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Saiba como usar e abusar da boa arquitetura para aumentar as vendas do seu negócio

por Simone Tagliani | 01/04/2021

Se você quiser atingir de forma positiva e conquistar mais clientes para consumir produtos e serviços de sua empresa, deve investir em comunicação visual! E a arquitetura comercial entra neste "pacote" de soluções para a promoção de um negócio - com alto poder de convencimento!

Muitas pessoas se perguntam “por que investir em um projeto arquitetônico?”. Hoje nós vamos te dar uma boa razão! Por exemplo, sabia que é possível aliar a estética de uma construção a estratégia de marketing de uma empresa? Exatamente! Podemos utilizar a arquitetura comercial como uma forma positiva de impulsionar as vendas do nosso comércio, melhorando a experiência dos clientes. Saiba mais sobre isso no texto a seguir!

Por que investir em arquitetura comercial?

Quem entra em um estabelecimento comercial sempre espera encontrar algo, isto é fato! E a arquitetura pode ajudar a apresentar melhor a este público os tipos de produtos ou serviços oferecidos no local visitado. Ela faria isso através de uma estética personalizada de acordo com perfil de pessoas que são atendidas – seus gostos, necessidades e preferências. Aliás, é isso que define se a sua fachada, paisagismo e decoração de interiores será, por exemplo, mais despojada ou sóbria!

Vitrine Lojas Dell Anno representando arquitetura comercial
vitrine Lojas Dell Anno – imagem de Ivan Leite e Patricia Machado Arquitetura e Design

Um projeto arquitetônico também pode ser capaz de ajudar uma empresa a renovar a sua identidade visual. E por que isso é vantajoso? Para que haja uma melhoria nas vendas! Lembrando que este trabalho deve estar alinhado com outros elementos gráficos criados nas campanhas de Marketing e Publicidade, além das embalagens dos produtos. Mas, para resumir, a ideia é estimular mais o consumo por meio de uma melhor conexão com os clientes. Nessa linha, um bom exemplo é a arquitetura do entretenimento citada em textos anteriores deste site.

“O projeto arquitetônico está ligado à estratégia estabelecida e aos resultados buscados pelo estabelecimento comercial. No Brasil, é normal optar por soluções mais econômicas, deixando de explorar ao máximo o potencial do imóvel”,  

“Em alguns países, existe o designer de varejo, com formação específica para atuar nessa área. Já, no Brasil, os arquitetos são os profissionais mais preparados para desenvolver esse trabalho.” 

– arquiteto Flávio Radamarker, em reportagem de AEC Web.
Fachada lojas TOK representando arquitetura comercial
Fachada lojas TOK – imagem de Quadrilha Design Arquitetura em Pinterest

Quais as reações esperadas nos clientes?

Obviamente a arquitetura comercial quer que o cliente tenha cada vez mais vontade de adquirir um determinado produto ou serviço. Uma coisa é certa: somos mais inclinados a comprar em lugares onde nos sentimos melhor! E o feedback desta arquitetura pode ser obtido pela boa avaliação do estabelecimento! Provavelmente as pessoas irão dizer que tiveram seus sentidos estimulados – audição, visão, tato e olfato. Dirão que foram levadas a imaginar, sendo transportadas para algo diferente e sentindo um forte apelo emocional.

interior de loja
Interior loja – imagem de RS Design
Interior de loja de ternos
Interior loja – imagem de Kube Arquitetura

Como usar a arquitetura comercial para influenciar?

Antes de pensar em como influenciar as pessoas, os projetistas precisam entender quais são as necessidades dos clientes e das empresas para as quais estão projetando uma arquitetura comercial. Por isso diz-se que é necessário que estes profissionais tenham uma formação multidisciplinar. Ou seja, não bastaria eles terem apenas o conhecimento de arquitetura, mas também conhecimento em marketing, psicologia, design, e muito mais.

“(durante o processo) São analisados, principalmente, os 3P’s – Produto, Pessoa, Praça.”,

“Deve-se levar em consideração o ponto em que a loja será construída, os consumidores que serão o público-alvo e o tipo de mercadoria que será comercializada. Todos os fatores do projeto devem atender a esses itens do composto de marketing.”

–  arquiteto Flávio Radamarker, em reportagem de AEC Web.

A arquitetura comercial, no fim das contas, deve ser bastante harmoniosa. Ela não pode brigar com os elementos de propaganda nem comprometer a circulação dos clientes, funcionários e mercadorias; deve oferecer um espaço livre proporcional aos produtos que serão vendidos; ter uma temperatura e luminosidade agradáveis; e ter diversos pontos focais para chamar atenção dos clientes – isso inclui expositores e outros materiais de merchandising.

interior de loja representando arquitetura comercial
Interior loja – imagem de Santa Irreverência

Quais as estratégias adotadas para criação de uma arquitetura comercial?

Os projetistas podem contar com vários recursos para manipular a arquitetura comercial de uma empresa, visando atrair a atenção dos seus consumidores e aumentar o faturamento. Vale explorar todas as características dos espaços – como cores, luminosidade, design de mobiliário, revestimentos de superfícies, entre outros fatores. E não se deve esquecer da fachada ou vitrine, além da área de caixa, o que são os pontos chaves de maior importância neste planejamento – com grande potencial de convencimento do público.

É importante estar atento a vários detalhes deste tipo de arquitetura. Preferencialmente, é melhor que o pé direito dos ambientes seja bastante alto – ou com elementos que evidenciem a sua verticalidade – e que os espaços sejam o mais amplo possível. Tonalidades mais quentes como o laranja estimulariam o entusiasmo dos clientes; já o vermelho estaria associado ao impulso. A camada de piso deve oferecer segurança e praticidade, resistente ao fluxo intenso de pessoas e atraindo o olhar com uma boa variedade de padrões de cores. Já o esquema de luz pode orientar o fluxo, fazer indicações visuais e ressaltar áreas estratégicas do projeto.

interior de loja esportiva
Interior loja Centauro – imagem de Vera Zaffari e CO

Efeitos cenográficos

No caso da arquitetura comercial os mobiliários são utilizados para tornar os ambientes ainda mais agradáveis. Porém, diferente do que acontece na arquitetura residencial, neste caso, o conforto extremo não é desejado; não se quer que o cliente fique por muito tempo parado, então a beleza destas peça ganha mais importância do que tudo – inclusive para criar aquele feito quase que cenográfico. Por fim, também é uma boa forma de preencher os vazios do layout.

interior de loja de roupas exemplificando arquitetura comercial
Interior loja – imagem de Adriana Zein

E aqui vai uma dica final que muitos projetistas e comerciantes esquecem totalmente, que são os cheiros e sons. Exatamente! É preciso explorar todas as experiências sensoriais no mundo do varejo. Dentro deste quesito também estão incluídos elementos de arquitetura como jardins com plantas vivas e fontes de água. Coisas assim devem provocar reações imediatas nas pessoas, mesmo que de forma inconsciente. E em muitos casos, é possível que isso traga à tona memórias positivas, fazendo o ambiente parecer mais confortável e estimulando o consumidor a comprar mais!

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Fontes: Casa Vogue, SEBRAERS, Omni Blog, MacDesign, AECWeb, Contru EJ.

Você já tinha reparado esses elementos ao entrar nas lojas? Deixe seu comentário!

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Simone Tagliani

Graduada em Arquiteta & Urbanismo e Letras; especialista em Artes Visuais; estudante de Jornalismo Digital e proprietária da empresa Visual Ideias - Redação, Edição e Produção de Conteúdos.

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