Engenharia 360

Cientistas desenvolvem bateria que revoluciona "wearables"

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por Bernardo Lopes Frizero
| 14/01/2016 2 min

Cientistas desenvolvem bateria que revoluciona "wearables"

por Bernardo Lopes Frizero | 14/01/2016
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No decorrer dos últimos anos, um novo mercado de gadgets vem ganhando cada vez mais espaço nas lojas de tecnologia e adeptos pelo mundo inteiro: os dispositivos conhecidos como wearables, ou "vestíveis", numa tradução literal. Implementados com os mais diversos fins nas formas de relógios, pulseiras, óculos, entre outros,  apesar do sucesso, o fato de sua autonomia de energia ser um pouco aquém do que a desejada pelo consumidor é um grande problema. Ou pelo menos era.
Pesquisadores do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) desenvolveram um método bastante criativo para que a autonomia dos wearables possa deixar de ser um incomodo: a tecnologia consiste em gerar energia a partir de pequenas flexões do próprio dispositivo, ou seja, a própria movimentação junto ao corpo do usuário já seria suficiente para que o processo ocorra. Os cientistas responsáveis pelo projeto fizeram questão de salientar que outras tecnologias semelhantes tentaram preencher essa lacuna mas sem sucesso, mas garantiram que este caso o mesmo não ocorrerá e ainda foram mais além, ressaltando que o fato da flexibilidade da bateria servir perfeitamente para este tipo de gadget.
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Cientificamente, a bateria desenvolvida funciona da seguinte forma: duas camadas extremamente finas de folhas de lítio fazem o papel de eletrodos que envolvem um polímero, de forma que qualquer deformação nas camadas de metal provoque  uma tensão, com isso uma corrente elétrica é produzida, sendo armazenada para alimentar o circuito externo do dispositivo. Para estimular ainda mais o sistema a gerar essas deformações, pequenos pesos são incrementados à extremidade da folha de metal, gerando uma espéciE de desbalanceamento benéfico para a geração de energia.
Segundo Ju Li, cientista do MIT  e um dos percursores da ideia, o conceito apresentado já possui totais condições de ser produzido em larga escala, além de possuir alta estabilidade e conseguir se manter em alto nível mesmo depois de 1500 ciclos. "Utilizando teorias conceituais eletroquímicas, o alcance que se obtém se torna bem mais amplo, partindo de movimentos naturais e atividades físicas praticadas por qualquer pessoa", disse Li.
Apesar do otimismo dos pesquisadores envolvidos e da valiosa ajuda da solução apresentada, ainda não existe nenhuma data concreta ou gadget específico em que a tecnologia irá atuar.
Fonte: MIT News
 
 
 
 

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Redator de conteúdo voluntário do Engenharia 360. Contribuiu para o site com a elaboração de textos diversos com temas relacionados ao mundo das engenharias.

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