Engenharia 360

Como funcionam as novas Armas de Micro-ondas usadas pelos EUA?

Engenharia 360
por Redação 360
| 20/06/2024 4 min
Imagem reproduzida de Epirus via UOL

Como funcionam as novas Armas de Micro-ondas usadas pelos EUA?

por Redação 360 | 20/06/2024
Imagem reproduzida de Epirus via UOL
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Recentemente, os Estados Unidos revelaram sua mais nova arma secreta para dominar cenários de guerra, trata-se de uma arma de micro-ondas (sim, em processo semelhante aos fornos de casa, mas com tecnologia eletromagnética de última geração). Ela teria alta potência, sendo capaz de derrubar até drones e mísseis inimigos, permitindo neutralizar múltiplos alvos simultaneamente. Pode ser o símbolo de uma nova corrida armamentista, mudando o jogo estratégico do nosso planeta. Saiba mais neste artigo do Engenharia 360!

arma de micro-ondas
Imagem reproduzida de Epirus via The News

Da cozinha à Linha de Frente: O poder destrutivo das micro-ondas

Quem poderia imaginar que a engenharia de um aparelho que é tão nosso amigo do dia a dia poderia, de certo modo, inspirar a criação de uma arma devastadora. No micro-ondas, a energia gerada é usada para aquecer os alimentos. Do mesmo modo, essa arma, dentro de um canhão chamado magneton, pode gerar um campo eletromagnético (em torno de 2,45 GHz) capaz de desativar completamente os sistemas eletrônicos de enxames de drones e mísseis guiados.

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Em resumo, essas ondas penetram e fazem as moléculas dos circuitos vibrarem intensamente, gerando calor e queimando os componentes.

Comparação com outras tecnologias de defesa

Lembrando que diferente disso, as armas a laser depender de um disparo mais preciso para destruir seus alvos. Já o canhão de micro-ondas pode simplesmente "cegar" uma área inteira, derrubando múltiplas aeronaves não tripuladas e mísseis de uma só vez, num raio de interferência amplo. Na prática, essa seria uma boa opção para uma linha de defesa aérea direcionada, combatendo ataques coordenados.

O Projeto Leonidas da Defesa Americana

A empresa Epirus assinou recentemente um contrato com os governos dos Estados Unidos no valor de US$ 66 milhões para a entrega de quatro modelos de canhão de micro-ondas (cada um valendo US$ 13 milhões) ainda para o ano de 2024. Logo os mesmos devem ser destinados para o Programa de Defesa americano, ampliando o arsenal de armas disponível para as suas Forças Armadas - ao mesmo tempo que a Marinha testa verões menores dessas armas.

arma de micro-ondas
Imagem reproduzida de Epirus via Blog TV WEB Sertão

O objetivo dos americanos é instalar essas armas de micro-ondas em veículos táticos leves para uso em operações de campo e neutralização de pequenas embarcações. O nome desse projeto foi batizado de 'Leonidas', em homenagem ao lendário rei de Esparta. E todos os testes realizados já demonstraram sucesso nas operações.

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Por que essa pressa? Por que, neste momento, países como Rússia e China também investem alto em projetos de drones e outras tecnologias militares avançadas. Assim, os americanos se viram pressionados a encontrar uma solução eficaz para neutralizar possíveis ameaças, protegendo suas tropas e infraestruturas críticas.

Aplicações e implicações para o futuro dos Estados Unidos

Depois da aquisição de todas essas versões da arma de micro-ondas, os Estados Unidos será capaz de expandir o alcance e a versatilidade dessa tecnologia inovadora para diferentes cenários de combate. Mesmo na situação atual, esse canhão Leonidas já oferece diversas vantagens:

  • Maior eficácia para desativar sistema de navegação e ataque, neutralizando drones e mísseis.
  • Raio de interferência mais amplo, permitindo a neutralização de múltiplos alvos simultaneamente.
  • Custo relativamente baixo de produção e operação.
  • Direcionamento com mais precisão, minimizando o risco de danos colaterais.
arma de micro-ondas
Imagem reproduzida de Epirus via Terra Brasil Notícias

Só em 2024, os americanos devem investir 858 bilhões de dólares do seu orçamento em armas, refletindo sua intenção em se manter na liderança mundial por meio da inovação e superioridade tecnológica. O fato é que estamos em uma competição - e a coisa evolui rápido -, com o nosso futuro sendo alterado a partir do desenvolvimento de mais Engenharia de Guerra. Nesse processo, é fundamental levantarmos questões éticas importantes e considerar os impactos dessas armas sobre civis e o meio ambiente.

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Fontes: The News.

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Eduardo Mikail

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