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Brasil se une a países estrangeiros para erguer elevador espacial

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por Redação 360
| 03/01/2023 4 min

Brasil se une a países estrangeiros para erguer elevador espacial

por Redação 360 | 03/01/2023
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Notícia quase inacreditável! O Brasil, apesar de o desmonte da sua Ciência nos últimos anos ou décadas, tem se esforçado em participar de projetos diversos na área, provando que acredita na capacidade criativa e intelectual dos seus profissionais. No momento, o país participa e até lidera um consórcio internacional praticamente surreal, para a construção de um elevador espacial que ligaria o planeta Terra ao espaço, um projeto que está em fase de estudo de viabilidade técnica e econômica.

Como foi realizado o consórcio

Estudos para o desenvolvimento de equipamentos semelhantes a esse já foram realizados por países como Canadá, China e um consórcio europeu formado por França e Alemanha. E depois de manifestar interesse em participar de um modelo semelhante, o Brasil, por meio do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), recebeu sinal positivo da Agência Espacial dos Estados Unidos (NASA) e da construtora japonesa Obayashi – cujos países têm os estudos mais avançados sobre a ferramenta. Apesar disso, as negociações entre os países não foram iniciadas.

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O equipamento, que seria produzido em regime de cooperação internacional, teria uma estrutura própria, com base numa ideia já antiga, pelo menos desde 1895. Na época, Kosntantin Tsiolkovski, tido como o pai da cosmonáutica soviética, propôs a criação de uma torre de quase 36 mil quilômetros de altura e que permitiria colocar objetos na órbita geoestacionária do planeta sem o uso de foguetes. Nada disso saiu do papel, claro. Talvez agora, com o avanço das tecnologias, esse elevador espacial torne-se real, ou não?

elevador espacial
Imagem reproduzida de Yahoo Finanças

Informações gerais sobre o equipamento

Óbvio que um elevador espacial não seria igual a qualquer elevador, como aqueles instalados em edificações. A proposta é da instalação de um cabo, com mais de 100 mil quilômetros de altura, partindo da Terra, com sua força e espessura variando ao longo do seu comprimento. Mais perto da extremidade do cabo, por exemplo, com a tensão maior, a estrutura precisaria ser mais espessa, afunilando para baixo, mais perto da superfície. Já o seu contrapeso poderia ser formado por um asteroide, enquanto a plataforma serviria para amortecer as oscilações no cabo e mantê-la conectada à Terra, prevenindo problemas como colisões no espaço.

O Inmet afirma que, por mais doida que seja a ideia, o tal elevador espacial seria possível, sim, de ser construído. Pesquisas recentes mostram que seria preciso usar grafeno de cristal para fabricar uma estrutura forte. Contudo, ainda só pode-se produzir o material para uma área muito pequena. Mas há testes para criação de fitas mais longas e em maior quantidade.

“A maioria das estruturas necessárias para acoplar no elevador já existe, mas qual estrutura econômica e como a gente monta essas diferentes tecnologias para a construção do elevador. A gente propõe juntar isso em um só projeto. Tem vários estudos, mas não tem nenhum que crie a parte científica, técnica e a viabilidade econômica, quanto precisa para construir.” – diretor do Inmet, Miguel Ivan Lacerda, em reportagem de Broadcast.

elevador espacial
Imagem reproduzida de ARXIV

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A finalidade do elevador espacial

Este possível elevador espacial serviria para transportar cargas, como satélites, e pessoas para a órbita terrestre. E o que o governo brasileiro projeta fazer é participar diretamente dessa construção, organizar essa união, tomar posição nesta discussão, não ficando apenas com o papel de mais um comprador da tecnologia. Claro que se realmente isso sair do papel, teremos vantagens, principalmente pela proximidade com a Linha do Equador – posição geográfica favorável, devido à força centrípeta e centrífuga da atmosfera no local – e na exploração do grafeno.

No presente, existe uma “vontade política” do Brasil na continuidade das articulações internacionais. Contudo, podemos quase afirmar que, diante de tantas crises financeiras e sociais, além de debates ideológicos e científicos, um país como o nosso certamente não deve – pelo menos por hora – direcionar verbas da Ciência e Tecnologia para a iniciativa. Talvez seria mais inteligente direcionar os recursos para outras pesquisas de material, de ciência e tecnologia. O que você acha?

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As vantagens do sistema

“Os benefícios potenciais de um elevador espacial são numerosos e profundos. O principal obstáculo foi vencido com o isolamento do grafeno [material que seria utilizado para fazer o cabo do elevador] e o desenvolvimento da capacidade de fabricação industrial.” – trecho do relatório da pesquisa conduzida sobre o elevador espacial, com participação do Inmet.

Por que construir um elevador espacial? Bem, seria uma forma de transporte rápida, econômica e com redução de custos e danos ao meio ambiente causados por foguetes – menos 5% do custo atual da operação. Mas valeria a pena considerar os recursos vultosos necessários, por exemplo? Alguns dizem que sim, pois têm chances de serem cobertos rapidamente com a operação do dispositivo. E tal projeto ainda poderia servir de símbolo de unificação da ciência e tecnologia na ocupação do espaço, um salto técnico-científico inédito para a humanidade.

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“O elevador espacial permitiria o lançamento de grandes estruturas frágeis, como satélites de energia solar para fornecer energia limpa e renovável à Terra, possibilidades de observação da Terra para aplicações militares, de inteligência, meteorológicas, de comunicação, instalações de fabricação comercial, estações baratas para atividades tripuladas e cargas úteis para exploração de desenvolvimento do espaço.”,

Quando concluído, o elevador espacial fornecerá um método alternativo barato e eficiente para a exploração espacial, em oposição ao tradicional”

– relatório do Inmet sobre a viabilidade do elevador, obtido pela reportagem.

elevador espacial
Imagem reproduzida de Exame

Claro que este caso é muito polêmico. Por isso, gostaríamos que você deixasse sua opinião na aba de comentários!


Fontes: Revista Exame.

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