Engenharia 360

Afinal, por que a NASA tem uma frota de jatos T-38? Descubra!

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por Redação 360
| 14/09/2022 | Atualizado em 27/01/2023 4 min

Afinal, por que a NASA tem uma frota de jatos T-38? Descubra!

por Redação 360 | 14/09/2022 | Atualizado em 27/01/2023
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Conhecemos muito a NASA pelas suas viagens espaciais, não é mesmo? Quando pensamos nas atividades da agência, logo vem à mente a imagem dos astronautas em suas missões, como a Artemis. Então, podemos nos surpreender ao ver, nas instalações da própria NASA, pilotos e técnicos trabalhando com jatos que mais parecem aqueles utilizados em combates de guerras aqui da Terra, tipo os F-5. Mas por que será?

Bem, recentemente, foram divulgadas imagens nas redes sociais, compartilhadas pelo astronauta Andrew Morgan, de jatos T-38 voando em formação acima da Plataforma do Centro Espacial Kennedy de Lançamento 39B, onde estavam, naquele momento, o foguete Space Launch System (SLS) e a espaçonave Orion, prontos para lançamento – evento que, depois, acabou adiado. Ficou curioso? Saiba mais no texto a seguir!

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Jatos T-38
Imagem reproduzida de Power Personalizados

Conhecendo o modelo de jato T-38

O nome oficial do jato T-38, na verdade, é Northrop T-38 Talon. Trata-se de um avião supersônico em serviço de várias Forças Armadas do mundo; e seu projeto é derivado do antigo N-156, que também deu origem ao F-5A Freedom Fighter. No caso da Força Aérea dos Estados Unidos, as primeiras unidades passaram a ser utilizadas ainda nos anos 60. E nos anos 70, esta aeronave era a preferida dos Thunderbirds. Aliás, os T-38s, nesse tempo, foram bastante utilizados em apresentações de shows aéreos ao redor do mundo.

Jatos T-38
Imagem reproduzida de NASA Spaceflight Forum

Vamos aos dados que poderiam justificar o porquê da NASA admirar tanto engenharia deste avião:

  • O T-38 é rápido – talvez não como um caça de linha frente, mas é rápido -, seguro, tem alto desempenho e é muito simples.
  • Também é leve e ágil.
  • Incrivelmente bom em manobras de girar as asas em torno do eixo.
  • E tem asas finas e 7,6 metros de envergadura.
Jatos T-38
Imagem reproduzida de

Especialmente para os trabalhos para a NASA, o projeto original do jato passou por algumas modificações – além de muitos voos de certificação para provar ser seguro. Isso incluiu um conjunto extra de grandes freios aerodinâmicos na parte inferior da aeronave. Depois disso, os pilotos passaram a realizar manobras mais ousadas ainda, como em direção ao chão e voando em direção à pista, a mais de 300 mph ou 482 km/h.

O treinamento dos astronautas para pilotar T-38

Muita gente nem imagina, mas antes dos astronautas pilotarem as naves que vão ao espaço, eles pilotam aviões a jato como os T-38s. Se eles não aprendem antes de chegar à NASA, aprendem assim que se juntam ao corpo de astronautas, em curso especial para ganhar e manter sua proficiência. Assim tem sido por décadas – mesmo após o fim do uso dos ônibus espaciais -, ajudando os profissionais a refletirem rapidamente às mudanças de situações, experiências mentais que surgem sempre nas missões.

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Jatos T-38
Imagem reproduzida de AEROIN

Alguns astronautas afirmam que o treinamento com aviões T-38 é o mais importante que fazem como astronautas. “É o único lugar onde não estamos em um simulador. É um voo real e, se você cometer um erro, pode se machucar ou quebrar alguma coisa, ou ficar sem combustível. Há muitas coisas que acontecem no mundo real em um T-38 que não acontecem no simulador.” – disse Terry Virts, que voou como piloto do STS-130 a bordo do ônibus espacial Endeavour.

“Você está em um mundo diferente, um mundo dinâmico, não importa se é um ônibus espacial ou um T-38. É entender as regras, como viver dentro das regras.” – Story Musgrave, que voou os ônibus espaciais seis vezes.

O acidente com T-38 que matou dois astronautas

Em 28 de fevereiro de 1966, os astronautas Elliot See e Charles Bassett pilotavam uma aeronave Northrop T-38A Talon da NASA. Naquele dia, as condições climáticas eram ruins, com chuva, neve, neblina e nuvens baixas. Não se sabe se possíveis problemas médicos dos astronautas, defeitos de manutenção da aeronave, fatores climáticos ou controle de tráfego aéreo foram as causas do acidente que levou à sua morte – embora o relatório final da agência aponte falha do piloto See. Eles bateram em cheio no edifício da McDonnell Aircraft, onde a espaçonave de sua missão Gemini IX estava sendo construída.

Jatos T-38
Imagem reproduzida de Wikipédia

A saber, o então Chefe do Escritório dos Astronautas, Alan Shepard, é que conduziu as investigações. Este é o mesmo Shepard – aviador naval, piloto de teste, astronauta e executivo estadunidense, quinta pessoa a pisar na superfície da Lua durante a Apollo 14, em 1971 – que inspirou o nome do foguete New Shepard, usado pela Blue Origin, de Jeff Bezos, dono da Amazon.

Acontece que Elliot See e Charles Bassett estavam treinando para sua missão Gemini IX – o sétimo voo tripulado do Projeto Gemini, antecedido pelo Projeto Mercury, e ao qual se seguiu o Programa Apollo. Por isso, quando eles morreram, esta se tornou a primeira missão a ser conduzida por uma tripulação reserva. Isto fez com que Jim Lovell e Buzz Aldrin se tornassem os novos reservas e, pela rotação normal de tripulações, depois fossem para o espaço na Gemini XII. Esta experiência espacial possibilitou que Aldrin integrasse a tripulação da Apollo 11, em 1969.

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Fontes: AEROIN, Wikipédia.

Imagens: Todos os Créditos reservados aos respectivos proprietários (sem direitos autorais pretendidos). Caso eventualmente você se considere titular de direitos sobre algumas das imagens em questão, por favor entre em contato com [email protected] para que possa ser atribuído o respectivo crédito ou providenciada a sua remoção, conforme o caso.

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