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Oportunidade: modelo BIM possui áreas de trabalho pouco exploradas (e nós te contamos quais são)

por BIM na Prática | 10/11/2016
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Imagine uma empresa multinacional com sede em 30 países. É difícil visualizar a estrutura física que essa empresa precisa ter para poder suportar uma operação de tal tamanho: são diversos escritórios, garagens, armazéns, auditórios, refeitórios, etc.
Agora imagine de que forma a alta diretoria dessa empresa, a qual tem sede na Espanha, toma decisões sobre as instalações localizadas no outro lado do Oceano, no Peru? Como saber quais prédios estão ocupados, o que é feito em cada edifício, quantas pessoas ocupam cada unidade? Ou, ainda, como saber quanto custa a conta de luz de cada unidade e a gestão de cada contrato de aluguel?

A partir desta dificuldade, surgiu a necessidade de tornar mais eficiente o controle de ativos. Afinal, o maior custo de uma edificação não se encontra no momento de sua construção, mas sim durante a sua operação. Cerca de 75% dos gastos ocorrem durante os 30 primeiros anos de uso e ocupação da edificação. Afinal, é preciso mantê-la adequada para a aplicação a qual foi construída, não é mesmo?

Como já falamos em outros posts, o ponto central do BIM é a informação.  Ele constitui-se de um modelo digital da edificação repleto de informações. Portanto, já dá para imaginar como o BIM pode ser útil durante toda a fase de sua operação.
Existem algumas soluções BIM para auxiliar nesse processo. Na última sexta-feira, Rogério Suzuki apresentou no IV Seminário BIM Sul, o ArchiBus, um software (que dentre outras coisas) possibilita que informações sejam atribuídas aos ambientes de uma edificação. Através de um menu, você pode navegar por toda a edificação mostrada em planta baixa. Clicando sobre uma sala de reuniões é possível saber se ela está ou não reservada, quais os equipamentos existentes nela, quem é o responsável pela manutenção dela, ou ainda qual o seu consumo mensal de energia.

(Via)

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Em um aeroporto como o de Los Angeles, por exemplo, que possui 7 terminais de embarque e é um dos maiores dos EUA, essa tecnologia pode ser muito útil. Como que a equipe responsável pela manutenção sabe a data correta de troca dos extintores de incêndio? Como saber quando as esteiras de bagagem precisarão de manutenção? Como saber a data correta para a troca dos filtros de condicionamento de ar? Através da alimentação do banco de dados desse software com informações, é possível ter o controle de todos esses itens e receber avisos sempre que uma manutenção em certo equipamento for necessária. Assim, é possível prever antecipadamente qual será o gasto nos próximos meses ou anos com manutenção.
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Este software auxilia também na tomada de decisões gerenciais. Para se ter uma noção, um prédio Triple A (alto luxo) em São Paulo chega a ter uma conta média de luz de aproximadamente R$500.000,00  por  mês. Já pensou se através do monitoramento do consumo de cada ambiente fosse possível otimizar o uso do ar condicionado diminuindo-o em 5%? Isso daria um total de R$300.000,00 por ano!
Para se ter uma ideia, existem empresas que possuem mais de 20.000 contratos de aluguéis em aberto. Cada um deles precisa ser gerenciado para que haja uma negociação, se necessário. Como ter o controle de tudo isso?
É claro que nada disso faz sentido se não tivermos um banco de dados bem alimentado. O software serve apenas como uma ferramenta. É preciso ter uma equipe treinada e a ajuda dos profissionais corretos para implementar as informações e os processos corretos.
Essa é uma área pouquíssimo explorada no Brasil. Logo, um mar de oportunidades se abrem para você que está entrando agora no mercado. Tudo começa como uma simples mudança de mindset a respeito da importância da manutenção das nossas edificações. É cultural esperar o problema aparecer para remediá-lo. Porém, as medidas preventivas são mais baratas do que os consertos. 

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