivo.

O mesmo poderia facilmente se mover, aderir a objetos pequenos, incorporar-se a eles, se regenerar quando cortado e conduzir eletricidade. Contudo, parece que algumas questões de segurança ainda não foram bem testadas e superadas, como em relação à toxicidade. É essencial que o método seja aprimorado para ficar seguro para o uso em corpos humanos e de animais, evitando o vazamento de resíduos do próprio slime. A saber, uma possível solução seria revestir o robô com camada de sílica.

Robô de Slime Magnético
Imagem Universidade Chinesa de Hong Kong via BuzzFeed

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Fontes: Interesting Engineering.

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Engenharia 360

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A escolha de aquisição de computador para a faculdade já é sempre bem difícil. Imagina, então, como é esse desafio para aqueles que vão ingressar na Engenharia da Computação. Nesse caso, toda decisão é crucial e precisa ser bem feita. Até porque o aluno ficará horas estudando, pesquisando, programando, simulando e mais nesta máquina. Pensando nisso, buscamos a referência de opinião de um profissional na área e resolvemos trazer para o Engenharia 360 um guia com informações a serem consideradas no momento da compra. Confira!

Desktop ou Notebook para Engenharia da Computação

A primeira questão é se, para um estudante de Engenharia da Computação, vale mais a pena um desktop ou um notebook. E a resposta de muitos especialistas é de que para um futuro engenheiro talvez a capacidade de um desktop seja mais vantajosa. Afinal, os desktops podem oferecer melhor desempenho pelo preço e são mais fáceis de atualizar, o que é crucial ao longo dos anos da faculdade e da carreira de Engenharia.

Engenharia da Computação
Imagem gerada em IA via Freepik

Considerando o Orçamento

Também vale dizer que, no período da faculdade, muitas pessoas podem preferir ainda o notebook pela questão da praticidade de mobilidade. Outra prioridade neste momento de carreira pode ser o limite de recursos financeiros. Daí, a solução é optar pelo modelo com a maior qualidade possível.

Se o seu orçamento é limitado, priorize o desempenho em relação ao design e a marca. Um desktop pode oferecer mais poder de processamento pelo mesmo dinheiro.

Memória e Armazenamento

Antes de tudo, analise a capacidade de memória RAM da máquina que você está considerando comprar. Pensando em Engenharia, não se pode admitir um computador com menos de 8GB de RAM. Seria ainda melhor um com 16GB, oferecendo mais espaço para acomodar projetos complexos.

Sim, um bom armazenamento é crucial! Por isso, invista em um SSD de qualidade como o seu disco principal para garantir que o sistema seja rápido. Sem contar que um HDD maior pode ser usado para armazenamento de dados secundários.

Processador

A escolha de uma solução adequada de processador também é crucial para haver uma boa eficiência do trabalho do estudante durante a faculdade de Engenharia da Computação. Em 2023, um modelo i5 oferece um custo-benefício aceitável. Já um i7 poderia acelerar consideravelmente o processamento em tarefas mais pesadas. E um i9, por incrível que pareça, é frequentemente considerado excessivo para a maioria das tarefas de Engenharia. Não recomendamos um i3, com tantas limitações, mesmo que seu custo seja atrativo.

Componentes e Qualidade

Nem precisa dizer que a qualidade dos componentes afeta a durabilidade e o desempenho do seu computador. Então, a melhor decisão é dar prioridade para marcas conhecidas e confiáveis. Preste atenção à placa-mãe, pois ela é o “coração do sistema”; evite placas-mãe de baixa qualidade a todo custo.

Placa de Vídeo

É simplesmente frustrante para estudantes de Engenharia da Computação – e outras engenharias em geral – usar computadores com placa de vídeo com baixa capacidade. Porém, aqui vai a nossa opinião: a menos que você planeje trabalhar com processamento gráfico intensivo ou simulações que requerem GPUs poderosas, economize dinheiro nesse componente. A GPU integrada da maioria dos processadores modernos será suficiente para a maioria das tarefas.

Engenharia da Computação
Imagem gerada em IA via Freepik

Acessórios e Monitor

Por último, em relação aos acessórios, você deve investir em periféricos que atendam às suas necessidades. Começando por um teclado confortável e um mouse de qualidade, assim como um monitor grande e de alta resolução. Nosso conselho é que você invista em um monitor amplo para ajudar nas complexas atividades de Engenharia.

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Fontes: Quora.

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É simplesmente um absurdo termos que dizer isso, mas, infelizmente, guerras impulsionam desenvolvimentos de tecnologias. Com sinceridade, preferiríamos não ter esses avanços de engenharia se, em troca, tivéssemos a paz pelo mundo. Porém, agora vemos novos modelos de tanque de guerra, de drones, de porta-aviões, de submarinos… de mísseis. Terrível! Novamente, estamos vendo o ser humano usar o seu conhecimento para a sua própria autodestruição.

O começo de 2022 foi marcado pela Guerra da Ucrânia. Em outubro de 2023, vieram os conflitos na Palestina em resposta aos ataques do Hamas. Por conta disso, Israel declarou guerra e relançou, via Ministério da Defesa de Israel, um tanque de guerra, o tanque Barak, equipado com sistema avançado de sensores, câmeras de visão de 360º e Inteligência Artificial. Este seria um notável avanço tecnológico na indústria militar. Saiba mais no texto a seguir, do Engenharia 360!

tanque de guerra
Imagem divulgação Ministério da Defesa de Israel via Época Negócios
tanque de guerra
Imagem divulgação Ministério da Defesa de Israel via Olhar Digital

Como o tanque Barak se diferencia de outros veículos militares?

O tanque de guerra Barak pertence a uma quinta geração de tanques. O mesmo seria capaz de identificar alvos à frente e atrás de sua posição; e isso seria possível graças a um “capacete especial” que auxilia na análise dos dados do campo de batalha. Outra coisa é que o tanque pode se comunicar com outros veículos próximos e oferece capacidades avançadas de observação noturna e sensores para análise precisa do terreno. Portanto, ele seria mais potente em comparação a outros tanques, como o Merkava 4M.

A saber, foram cinco anos para os engenheiros desenvolverem o projeto do tanque de guerra Barak. Depois disso, Israel encaminhou o design para produção em massa, que foi iniciada em setembro deste ano.

tanque de guerra
Imagem divulgação Ministério da Defesa de Israel via Olhar Digital
tanque de guerra
Imagem divulgação Ministério da Defesa de Israel via Olhar Digital

Capacidades avançadas

O tanque Barak se diferencia, de fato, de outros modelos de tanques. Fora a capacidade de identificação de alvos, como citamos antes, o mesmo pode manter comunicação com outros veículos – repassando informações e dados sobre o alvo -, uso de dispositivos exclusivos, capacidades avançadas de observação noturna e análise precisa do terreno, com visão 360º do campo de batalha e sensores especiais.

tanque de guerra
Imagem divulgação Ministério da Defesa de Israel via ILTV Israel News
tanque de guerra
Imagem divulgação Ministério da Defesa de Israel via ILTV Israel News

Como a Inteligência Artificial revoluciona o tanque Barak?

A tecnologia de Inteligência Artificial auxilia o sistema de tanque de guerra Barak justamente nesse processo de identificação de alvos e geolocalização, com filtragem de dados do campo de batalha. Muitos dos dados são compartilhados em aplicativo que pode ser acessado em dispositivos smart com touchscreen, para facilitar o trabalho das forças armadas.

Até agora, não se tem confirmação de que esse tanque será usado por Israel no conflito contra a Palestina ou o Líbano, por exemplo (vide os acontecimentos de setembro 2024). Mas acreditamos que sim; sendo Israel uma potência militar regional, deve aproveitar todas as inovações tecnológicas em seu poder nessa operação de guerra e fortalecimento de sua segurança.

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Fontes: Olhar Digital.

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Um dos eventos de Engenharia mais importantes do mundo é o Autodesk University, conhecido por moldar tendências e inovações. A edição AU 2023 está prestes a acontecer e o Engenharia 360 não poderia deixar de compartilhar essa grande oportunidade com seus leitores. Principalmente se pensarmos na urgência atual por soluções em infraestrutura tanto dentro quanto fora do Brasil. E especialmente o Autodesk University tem o potencial de alavancar projetos e carreiras no país. Saiba mais no texto a seguir!

au 2023
Imagem reproduzida de Digital Builder – Autodesk

O que os participantes podem esperar do AU 2023?

O evento AU 2023 acontecerá de 13 a 15 de novembro de 2023 no The Venetian Resort, em Las Vegas. Na ocasião, os participantes poderão assistir palestras que abordarão temas sobre as últimas tendências e tecnologias em Arquitetura, Engenharia, Design e Construção. Além disso, workshops práticos e explosões de empresas líderes. Sem contar uma rica experiência em networking com profissionais de renome e conhecimentos exclusivos – inclusive que podem impulsionar projetos e carreiras em nosso país.

Sem dúvidas, o Autodesk University é o ponto alto do ano para quem está em busca de atividades instrutivas para aprendizado e atualização.

Resumindo, se você é profissional ou estudante de Engenharia, deve considerar participar do AU 2023 para expandir sua rede de contatos, aprimorar habilidades e se manter atualizado com as últimas novidades do setor.

Como se inscrever para o Autodesk University 2023?

Infelizmente, os ingressos para o AU 2023 são limitados e podem se esgotar a qualquer momento! Mas vale a tentativa. Basta acessar o site oficial do evento e acessar o campo “See Passes”.

Os valores das inscrições variam de acordo com o tipo de participação escolhida. O passe digital, por exemplo, é livre e dá direito a sessões gerais, fóruns, 30 aulas ao vivo, palestras, e mais. Já o passe completo para a conferência custa US$ 2.250. Os interessados devem escolher o tipo de participação que desejam e seguir as instruções para realizar o pagamento e confirmar a inscrição.

au 2023
Imagem reproduzida de U.S. CAD

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Um dos assuntos mais estudados e explorados pela Engenharia Automotiva é, certamente, a questão da aerodinâmica nos veículos, já que ela influencia demais no desempenho e eficiência dessas máquinas. Daí, dentro desse segmento científico, entram o design e experimentos com modelos de aerofólio, que uns acreditam ser elemento só de estética, mas que apresentam função.

A saber, aerofólios são peças projetadas justamente para melhorar a aerodinâmica dos veículos, aumentando sua estabilidade, reduzindo o arrasto, e melhorando a aderência dos pneus, especialmente em altas velocidades.

Aerofólio Automotivo
Imagem de @azerbaijan_stockers em Freepik

Como o aerofólio automotivo funciona em termos de aerodinâmica?

Antes de tudo, precisamos explicar porque os aerofólios podem apresentar design diferente. É que a relação entre o seu ângulo de inclinação e sua eficácia está ligada ao downforce – com um ângulo adequado aumentando a aderência do carro ao solo. Resumindo seu funcionamento, é gerada uma diferença de pressão aerodinâmica, justamente com o downforce mantendo o veículo estável.

Veremos mais facilmente aerofólio instalado em carros de corrida, como da Fórmula 1, pois a ideia dos desenvolvedores é deixar essas engenharias mais capazes de ajustar sua posição conforme a velocidade, fazendo realizar bem as curvas e reduzir o arrasto nas retas. Simplesmente sem levantar voo em altas velocidades!

Agora, os especialistas afirmam que o aerofólio automotivo já não apresenta tantas vantagens assim para carros de passeio. Daí, nesse caso, pode-se dizer que a opção de instalação da peça é mesmo por questões de estética. Vamos deixar, portanto, os aerofólios para os supercarros!

Aerofólio Automotivo
Foto de Leif Bergerson: https://www.pexels.com/pt-br/foto/lamborghini-vista-traseira-carro-veiculo-9545683/

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Tipos de aerofólios

Vale destacar neste texto que existem modelos diferentes de aerofólios. O frontal não é tão comum e tem efeitos menos significativos na aerodinâmica dos veículos. Já o aerofólio traseiro exerce uma pressão significativa, contribuindo mais para a estabilidade. Especialmente nos carros de F1, o aerofólio traseiro é imprescindível. Afinal, imagina correr a quase 400 km/h sem sair voando? O dobro disso já é a velocidade de cruzeiro atingida por muitos aviões comerciais!

Quais são as desvantagens dos aerofólios?

O elemento aerofólio automotivo pode fazer o design de um veículo ficar mais pesado. Isso significa um maior consumo de combustível, aumento do ruído do vento e risco de danos ao próprio aerofólio. E já que falamos em carros de passeio, o aerofólio não ajustado corretamente pode comprometer a sua estabilidade.

Como é feita a instalação de um aerofólio automotivo?

A instalação de um aerofólio não original de fábrica só pode ser feita por um profissional especialista em mecânica.

A instalação de um aerofólio automotivo envolve os seguintes passos:

  1. Escolha o aerofólio adequado para o seu carro.
  2. Meça o local onde será instalado.
  3. Faça os furos necessários para a instalação.
  4. Instale o aerofólio e aperte os parafusos.
  5. Teste o aerofólio para garantir que ele esteja instalado corretamente.
Aerofólio Automotivo
Foto de Brett Sayles: https://www.pexels.com/pt-br/foto/cupe-verde-2896885/

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Por que é necessário legalizar um aerofólio automotivo?

Importante! Aerofólio é um detalhe de design de automóveis que precisa ser, aqui no Brasil, legalizado junto ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). A justificativa é que essa peça poderia alterar as características originais do veículo. E não legalizar pode resultar em multas e apreensão do bem!

No momento da legalização, poderá ser pedido, provavelmente, o certificado de garantia do aerofólio automotivo, laudo técnico de instalação e boletim de vistoria. Mas, depois da homologação, é só curtir a sua supermáquina!

Aerofólio Automotivo
Imagem de lbrownstone em Pixabay

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Fontes: Superinteressante, Terra.

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

O desenvolvimento e aprimoramento das tecnologias de Inteligência Artificial estão impulsionando uma transformação em diversos setores, incluindo o da Astronomia em todo mundo. Claro que a Astronomia tradicional ainda desempenha um papel vital. Porém, a nova Astronomia, que faz uso da Machine Learning, está revelando grandes descobertas com muito mais rapidez. Aliás, você sabe o que é Machine Learning?

Pois bem, Machine Learning tem tudo a ver com o “aprendizado das máquinas”. Trata-se de uma disciplina da área da Inteligência Artificial que, por meio de algoritmos, dá aos computadores a capacidade de identificar padrões em dados massivos e fazer previsões ou análise preditiva. E essa tecnologia tem gerado grande influência sobre a Astronomia. Um exemplo é o programa de aprendizado de máquina chamado ASTRONOMALY. Continue lendo este texto do Engenharia 360 para saber mais!

Machine Learning
Foto de Pixabay: https://www.pexels.com/pt-br/foto/papel-de-parede-de-galaxia-cinza-e-preto-2150/

O que é o ASTRONOMALY?

O programa ASTRONOMALY foi desenvolvido especialmente para a observação de galáxias. Ele já registrou diversas imagens de galáxias do Dark Energy Camera Legacy Survey (DECaLS). Foi quando descobriu quase 2 mil anomalias, incluindo 18 fontes anteriormente não identificadas com “morfologia altamente incomum”. Sim, isso é algo especial, pois os programas anteriores de detecção de anomalias, por serem executados de forma dita “não supervisionada”, só conseguem identificar fenômenos específicos. Já no novo modelo pode encontrar mais tipos de anomalias.

Descobertas mais significativas do ASTRONOMALY

Antes de falar sobre a importância da Machine Learning nesses casos, vamos explorar melhor o que foi descoberto com o ASTRONOMALY. Dentre as anomalias interessantes, foram detectadas galáxias em anel com cores e morfologias estranhas, fontes metade vermelhas e metade azuis, sistemas potencialmente fortemente lenteado com pares de fontes atuando como lentes, grupos de galáxias interagindo conhecidos, fontes que estão interagindo ou alinhamentos coincidentes, além de objetos com características peculiares, como emissões de rádio e lentes gravitacionais.

Machine Learning
Imagem reproduzida de Space Today
Machine Learning
Imagem reproduzida de Space Today
Machine Learning
Imagem reproduzida de Space Today

Como o Machine Learning contribui para o desempenho do ASTRONOMALY?

Sistemas como o ASTRONOMALY não seriam possíveis de funcionar bem sem o desenvolvimento da tecnologia de Inteligência Artificial. Calma, vamos explicar melhor! É que são tantos dados coletados que seria impossível um humano sozinho analisar tantas informações, aí é que entra a questão da Machine Learning. Em cada etapa, em cada novo aprendizado ativo dos humanos, pode-se corrigir os erros do sistema e os astrônomos, assim, obter resultados mais precisos e identificação de objetos raros em questão de horas.

Vamos pegar como exemplo o Observatório Vera Rubin, um telescópio de pesquisa. Ele gera 20 terabytes de dados todas as noites. É claro que análises manuais seriam impossíveis nesse caso, tornando o uso da IA crucial, ou seja, colaboração entre humanos e software, permitindo que a ciência observacional ultrapasse as limitações individuais. Com o ASTRONOMALY foram analisadas 4 milhões de imagens – tem noção do que é isso? -, 1.635 anomalias.

Machine Learning
Imagem reproduzida de Rubin Observatory, NSF, AURA, O. Rivera, via Wikipédia – https://en.m.wikipedia.org/wiki/File:Vera_C._Rubin_Observatory_under_construction.jpg

Vale destacar que o único desafio ainda não superado pelos cientistas nesse processo é a transferência de dados. Seria preciso, à medida que avançássemos nessa exploração do universo, apresentar logo soluções mais poderosas em termos de computação, mais eficientes do que transferir grandes volumes de dados para fora do local.

Proposta para o desafio da transferência de dados

Então o cenário é o seguinte: grande volume de informações gerados por telescópios, muitas anomalias identificadas em meio a esses dados, e a necessidade de agilizar a transferência de dados do servidor host para computadores locais.

Por hora, a solução que os cientistas veem para o desafio da transferência de dados é levar o poder computacional diretamente para o observatório anfitrião, em vez de tentar transferir grandes quantidades de dados para fora do local. Isso reduziria significativamente o tempo gasto na transferência e permitiria que o processamento e a análise ocorressem mais eficientemente no próprio observatório.

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Fontes: Universe Today.

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