Engenharia 360

Afinal, por que a NASA tem uma frota de jatos T-38? Descubra!

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por Redação 360
| 14/09/2022 4 min

Afinal, por que a NASA tem uma frota de jatos T-38? Descubra!

por Redação 360 | 14/09/2022
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Conhecemos muito a NASA pelas suas viagens espaciais, não é mesmo? Quando pensamos nas atividades da agência, logo vem à mente a imagem dos astronautas em suas missões, como a Artemis. Então, podemos nos surpreender ao ver, nas instalações da própria NASA, pilotos e técnicos trabalhando com jatos que mais parecem aqueles utilizados em combates de guerras aqui da Terra, tipo os F-5. Mas por que será?

Bem, recentemente, foram divulgadas imagens nas redes sociais, compartilhadas pelo astronauta Andrew Morgan, de jatos T-38 voando em formação acima da Plataforma do Centro Espacial Kennedy de Lançamento 39B, onde estavam, naquele momento, o foguete Space Launch System (SLS) e a espaçonave Orion, prontos para lançamento – evento que, depois, acabou adiado. Ficou curioso? Saiba mais no texto a seguir!

Jatos T-38
Imagem reproduzida de Power Personalizados

Conhecendo o modelo de jato T-38

O nome oficial do jato T-38, na verdade, é Northrop T-38 Talon. Trata-se de um avião supersônico em serviço de várias Forças Armadas do mundo; e seu projeto é derivado do antigo N-156, que também deu origem ao F-5A Freedom Fighter. No caso da Força Aérea dos Estados Unidos, as primeiras unidades passaram a ser utilizadas ainda nos anos 60. E nos anos 70, esta aeronave era a preferida dos Thunderbirds. Aliás, os T-38s, nesse tempo, foram bastante utilizados em apresentações de shows aéreos ao redor do mundo.

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Jatos T-38
Imagem reproduzida de NASA Spaceflight Forum

Vamos aos dados que poderiam justificar o porquê da NASA admirar tanto engenharia deste avião:

  • O T-38 é rápido – talvez não como um caça de linha frente, mas é rápido -, seguro, tem alto desempenho e é muito simples.
  • Também é leve e ágil.
  • Incrivelmente bom em manobras de girar as asas em torno do eixo.
  • E tem asas finas e 7,6 metros de envergadura.
Jatos T-38
Imagem reproduzida de

Especialmente para os trabalhos para a NASA, o projeto original do jato passou por algumas modificações – além de muitos voos de certificação para provar ser seguro. Isso incluiu um conjunto extra de grandes freios aerodinâmicos na parte inferior da aeronave. Depois disso, os pilotos passaram a realizar manobras mais ousadas ainda, como em direção ao chão e voando em direção à pista, a mais de 300 mph ou 482 km/h.

O treinamento dos astronautas para pilotar T-38

Muita gente nem imagina, mas antes dos astronautas pilotarem as naves que vão ao espaço, eles pilotam aviões a jato como os T-38s. Se eles não aprendem antes de chegar à NASA, aprendem assim que se juntam ao corpo de astronautas, em curso especial para ganhar e manter sua proficiência. Assim tem sido por décadas – mesmo após o fim do uso dos ônibus espaciais -, ajudando os profissionais a refletirem rapidamente às mudanças de situações, experiências mentais que surgem sempre nas missões.

Jatos T-38
Imagem reproduzida de AEROIN

Alguns astronautas afirmam que o treinamento com aviões T-38 é o mais importante que fazem como astronautas. “É o único lugar onde não estamos em um simulador. É um voo real e, se você cometer um erro, pode se machucar ou quebrar alguma coisa, ou ficar sem combustível. Há muitas coisas que acontecem no mundo real em um T-38 que não acontecem no simulador.” – disse Terry Virts, que voou como piloto do STS-130 a bordo do ônibus espacial Endeavour.

“Você está em um mundo diferente, um mundo dinâmico, não importa se é um ônibus espacial ou um T-38. É entender as regras, como viver dentro das regras.” – Story Musgrave, que voou os ônibus espaciais seis vezes.

O acidente com T-38 que matou dois astronautas

Em 28 de fevereiro de 1966, os astronautas Elliot See e Charles Bassett pilotavam uma aeronave Northrop T-38A Talon da NASA. Naquele dia, as condições climáticas eram ruins, com chuva, neve, neblina e nuvens baixas. Não se sabe se possíveis problemas médicos dos astronautas, defeitos de manutenção da aeronave, fatores climáticos ou controle de tráfego aéreo foram as causas do acidente que levou à sua morte – embora o relatório final da agência aponte falha do piloto See. Eles bateram em cheio no edifício da McDonnell Aircraft, onde a espaçonave de sua missão Gemini IX estava sendo construída.

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Jatos T-38
Imagem reproduzida de Wikipédia

A saber, o então Chefe do Escritório dos Astronautas, Alan Shepard, é que conduziu as investigações. Este é o mesmo Shepard – aviador naval, piloto de teste, astronauta e executivo estadunidense, quinta pessoa a pisar na superfície da Lua durante a Apollo 14, em 1971 – que inspirou o nome do foguete New Shepard, usado pela Blue Origin, de Jeff Bezos, dono da Amazon.

Acontece que Elliot See e Charles Bassett estavam treinando para sua missão Gemini IX – o sétimo voo tripulado do Projeto Gemini, antecedido pelo Projeto Mercury, e ao qual se seguiu o Programa Apollo. Por isso, quando eles morreram, esta se tornou a primeira missão a ser conduzida por uma tripulação reserva. Isto fez com que Jim Lovell e Buzz Aldrin se tornassem os novos reservas e, pela rotação normal de tripulações, depois fossem para o espaço na Gemini XII. Esta experiência espacial possibilitou que Aldrin integrasse a tripulação da Apollo 11, em 1969.


Fontes: AEROIN, Wikipédia.

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