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Inteligência Artificial ajuda a encontrar a menor pegada de carbono de hidrelétricas da Amazônia

por Larissa Fereguetti | 22/10/2019
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No Brasil, a matriz energética é composta de uma grande parcela de energias renováveis, como a proveniente de hidrelétricas. Porém, embora não pareça, essa fonte possui muitos impactos ambientais negativos, incluindo uma pegada de carbono elevada. A boa notícia é que, para tentar minimizar isso, alguns pesquisadores estão usando Inteligência Artificial.

A pegada de carbono consiste em uma medida da quantidade de emissão de carbono equivalente a uma atividade/pessoa. No caso das hidrelétricas, a pegada de carbono pode variar desde baixas emissões (como a emitida pelas fontes solar e eólica) a valores mais elevados. Isso depende de como as barragens são construídas.

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Imagem: renovamidia.com.br

Atualmente, na Amazônia, há várias propostas de barragens hidrelétricas e, conseguir prever qual o melhor local para a construção (ou seja, u local com menos impactos socioambientais) é algo crucial. O que a equipe de pesquisadores composta por ecologistas, cientistas da computação e outros profissionais descobriu foi que é preciso considerar toda a bacia amazônica e não só a região diretamente impactada. Com relação às emissões de carbono, as barragens em altitudes mais elevadas são as que menos emitem.

Para fazer essas descobertas, eles usaram um modelo computacional que usa Inteligência Artificial para encontrar os melhores locais para as hidrelétricas considerando as emissões de gases de efeito estufa. Se você está curioso para saber como a hidrelétrica contribui para o aquecimento global, é simples: quando as áreas são inundadas para a construção, a matéria vegetal em decomposição produz metano, considerado um dos gases do efeito estufa.

Nesse sentido, as barragens em altitudes maiores envolvem menos área inundada, o que resulta em menores emissões. Mas, é claro que não podemos considerar somente o efeito estufa na hora de pensar em uma hidrelétrica. Precisamos lembrar do grande número de outros impactos socioambientais envolvidos, como as populações próximas, a área inundada, a biodiversidade local, etc.

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Imagem: florestapraque.wordpress.com

Atualmente, há 150 hidrelétricas na região amazônica, considerando Brasil, Equador, Peru e Bolívia, e 350 propostas de novas usinas. O estudo (proveniente da Universidade de Cornell e publicado na revista Nature) é apenas parte de um conjunto de outras pesquisas que visa usar ferramentas computacionais para auxiliar na tomada de decisões por parte das organizações e governos sul-americanos com relação aos benefícios e às desvantagens de cada proposta.

Referências: Science Daily.

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Larissa Fereguetti

Doutoranda, mestre e engenheira. Fascinada por tecnologia, curiosidades sem sentido e cultura (in)útil. Viciada em livros, filmes, séries e chocolate. Acredita que o conhecimento é precioso e que o bom humor é uma ferramenta indispensável para a sobrevivência.

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