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Conheça o programa que acompanha as mudanças climáticas na Amazônia

por Jennifer Evaristo | 28/04/2017
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O encontro do Programa de Grande Escala Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA) que aconteceu em Manaus reuniu um grupo de 150 cientistas de diversos países para aplicar sensores e análise de dados para estudar o funcionamento da Amazônia em condições naturais e como ela será afetada pelas mudanças no uso de solo e clima.
O programa é um projeto importante de cooperação científica internacional em estudos de interações entre a floresta amazônica e as condições atmosféricas e climáticas. A ideia é que nos próximos anos os cientistas fiquem em pesquisas do ciclo de carbono e metano na região.

Lago do Januacá, uma das regiões escolhidas para estudar os impactos ambientais na Amazônia. | Foto: Reprodução

Supercomputação

O responsável pelo LBA, Leonardo Oliveira, comentou que o programa usa produtos de ponta no mundo para a pesquisa de clima, atmosfera, interação atmosfera-biosfera, concentração de gases e supercomputação para cálculo de modelos.

Os programas são instalados em torres de monitoramento espalhados na região amazônica. O Infrared Gas Analyser (Irga) é um deles e usa os sensores das torres para medir os gases de efeito estufa, como dióxido de carbono e metano. Os anemômetros sônicos também são ferramentas usadas, já que revelam, durante a medição de ventos por pulsos sônicos, os fluxos de carbono.
Os anemômetros sônicos também são ferramentas usadas, já que revelam, durante a medição de ventos por pulsos sônicos, os fluxos de carbono. Já para o armazenamento e transferência de dados são usados satélites, rádios e dataloggers.

Efeito estufa

Com a ajuda de toda essa tecnologia de ponta, a intenção dos cientistas é comprovar se as áreas alagáveis da Amazônia estão se tornando fontes de gases de efeito estufa, principalmente de gás carbônico e metano.

Os distúrbios causados por eventos climáticos, como extremas cheias e secas severas, os impactos de usinas hidrelétricas nos igapós da região e composição das florestas alagáveis também serão avaliados.
A agenda terá 20 projetos de pesquisa e os estudos serão financiados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Fapeam e Fapesp.

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