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Guerra na Ucrânia e o impacto da participação do Brasil no BRICS

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por Redação 360
| 27/10/2022 | Atualizado em 28/01/2023 4 min

Guerra na Ucrânia e o impacto da participação do Brasil no BRICS

por Redação 360 | 27/10/2022 | Atualizado em 28/01/2023
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Vamos abrir a mente neste momento para refletir sobre um assunto pouco discutido para quem não é do meio econômico, mas que impacta a todos nós, brasileiros. Muitos se questionam por que há fotos de diferentes presidentes brasileiros ao longo dos anos ao lado de certos representantes, sobretudo dos governos da China e da Rússia. Alguns questionam se isso tem a ver com uma relação de simpatia ou afinidades de ideologias políticas. Contudo, o fato é que nosso país, seja liderado por esquerdistas ou direitistas, tem se aproximado muito mais dessas potências do que de países como os Estados Unidos e o Reino Unido, por exemplo.

O que as engenharias têm a ver com isso?

Tudo! Porque, como sabemos, as atividades desse setor da economia dependem demais de algumas relações comerciais, como a compra e venda de commodities. Então, essas relações de proximidades ou afastamentos podem nos colocar em situações de favorecimento ou desfavorecimento no futuro. Com relação à Guerra na Ucrânia, iniciada no começo deste ano, o Brasil deixou bem claro para a ONU que, de forma alguma, vai apoiar a escalada do conflito. Contudo, continuamos negociando forte com a Rússia.

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O fato é que, querendo ou não, o mundo todo está conectado; um país depende do outro. Mas quando criamos laços comerciais, torna-se mais difícil se posicionar sobre assuntos tão complexos quanto uma guerra. É como se tivéssemos ganho um irmão adotivo que se comporta mal e, diante dos outros, por isso, ficamos sem defesa.

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Imagem reproduzida de IREE

E o que é o tal BRICS mesmo?

Olha que interessante! Por tudo que dissemos antes, você pode pensar que o Brasil faz parte de um novo bloco econômico. Bem, mais ou menos. A expressão BRICS foi formulada pelo economista Jim O´Neil no ano de 2001 com as iniciais dos quatro países considerados emergentes e que possuem potencial econômico para superar as grandes potências mundiais em um período de, no máximo, cinquenta anos. Hoje, é vista como uma classificação utilizada por economistas e cientistas políticos para designar um grupo de países com características econômicas em comum.

Pode-se dizer que essa visão passou a se materializar a partir de 2006. Será que esta é a tal nova ordem mundial tão defendida pela Rússia e pela China? Bom, talvez; ou talvez seja uma “forçação de barra” para enfrentar o pesado bloco aliado dos Estados Unidos – como sabemos, a economia é, sim, sempre muito afetada por especulações.

Então, o que “move” o BRICS é uma associação de comércio – o mais próximo disso no mundo é a União Europeia -, com objetivo de garantir uma maior influência geopolítica. Desde 2009, há contatos e reuniões formais entre os membros deste “grupo não grupo”, não registrado burocraticamente com estatuto e carta de princípios. E a partir de 2011, a África do Sul também foi oficialmente incorporada à ele. Então, assim a sigla se completa:

B = Brazil

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R = Russia

I = India

C = China

S = South Africa

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Imagem reproduzida de Jornal da USP

Vamos entender o “peso” que o BRICS tem hoje no mercado global?

  • o grupo soma 22% do PIB mundial;
  • 42% dos habitantes do planeta;
  • 45% da força de trabalho;
  • o maior poder de consumo;
  • destacam-se também pela abundância de suas riquezas nacionais e as condições favoráveis que atualmente apresentam para explorá-las.
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Imagem reproduzida de EcoDebate

Quais os objetivos do BRICS?

  • Institucionalização do grupo BRICS;
  • Criação de um banco de reservas emergenciais para eventuais socorros econômicos;
  • Fortalecimento das economias dos países;
  • Estabelecimento de cooperação nas áreas técnica, científica, cultural e no setor acadêmico.

Inclusive, falando desse último item, em 2015, o BRICS criou um plano de cooperação de educação de ajuda entre países. A ideia era criar uma base para a rede de organizações e instituições de ensino dos países participantes.

Em 2013, os países do eixo mencionaram a criação de um Banco Internacional do grupo , uma ideia ainda não oficializada. O discurso, que não sabemos bem se é ou não verdadeiro, defende fomentar e garantir o desenvolvimento da economia dos países-membros do BRICS e de demais nações subdesenvolvidas ou em desenvolvimento. Desde então, isso desagrada os Estados Unidos e a Inglaterra, claro, que são os países responsáveis pelo FMI e Banco Mundial, respectivamente.

Mas antes que alguém se manifeste aqui, na descrição do 360, como a favor ou contra este plano, vamos lembrar que, em se tratando de economia e política, NÃO existe lado certo ou errado, bom e mau. Vivemos dentro de um jogo de interesses, onde todos nós temos nossos papéis e responsabilidades. Melhor que façamos nossa parte, sempre nos baseando na verdade, no bem e no melhor para todo o planeta, pois somos um – e a pandemia de 2019 foi uma grande prova disso!

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A saber, o próprio Jim O’Neil declarou, em 2013, que o termo BRICS já não fazia mais “nenhum sentido”, diante dos rumos tomados pelos países que o compunham. Já se especulou os rumos deste grupo. Alguns dizem que ele vivará:

  • BRICK, com K de Coreia do Sul.
  • BRIMC, de M de o México.
  • BRICA, com A se referindo aos países árabes – Arábia Saudita, Catar, Kuwait, Barém, Omã e Emirados Árabes Unidos.
  • BRICET, com E e T incluindo Europa Oriental e Turquia.
  • E talvez ainda BRICS+CIVETS, para a Colômbia, Indonésia, Vietnã, Egito e Turquia.

Qual a sua aposta? Escreva para nós nos comentários!


Fontes: Marcelo Lobianco em LinkedIn, Wikipédia, Toda Matéria, UOL.

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