Engenharia 360

O que fazer quando a crítica no trabalho vem disfarçada de feedback?

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por Cristiano Oliveira da Silva
| 26/09/2022 | Atualizado em 27/09/2022 4 min

O que fazer quando a crítica no trabalho vem disfarçada de feedback?

por Cristiano Oliveira da Silva | 26/09/2022 | Atualizado em 27/09/2022
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Antes de tudo, você precisa saber que, quando alguém nos faz alguma crítica, isso também é feedback.

Pensemos em termos de “forma” e “conteúdo”.

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O que pega aqui é a questão da “forma” (adequada ou inadequada), que pode conter um “conteúdo” (fazendo ou não sentido).

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Imagem reproduzida de Blog da VB

A diferença entre diferentes tipos de feedback

A forma “adequada”, basicamente, tem como diretriz o respeito, a assertividade e contém uma ação. A forma “inadequada”, geralmente, tem tom de crítica, contém uma insatisfação e não é clara quanto a que ação se deve tomar.

Você pode ou não concordar com o conteúdo, independente da forma. Em ambos os casos, uma boa prática é ouvir em silêncio e agradecer.

Mesmo se você não concordar com a forma nem conteúdo? Sim! Aliás, esse é o “fino” da maturidade de feedback: ouvir em silêncio, agradecer e, se fizer sentido, incorporar. Se não fizer sentido, não incorporar. Simples assim!

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Imagem reproduzida de BusUp

A parte mais difícil é realmente agradecer um feedback dado desrespeitosamente e que não faz sentido. Nossa tendência é se justificar, explicar, etc. Esqueça! Isso é perda de tempo na maior parte das vezes e não há evolução no processo, apenas desgaste. Ao invés disso: pergunte-se o quanto essa pessoa está realmente querendo ajudar ou se está só sendo chata mesmo.

É aquela velha história: crítica construtiva de quem nunca construiu nada não serve pra muita coisa, mas ainda assim serve para ensinar o ouvido a ignorar aquilo que não te serve!

O que independe do outro, mas de você

É muito natural delegar responsabilidades ou eleger “culpados” num processo de comunicação. Inclusive, pode ser que você tenha essa prática. Exemplos:

  • “Eu já falei mil vezes e ele não entendeu!”
  • “Ninguém me ouve!”
  • “É muito difícil conversar com fulano…”

Perceba que o outro é o culpado nessas frases e não você? Pois bem: o primeiro passo para melhorar a sua comunicação, incluindo dar feedbacks, é assumindo a responsabilidade pela SUA comunicação. Há diversos caminhos hoje que conseguem elevar a qualidade da sua comunicação, e isso não depende de ninguém, a não ser de você mesmo. E deixa te contar um segredo: ainda assim será desafiador se comunicar com excelência.

Dessa forma, é totalmente independente do outro o compromisso que assumimos com a nossa capacitação que desenvolvemos para utilizar na vida, como um todo, inclusive nas ocupações relacionadas às atividades profissionais!

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Imagem reproduzida de Blog Solides – Sólides

Ações práticas que podem ser tomadas com relação aos feedbacks

  1. Saiba ouvir opiniões diferentes das suas.
  2. Seja respeitoso ao dar sua opinião (quando for solicitada sua opinião… se ninguém te perguntou, melhor permanecer calado!).
  3. Treine assertividade (muito cuidado! Porque ser “assertivo” é muito comumente confundido com “grosseria”).
  4. Sempre que for dar um feedback, indique uma ação de melhoria.
  5. Tenha atenção à prolixidade, treine e exerça o poder da síntese.
  6. Se tiver que dar um feedback corretivo a alguém, que seja no particular! Evite cometer a deselegância de corrigir um parceiro, colega ou liderado expondo-o.
  7. Se tiver que dar um feedback incentivador, se possível, o faça em público.

O poder do silêncio e o crivo de Sócrates

Conta-se que, na Grécia Antiga, Sócrates, a quem é atribuído uma capacidade incrível de se comunicar (ele mesmo não tem livros escritos, mas foi o “influencer” de caras como Platão e Aristóteles!), se deparou com uma situação em que um homem o procurou para conversar.

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Imagem reproduzida de Mundo dos Filósofos e da Filosofia

O homem, visivelmente afoito e eufórico, chega a Sócrates e lhe diz:

– “Sócrates, tenho algo a lhe contar!”

Então, de forma serena e calma, Sócrates lhe fala:

– “Antes de me falar o que você pretende, posso lhe fazer 3 perguntas?”

– “… sim, claro!”

– “Então vamos lá: 1º o que você tem a dizer, é bom?”

– “Na verdade, não muito…”

– “Certo… 2º o que você tem a dizer, há certeza de que é verdade?”

– “hummm… não sei muito bem… não chequei a informação…”

– “Entendo… 3º o que você tem a dizer, tem alguma serventia?”

– “Na verdade, não.”

– “Ora, se o que você quer me dizer, não é bom, não sabe se é verdade e não serve para nada… talvez o silêncio seja a sua melhor escolha!”

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Cristiano Oliveira da Silva

- Engenheiro Civil (Poli-USP/2003) - Palestras com foco em Capacitação e Disseminação de BIM / Soft Skills - Sócio Diretor Aplicativa Engenharia LTDA - Serviços em Engenharia Digital - INEXH - Instituto Nacional de Excelência Humana - MasterPractitioner e Coach Sistêmico - Músico, pai e curioso por natureza

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