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Compostagem doméstica é aposta para um mundo mais sustentável. Conheça algumas opções.

por Simone Tagliani | 01/12/2016
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Os problemas ambientais resultantes das aglomerações urbanas são cada vez mais evidentes. A produção de resíduos sólidos é um enorme desafio para os gestores públicos. Cada pessoa pode produzir cerca de quinhentos gramas de lixo por dia. E tudo deve seguir para um aterro sanitário. Infelizmente, isso contribui bastante para a emissão de gases poluentes à atmosfera e na contaminação dos lençóis freáticos, além de outros prejuízos à natureza.

Só no Brasil, quase toda a matéria orgânica residual poderia ser reciclada. Isso reduziria muitíssimo o descarte de materiais problemáticos ao solo. Mas, para se tornar realidade, seria necessária uma gradual transformação dos hábitos diários. A solução seria a adoção de práticas mais sustentáveis e ecológicas. E um bom exemplo é a compostagem doméstica.

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(imagem de Pixabay)


+ Compostagem doméstica

A compostagem é um procedimento biológico. Normalmente, é formado por terra, minhocas e micro-organismos, que transformam os resíduos orgânicos em húmus. Muitos utilizam essa matéria, rica em nutrientes, para adubar as plantas dos jardins. Por isso, algumas empresas, como a Panasonic, já desenvolveram produtos semelhantes às lixeiras comuns, mas que facilitam a realização dessa técnica.

Na internet, pode-se ver sendo vendidos kits mais simples, formados por três caixas plásticas sobrepostas. Nesses exemplos, se utiliza minhocas e vermes para a realização do processo. Mas, também há aqueles modelos mais modernos e com designs arrojados. As composteiras automáticas e elétricas, por exemplo, são bem mais caras. Mas, seus fabricantes garantem maior praticidade aos usuários.

Vejamos alguns exemplos:

+ Zera Food Recycler

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Lixeira Zera (imagens extraídas de Digital Trends e Hypeness)

Esse protótipo de composteira caseira foi idealizado pela Whirlpool Corporation. A ideia era revolucionar a maneira com que as pessoas lidam com o seu lixo orgânico, como os restos de comida, transformando-o em adubo. Embora não seja, necessariamente, uma ideia nova ou barata, ela é, sem dúvidas, inteligente.

Por pouco menos de mil e duzentos dólares, o cliente levaria para sua casa uma unidade de Zera. Ela teria capacidade para processar uma semana de resíduos alimentares em apenas vinte e quatro horas, ou duzentos quilos por ano. Todo o processo seria monitorado à distância, através de um aplicativo de celular, já que a lixeira foi projetada para ser conectada a uma rede wi-fi.

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Lixeira Zera (imagens extraídas de Digital Trends e Hypeness)

A compostagem, nesse aparelho, aconteceria a partir da desidratação dos resíduos. No primeiro compartimento, abaixo da tampa deslizante, eles seriam depositados e triturados, através de pás misturadoras. Depois, seguiriam para um nível inferior, onde os sistemas de umidificação, aquecimento, ventilação, fertilização – com aditivos à base de cascas de coco – e filtragem com carvão, transformariam o material. O resultado seria um nutritivo adubo.

+ Outros modelos – Protótipos

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Lixeira Envi e Re-Feed(imagens extraídas de Radamesm e FastcoDesign)

Lixeira Envi: protótipo projetado por Julien Bergignat, apresentaria um sistema de compostagem agregado. Um catalisador ajudaria a acelerar a degradação do lixo, eliminando possíveis maus cheiros e gases poluentes. A lixeira teria acabamento em aço inoxidável e apresentaria orifícios laterais, por onde cresceriam plantas. A ideia é ajudar a indicar o quanto de composto está sendo gerado pelos usuários.

Re-Feed: Inventado por Fanny Nilsson, esse protótipo de compostor de mesa portátil apresenta um conceito de re-alimentação. Ou seja, “alimentando a lixeira” você automaticamente “alimentaria suas plantas”. Os resíduos seriam triturados por lâminas e, depois de se decomporem, seu líquido nutritivo resultante percorreria um fino tubo até as raízes da planta. Infelizmente, essa ideia ainda enfrenta obstáculos quanto ao mau cheiro. Porém, a mensagem do projetista é que este pequeno detalhe negativo deve ser enfrentado para uma causa positiva.

+ Outros modelos – Já existentes

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Composteiras elétricas da Trasix e Panasonic. (imagens extraídas de eCycle e Viver Sem Pressa)

DeComposer: Essa composteira elétrica, da Trasix, não utiliza produtos químicos ou nocivos. Ela é relativamente grande, mas oferece um serviço bem rápido, econômico e eficaz de transformação do lixo orgânico, incluindo resíduos de origem vegetal ou animal. Usando três funções – agitação, calor e fluxo de ar, a DeComposer multiplica os micro-organismos em seu interior, de modo a viverem por muito mais tempo. Não há necessidade de reposição de filtros, acréscimo de serragem, folhas ou manutenções adicionais.

Lixeiras eComposter e Compostio. (imagens de Coroflot e NatureMill)

eComposter: Projetada pelo designer Mauricio Issa, essa composteira apresenta um sistema bem inovador. Ela é capaz de transformar a fermentação de resíduos orgânicos em gás doméstico, utilizando o biopolietileno – polietileno biodegradável produzido a partir de cana-de-açúcar. A própria lixeira monitora sozinha os níveis de micro-organismos em seu interior, assim como o material de compostagem e o gás produzido. A eComposter apresenta fácil manuseio e deve ser instalada na cozinha.

Compostio: Foi desenvolvida pela NatureMill e é semelhante a um simples pote, mas trata-se de uma lixeira automática e elétrica. Ela consome dez watts para processar cerca de cinquenta e cinco quilos de resíduos. Os detritos são depositados em uma câmara superior. Apertando um botão, tudo é transferido para a câmara abaixo. Nesse nível inferior, é adicionado calor, oxigênio e pequenos aditivos, como cal e serragem. Todo o processo de compostagem dura semanas. Um filtro de carbono elimina possíveis odores.

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