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Cura do câncer: ciência lança capacete que usa magnetismo para reduzir tumores cerebrais

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por Redação 360
| 11/08/2021 | Atualizado em 17/01/2023 3 min

Imagina receber o diagnóstico de câncer no cérebro tão invasivo ou até não operável. Esse modelo de capacete pode ser a esperança no tratamento!

Cura do câncer: ciência lança capacete que usa magnetismo para reduzir tumores cerebrais

por Redação 360 | 11/08/2021 | Atualizado em 17/01/2023

Imagina receber o diagnóstico de câncer no cérebro tão invasivo ou até não operável. Esse modelo de capacete pode ser a esperança no tratamento!

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Tumor cerebral é o crescimento anormal de células de estruturas localizadas no crânio e pode ocorrer em qualquer fase da vida. Quando é um câncer maligno, tão agressivo, muitas vezes torna o tratamento complexo demais. Por exemplo, o tumor do tipo glioblastoma é um dos piores e mais fatais no grupo. E, geralmente, ele confere aos pacientes uma média de dois anos de vida após o seu aparecimento. Será que um capacete poderia ser a solução da medicina?!

A decisão de qual tratamento realizar deve ser tomada de forma individual para cada caso, sempre priorizando a qualidade de vida do paciente!

tumor cerebral
Imagem reproduzida de Instituto Funcionalitá

A saber, o magnetismo já é usado no tratamento de câncer. Por exemplo, através da técnica chamada hipertermia magnética, que utiliza nanopartículas aplicadas e expostas a um campo magnético, superaquecendo a região do tumor e matando as células malignas. Este tipo de tratamento é indicado para casos iniciais de câncer. E é recomendado que seja complementado com o uso de outros tratamentos, para garantir a eliminação total do tumor.

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A nova técnica do capacete magnético

Equipe formada por profissionais dos Departamentos de Neurocirurgia do Instituto Neurológico do Houston Methodist Hospital, de Houston, e do Weill Cornell Medical College, de Nova Iorque, publicaram estudo inovador no tratamento de tumores cerebrais utilizando um capacete magnético.

Para esta nova técnica, foi utilizado um capacete comum – parecido com os usados por ciclistas – equipado com três osciladores. E os mesmos, ligados a um controlador e uma bateria, criam um campo magnético ao redor da cabeça afetando o desenvolvimento do glioblastoma.

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Imagem extraída de Olhar Digital

Experiência com paciente

Um paciente norte-americano de 53 anos participou da experiência. Ele foi submetido a sessões diárias durante 5 semanas. Infelizmente, este paciente acabou falecendo devido a outras causas, não relacionadas ao tumor nem ao tratamento. Sua família autorizou a autópsia do cérebro, sendo constatada a redução de 31% do tumor cerebral preexistente. Apesar de o percentual de redução ser considerado pequeno, os pesquisadores consideraram o curto período em que o paciente foi submetido ao tratamento. E, assim, apostam nesta alternativa  não invasiva para o tratamento de câncer cerebral.

Vantagens levantadas

Para os médicos envolvidos na experiência, este tratamento representa uma nova chance para aqueles pacientes que têm menos condições financeiras; também para aqueles que apresentam tumores mais agressivos e muitas vezes inoperáveis. Ele pode ainda ser usado em conjunto com tratamentos tradicionais, como rádio e quimioterapia, aumentando a  sobrevida de pacientes diagnosticados com este tipo de tumor, que hoje ainda é muito baixa.

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A esperança é de que no futuro a radioterapia e a quimioterapia não sejam mais necessárias para o tratamento deste tipo de tumor. Talvez bastando apenas o uso do capacete!

tumor cerebral
Imagem reproduzida de Tecnoblog

A fim de determinar a eficiência e eficácia do equipamento, o órgão norte-americano FDA (Food and Drug Administration) – equivalente à brasileira Anvisa –  já aprovou o uso do capacete magnético de forma experimental. Contudo, agora, somente para tratamentos monitorados; podendo, no futuro, liberar sua real utilização no combate a tumores agressivos no cérebro!

Veja Também: Brasileiros desenvolvem biossensor para detecção rápida e não-invasiva de câncer de próstata


Fontes: Terra, Tecnoblog, Socientífica, USP, O Globo, Olhar Digital, Olhar Digital 2, Unicamp.

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