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Brasileiros criam hidrofone que monitora áreas preservadas

por Lucie Ferreira | 15/06/2016
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O Laboratório de Dinâmica e Instrumentação (Ladin), da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), desenvolveu um equipamento autônomo de monitoramento acústico submarino, que poderá ajudar a monitorar áreas de preservação.
Composto por hidrofone (microfone especial capaz de captar ondas sonoras embaixo d’água), um conjunto de aparelhos eletrônicos de gravação e baterias, o “ouvido submarino” é instalado no fundo do mar e já foi testado no Parque Estadual Marinho da Laje de Santos, que fica a 42 quilômetros da costa. A pesca é proibida no local, uma vez que serve para reprodução de organismos aquáticos, e atividades como mergulho podem ser feitas apenas com guias em dias e horários delimitados.
Como o Brasil não fabrica hidrofones nem equipamentos para hidroacústica, eles têm alto custo quando importados, entre US$ 5 mil e US$ 30 mil. Além disso, aparelhos mais sofisticados têm venda restrita e precisam de autorização para serem comercializados, pois costumam ser usados em navios e submarinos militares. Para driblar essa situação, o laboratório desenvolveu sua própria tecnologia nessa área.

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Modelo de hidrofone para monitoramento acústico submarino desenvolvido pelo Laboratório de Dinâmica e Instrumentação, da Poli-USP


 

+ Como funciona?

Os pesquisadores projetaram um gravador eletrônico que grava os sons em cartões SD. Como o consumo de energia é muito baixo, ele funciona com pilhas alcalinas, inseridas em recipiente cilíndrico vedado. Outra característica é que o aparelho pode ser programado para fazer uma gravação contínua ou agendada.
Um equipamento com quatro cartões SD consegue gravar 128 GB, com pilhas que proporcionam autonomia de até cinco meses de monitoramento contínuo. Com isso, pode ficar embaixo d’água por até um ano, sendo que a vedação que suporta até 300 metros de profundidade.
O equipamento consegue registrar e estudar sons de barcos e outros tipos de eventos acústicos a quilômetros de distância (na água, a velocidade do som é quase cinco vezes mais rápida do que no ar), como vocalizações de baleias e movimentos de cardumes de peixes.

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Parque Estadual Marinho da Laje de Santos (Foto: Ale Andreazzi)


 
Fonte: Pesquisa Fapesp e Ladin.

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