Engenharia 360

Bioengenharia: conheça o rim artificial que promete substituir a hemodiálise

Engenharia 360
por Larissa Fereguetti
| 13/12/2018 | Atualizado em 13/09/2023 2 min

Bioengenharia: conheça o rim artificial que promete substituir a hemodiálise

por Larissa Fereguetti | 13/12/2018 | Atualizado em 13/09/2023
Engenharia 360

Quando os rins, responsáveis pela filtração do sangue, não dão conta de fazer todo o serviço, é necessário fazer a hemodiálise. O procedimento consiste em passar o sangue por uma máquina que faz a filtração. Apesar de ser uma alternativa que mantém a vida de várias pessoas com insuficiência renal, é um processo demorado (cerca de 4 horas) realizado várias vezes por semana. É por isso que a notícia de que um rim artificial que promete substituir a hemodiálise (e que já é estudado há alguns anos) é tão boa.

rim artificial
Imagem: goodnewsnetwork.com

Rim artificial

O rim artificial possui filtros de carboneto de silício, com células vivas. A capacidade de filtração gira em torno de um litro de sangue por minuto. Há vários microchips e é o coração humano que move o apetrecho para que a filtração ocorra.

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

rim artificial
Imagem: futurescope.com

A implantação do rim artificial é cirúrgica. Como ele é feito de células renais, há a eliminação do problema da rejeição.

O “The Kidney Project” (O Projeto Rim, em português) é da Universidade da Califórnia. Em 2015, ele recebeu uma grande doação do National Institute of Biomedical Imaging and Bioengineering (NIBIB) para impulsionar o projeto. Espera-se que até o próximo ano ele esteja disponível no mercado. Confira o vídeo do projeto:

Veja Também: Bioengenheiros criam dispositivo de menos de R$1,00 que pode mudar a medicina em países pobres

Um problema que pode surgir é em relação à coagulação, que pode comprometer o dispositivo e, consequentemente, o procedimento. Por isso, em um estudo publicado este ano, os pesquisadores do NIBIB desenvolveram uma simulação computacional do fluxo sanguíneo para o rim artificial. A simulação pode reduzir o tempo do processo de desenvolvimento do dispositivo.

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

O rim artificial filtraria o sangue de forma contínua, o que aumenta a qualidade de vida dos indivíduos. Isso acontece porque, além de não precisar se deslocar até o local da hemodiálise, ainda evita que as toxinas fiquem acumuladas no corpo até o dia de realizar o procedimento.

O projeto é a esperança para muitas pessoas que precisam fazer hemodiálise e para as que estão na fila para receber a doação de um rim. Ele também mostra o importante papel da bioengenharia (e da engenharia de modo geral), que é melhorar a qualidade de vida das pessoas.


Fontes: UCFS; NIBIB; SBN.

Imagens: Todos os Créditos reservados aos respectivos proprietários (sem direitos autorais pretendidos). Caso eventualmente você se considere titular de direitos sobre algumas das imagens em questão, por favor entre em contato com [email protected] para que possa ser atribuído o respectivo crédito ou providenciada a sua remoção, conforme o caso.

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

Comentários

Engenharia 360

Larissa Fereguetti

Cientista e Engenheira de Saúde Pública, com mestrado, também doutorado em Modelagem Matemática e Computacional; com conhecimento em Sistemas Complexos, Redes e Epidemiologia; fascinada por tecnologia.

LEIA O PRÓXIMO ARTIGO

Continue lendo