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Braço robótico controlado pelo cérebro: engenheiros desenvolvem procedimento não-invasivo

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2 min

POR Kamila Jessie 11/07/2019

Mais uma pesquisa indicando que engenharia e medicina trabalham lado a lado. Conheça as funções deste braço robótico não-invasivo que capta sinais cerebrais.

braço robótico bci
Imagem: sciencerobotics.com

A novidade:

Uma equipe de pesquisadores da Universidade Carnegie Mellon, em colaboração com a Universidade de Minnesota, fez um grande avanço no campo do controle de dispositivos robóticos não-invasivos. Usando uma interface cérebro-computador (BCI), o time desenvolveu o primeiro braço robótico controlado pelo cérebro, exibindo a capacidade de rastrear e seguir continuamente um cursor de computador. Confira o vídeo de divulgação:

O desafio:

As interfaces BCI, na literatura técnica, já demonstraram ter bom desempenho no controle de dispositivos robóticos usando sinais detectados pelos implantes cerebrais. No entanto, as BCI que conseguiram que controlar continuamente os braços robóticos usaram implantes cerebrais invasivos. Esses implantes requerem uma quantidade substancial de experiência médica e cirúrgica para que sejam instalados e operados corretamente, sem mencionar os custos envolvidos e riscos potenciais para os pacientes. Devido a isso, seu uso tem sido limitado a apenas alguns casos clínicos.

Um grande desafio na pesquisa das BCI é desenvolver uma tecnologia menos invasiva, ou que não seja invasiva de fato, que permita aos pacientes controlar seu ambiente ou membros robóticos usando seus próprios “pensamentos”.

No entanto, as interfaces BCI que usam sensores externos não invasivos, em vez de implantes cerebrais, recebem sinais “mais sujos”, levando a uma resolução mais baixa e controle menos preciso. Apesar disso, os pesquisadores seguiram adiante e conseguiram estabelecer uma tecnologia de sucesso, acoplando a leitura dos sinais cerebrais com machine learning. Veja o framework:

bci braço robótico
Imagem: sciencerobotics.com

A aplicabilidade:

Controlar dispositivos robóticos pelo pensamento, sem que isso exija interferências invasivas, pode trazer uma amplitude enorme de aplicações! De imediato, a gente já associa ao benefício à qualidade de vida de pacientes paralisados ou com dificuldades de movimento, por exemplo. (Devagar com a expectativa de extensão ciborgue). Essa é uma tendência da engenharia biomédica que a gente adora explorar aqui. Você já leu sobre o implante que identifica sinais cerebrais e fala pelo paciente?

Fonte: Carnegie Mellon University – Engineering.

Artigo original: Science Robotics.

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Kamila Jessie

Doutoranda em Hidráulica e Saneamento na USP, formada em Engenheira Ambiental e Sanitária, sonhadora em tempo integral, amante de ciências e inventividades.

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