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Cientistas criam músculo artificial que funciona como o nosso

por Kamila Jessie | 22/07/2019
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Cientistas da Universidade de Linköping, na Suécia, criaram um músculo artificial, que funciona de um jeito muito parecido com os nossos: ele obtém energia por um mecanismo que usa glicose e oxigênio. A relevância disso? Bem, este músculo artificial poderia revolucionar a engenharia biomédica e o mundo das próteses.

músculo artificial
Imagem: newatlas.com

Importância deste músculo artificial:

Os músculos artificiais desenvolvidos são feitos de um polímero especial, abrindo o futuro para próteses implantáveis e microrobôs que utilizam energia do mesmo modo que humanos.

O mundo das próteses tem visto avanços significativos, especialmente na última década. No entanto, esta recente criação pode mudar e melhorar a vida de muitas pessoas que vivem com membros artificiais.

músculo artificial
Imagem: newatlas.com

O que foi desenvolvido?

Da perspectiva de engenharia, ocorre o seguinte: O acionamento das próteses, sem restrições, é importante para que os dispositivos robóticos atinjam o movimento autônomo, o que geralmente é ativado com o uso de baterias. O uso de enzimas para fornecer a carga elétrica necessária é particularmente interessante, pois permitirá a coleta direta de componentes de combustível de um fluido circundante. A descoberta é que agora um músculo artificial macio é e ele usa a glicose como biocombustível na presença de oxigênio.

Imagem: onlinelibrary.wiley.com

Em mais detalhes:

A equipe usou um “atuador de polímero” feito de polipirrol. O polipirrol é um polímero de pirrole, um composto orgânico, e possui altas propriedades eletrocondutivas, podendo alterar seu volume quando submetido a uma corrente elétrica.

Os pesquisadores criaram o músculo, formando o polímero em duas camadas com uma membrana fina entre eles. Quando uma carga elétrica é colocada em um lado do polímero, os íons no polímero são expelidos através da membrana, encolhendo a folha.

próteses
Imagem: onlinelibrary.wiley.com

Essa carga, de acordo com a equipe de pesquisadores, pode derivar de uma bateria, mas também de glicose e oxigênio, uma vez que o polímero é coberto com enzimas, assim como nossos músculos orgânicos.

O que resta agora a ser descoberto é como controlar a reação e se ela pode ou não ser repetida em ciclos. Estaremos atentos para mais novidades!

Fonte: New Atlas.

Trabalho original: Advanced Materials.

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Kamila Jessie

Engenheira ambiental e sanitarista, MSc. e atualmente doutoranda em Engenharia Hidráulica e Saneamento pela Universidade de São Paulo. http://orcid.org/0000-0002-6881-4217

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