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Engenheiro cria seu próprio pâncreas artificial

por Larissa Fereguetti | 23/08/2019

Limites? Essa palavra só existe no cálculo, aparentemente.
Pelo menos para o engenheiro que criou seu próprio pâncreas artificial.

Liam Zebedee é um engenheiro de software que simplesmente se
cansou da vida com diabetes. Decidido, ele cortou sua bomba de insulina e
resolveu que iria transformá-la em um pâncreas com tecnologia elevada.

Zebedee precisou encontrar e encomendar as peças, além de
criar um software para a bomba se insulina inteligente (uma tarefa não tão
difícil para um engenheiro de software). No final, ele compartilhou as fotos do
seu equipamento e seu software, que é de código aberto.

pâncreas artificial
Imagem: interestingengineering.com

O objetivo era retomar o controle do seu corpo, saindo do
incômodo de ficar dependente de médicos e hospitais que não lhe davam a devida
atenção. Assim, ele projetou o pâncreas de forma que ele ficasse mais parecido
possível com o órgão biológico.

O resultado foi tão fantástico que o pâncreas artificial é capaz de monitorar automaticamente quanto açúcar há no sangue, liberando a quantidade adequada de insulina, ao mesmo tempo em que considera os efeitos de exercício físico, consumo de álcool, horas de sono e as flutuações imprevisíveis da resistência à insulina.

Parece bizarro e o próprio Zebedee admite que é. Tentar
executar seu metabolismo em JavaScript não é para qualquer um. Porém, afirma
que isso é, para ele, mais seguro que ir ao hospital.

pâncreas artificial
Imagem: interestingengineering.com

Se nós considerarmos toda a incerteza médica atrelada à parte
humana, realmente, um pâncreas artificial pode ser uma boa solução. Porém,
precisamos lembrar que também existe o risco de ocorrer algum problema no
pâncreas artificial (bugs acontecem). Então, talvez o ideal seja unir o
pâncreas artificial aos cuidados médicos e viver o mais próximo da normalidade,
com incômodos mínimos causados pela doença.

No fundo, é exatamente isso que a tecnologia tenta fazer:
promover melhor qualidade de vida. E nós, como engenheiros(as) e futuros(as)
engenheiros(as), precisamos usar e abusar das nossas habilidades para encontrar
a solução de problemas.

Referências: Futurism.

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Larissa Fereguetti

Doutoranda, mestre e engenheira. Fascinada por tecnologia, curiosidades sem sentido e cultura (in)útil. Viciada em livros, filmes, séries e chocolate. Acredita que o conhecimento é precioso e que o bom humor é uma ferramenta indispensável para a sobrevivência.