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Nova espaçonave chinesa poderá medir 1 km de comprimento

por Joachim Emidio | 12/10/2021

A China emitiu recentemente diretrizes para projetos que mencionam a construção de uma "espaçonave ultra grande com quilômetros de extensão". Saiba mais!

A Fundação Nacional de Ciências Naturais da China emitiu recentemente algumas diretrizes para projetos envolvidos no 14º Plano Quinquenal do governo chinês. Entre eles está a “Dinâmica de Montagem Espacial e Controle de Estruturas Aeroespaciais Supergrandes”, projeto que menciona a construção de uma “espaçonave ultra grande com quilômetros de extensão”.

A nave possui estrutura modular, construída pela montagem de vários blocos acoplados uns aos outros. Estes, por sua vez, são lançados no espaço um de cada vez. Na realidade, o método visa diminuir o número de lançamentos, o que consequentemente reduz custos. Os objetivos também incluem a redução de peso total da construção.

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Segundo o South China Morning Post, a Fundação Nacional também convidou cientistas para estudar a mecânica da super-nave. O projeto se configura como uma das principais estratégias da China para os próximos anos em relação à exploração de recursos espaciais, assim como para sua permanência neste empreendimento.

Com o orçamento em cerca de 15 milhões de yuans (U$ 2,3 milhões), pretende-se que, com o projeto, surja um novo modelo para a construção de estruturas espaciais supergrandes como essa. A notícia gerou comentários de vários internautas e fãs da franquia Star Wars, comparando o novo veículo chinês ao “destróier estelar”, espaçonave da famosa ficção científica.

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Imagem reproduzida de
NewsNation Now

China investe em projetos amplos e a longo prazo

É provável que a CNSA (Chinese National Space Administration) se torne líder mundial na exploração espacial nas próximas décadas, superando mesmo a NASA. Em Abril de 2021, um relatório emitido pelo governo dos Estados Unidos evidenciou a disputa com a China por territórios espaciais.

No mesmo mês de Abril, cerca de 20 dias depois do relatório, foi lançado no espaço o Tianhe (“Harmonia dos Céus”), primeiro módulo de outra nova estação espacial chinesa, a Tiangong-3. A espaçonave ficará na órbita terrestre baixa, cerca de 400 quilômetros acima da superfície do planeta. Seu computador central já está em operação, processando e enviando dados para a Terra.

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Assim como a ISS – Estação Espacial Internacional e o projeto da super espaçonave, o projeto Tiangong se constitui sob formato modular. No ano que vem, o módulo central Tianhe terá outras duas acopladas a si – O Wentian (“Busca pelos Céus”) e o Mengtian (“Sonho dos Céus”). E até 2024, a previsão é que o Tiangong tenha anexado mais 14 racks e 50 sondas externas.

Segundo autoridades espaciais chinesas, pelo menos mil experimentos já estão planejados para a realização na estação espacial, como, por exemplo, a Investigação Espectroscópica de Gás Nebulosa (SING), proposta de experimento de pesquisadores do Instituto Indiano de Astrofísica e do Instituto de Astronomia da Academia Russa de Ciências.

Disputa pelo espaço fica mais acirrada

No início de 2021, havia apenas uma estação espacial em órbita. Era justamente a ISS, administrada pelos Estados Unidos, Rússia, Europa, Japão e Canadá, e que tem conduzido experimentos desde 1998. Em 2011, os EUA aprovaram uma lei que proíbe o contato oficial dos americanos com o programa espacial chinês. No entanto, empresas chinesas chegam a investir em projetos espaciais norte-americanos até hoje.

De fato, nos últimos 20 anos, o gigante asiático tem se dedicado a alcançar ou mesmo superar a liderança dos norte-americanos. O foguete Longa Marcha de nove andares, por exemplo, é outro projeto que impressiona. Além disso, durante esse tempo o país enviou humanos ao espaço, explorou partes distantes da lua e obteve sucesso ao pousar sondas em Marte. Aliás, a China foi a única nação a atingir este último feito logo na primeira tentativa.

O país também deve lançar em breve um novo telescópio espacial, com o nome de Xuntian China. O equipamento terá o mesmo tamanho do famoso telescópio Hubble. No entanto, o chinês terá 300 vezes o campo de visão do equipamento da NASA.


Fontes: 163; South China Morning Post; Canaltech; India Today; NEBRICS; Space News; CNN.

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Joachim Emidio Ribeiro Silva

Pesquisador, professor e artista. Colaborador do E360, difunde notícias e atualidades da Engenharia e todos os seus desdobramentos. É especialmente curioso sobre os campos de intersecção entre Engenharia e Música, como a Acústica e a Organologia. Atualmente é pós-graduando em Performance Musical pelo Instituto de Artes da UNESP, em São Paulo, SP.