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Energia Termonuclear: A Ciência por Trás das Mais Poderosas Armas Globais

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por Redação 360
| 14/09/2023 | Atualizado em 31/10/2023 5 min
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Energia Termonuclear: A Ciência por Trás das Mais Poderosas Armas Globais

por Redação 360 | 14/09/2023 | Atualizado em 31/10/2023
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Nota: O Departamento de Defesa dos EUA anunciou o desenvolvimento da bomba atômica B61-13, 24 vezes mais potente que a de Hiroshima. Essa bomba faz parte da modernização do arsenal nuclear americano, oferecendo opções contra alvos maiores.

A iniciativa visa a substituição de armas mais antigas e a redução do número de bombas B61-12. Não é uma resposta a eventos atuais, mas uma medida de segurança em meio a ameaças crescentes. Um relatório do Congresso dos EUA apoia a modernização do arsenal, prevista para custar cerca de US$ 400 bilhões até 2046.

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Entre agosto e setembro de 2023, o governo da Coreia do Norte alertou de que as manobras militares dos EUA e Coreia do Sul, chamadas de "Escudo de Liberdade Ulchi", podem provocar uma "guerra termonuclear". Isso aconteceu diante de acusações estrangeiras de que os norte-coreanos e os chineses estariam apresentando comportamento agressivo e que, para isso, teriam de expandir sua segurança e cooperação econômica. E para nós, do Engenharia 360, ficou esclarecer o seguinte questionamento: o que significa energia termonuclear?

energia termonuclear
Imagem reproduzida de The Presidential Press and Information Office via Wikipédia - https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Kim_Jong-un_%282019-04-25%29_03.jpg

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O que é energia termonuclear?

Antes de tudo, é preciso destacar que energia termonuclear é a energia liberada durante as reações nucleares, que podem ocorrer em temperaturas elevadas. Algo assim, na natureza, seria encontrado no núcleo de uma estrela, como o Sol.

O processo de geração de energia termonuclear está relacionado com a fusão nuclear. Nesse caso, núcleos de átomos leves, como é o caso do hidrogênio, se combinam para formar um núcleo mais pesado, liberando uma quantidade significativa de energia.

A saber, essa é a base da energia das bombas termonucleares e também é uma fonte potencial de energia para usinas de fusão nuclear na Terra.

energia termonuclear
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Como funciona o sistema de propulsão de foguetes termonucleares?

Os foguetes termonucleares são aqueles modelos de foguetes que usam energia de fusão nuclear como fonte de propulsão. Vale destacar que, até agora, esta é uma tecnologia não muito desenvolvida ou implementada. Inclusive, a opinião de dada por um de nossos leitores é que a propulsão nuclear geraria tanta radiação que jamais poderia ou deveria ser aprovada. Fica a dúvida se a Coreia do Norte, por exemplo, estaria planejamento uma arma assim. O que você acha?

Agora, é importante dizer que, em termos de física e matemática, a ideia de usar reações de fusão nuclear para impulsionar foguetes é bem possível. Contudo, a implementação prática seria extremamente complexa devido às altas temperaturas e pressões necessárias para iniciar e manter uma reação de fusão controlada. A saber, até hoje, a maioria dos foguetes espaciais utiliza propulsão química ou motores elétricos.

São os diferentes tipos de núcleos de foguetes termonucleares: sólido, pulsante, líquido e gasoso - sendo este último de construção mais complexa, mas teoricamente mais eficiente.

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Imagem reproduzida de Tokino via Wikipédia - https://pt.wikipedia.org/wiki/Foguete_termonuclear#/media/
Ficheiro:Nuclear_thermal_rocket_en.svg

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Como funciona o processo de detonação uma bomba termonuclear?

Já ouviu falar das poderosas Bombas de Hidrogênio ou simplesmente Bomba H? Elas são, na verdade, bombas termonucleares. Ou seja, trata-se de dispositivos nucleares avançados. Eles operam por meio de uma combinação de fissão nuclear e fusão nuclear. É algo como o que utilizado nas bombas atômicas convencionais somado à liberação de uma quantidade substancialmente maior de energia. Tal operação é fundamental para armas como essa, que se desdobram em diversos estágios, como citado no tópico a seguir.

Estágios de uma bomba termonuclear

O primeiro estágio de uma bomba termonuclear é o de fissão. Um núcleo geralmente contendo plutônio ou urânio explode, liberando uma energia direcionada para criar as condições necessárias para a ocorrência da fusão nuclear no estágio subsequente.

O estágio dois aciona um dispositivo contendo deuterídeo de lítio - um isótopo de hidrogênio. O mesmo é submetido a altas temperaturas e pressões devido à energia gerada pela explosão de fissão primária, provocando a fusão nuclear do deuterídeo de lítio, desencadeando a liberação de uma quantidade significativa de energia adicional. O resultado é uma explosão significantemente superior ao de uma bomba atômica convencional. Isso quer dizer que as bombas termonucleares são incrivelmente mais devastadoras!

Observação: em casos específicos, as bombas termonucleares podem incluir também estágios adicionais de fusão secundária, nos quais múltiplos estágios de fusão são empregados para ampliar ainda mais a quantidade de energia liberada.

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Imagem reproduzida de Gazeta do Povo
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Imagem reproduzida de CurioSfera Historia

Quais países têm a capacidade de detectar explosões termonucleares?

Atualmente, vários países possuem a capacidade de produzir bombas. E muitos têm sistemas de detecção de explosões nucleares e termonucleares por meio de sistemas de detecção de radiação e outros meios técnicos, como parte de um modelo de monitoramento global para testes nucleares. Isso inclui Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido.

Sabemos que, infelizmente, diante das novas tensões entre nações, é crucial que se faça esse monitoramento justamente para garantir que os países cumpram seus tratados internacionais de não proliferação nuclear. O medo é de que qualquer erro possa desencadear ações diplomáticas e políticas em resposta a esses eventos!

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Imagem reproduzida de Chairboy via Wikipédia - https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Mark_7_nuclear_bomb_at_USAF_Museum.jpg

A saber, a Coreia do Norte já realizou testes nucleares em 2006, 2009 e 2013. E agora afirma estar realizando testes em 2023 também, enquanto negocia apoio à Rússia na Guerra da Ucrânia.

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Fontes: Portal Viu, Wikipédia, Wikipédia 2, DW,

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