Engenharia 360

Descubra como é feita a adaptação de veículos para portadores de deficiência

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por Redação 360
| 13/09/2022 | Atualizado em 14/09/2022 3 min

Descubra como é feita a adaptação de veículos para portadores de deficiência

por Redação 360 | 13/09/2022 | Atualizado em 14/09/2022
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Já teve a oportunidade de observar uma pessoa de estatura baixa dirigindo um veículo? Muitas vezes ela se espicha para olhar por cima da direção, ainda tentando alcançar os pedais com as pernas. Agora, imagine quão desafiador é para quem passa, por exemplo, pelo transtorno do nanismo, que é uma deficiência no crescimento que pode se apresenta em centenas de condições diferentes. É óbvio que, nesse caso, faz-se necessário o uso de um veículo com adaptação no seu design e engenharia!

Está aí uma boa questão para refletirmos. Seria fundamental que a Engenharia Automotiva fosse mais bem preparada para atender às diferentes necessidades dos condutores. Afinal, deficiência física não pode mais ser encarada como sinônimo de dependência. O avanço das tecnologias precisa contribuir mais para o segmento automotivo nesse sentido, projetando veículos convencionais que possam ser mais facilmente adaptados para que um deficiente dirija também.

Veículos adaptados garantiriam, portanto, mais liberdade, autonomia e segurança às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

veículos adaptados deficientes
Imagem reproduzida de Hand Drive
veículos adaptados deficientes
Imagem reproduzida de Hand Drive

Que veículos podem ser adaptados?

Segundo o Departamento de Trânsito (Detran), todo veículo pode ser adaptado. Na maioria dos casos, as pessoas optam por realizar este serviço em lojas terceirizadas pelas concessionárias, e em veículos populares, como das marcas Fiat e Chevrolet. Alguns dos produtos alterados, como feios e aceleradores, são devidamente originais dos veículos, assegurando sua garantia; e, além do mais, eles teriam fácil remoção.

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Mas quem não preferir enfrentar todo esse processo, pode apostar nos modelos de veículos que já saem das fábricas com as adaptações. A saber, dependendo do grau da deficiência, pode-se conseguir descontos de até 30% na compra – por meio do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do imposto sobre operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS). É preciso ter em mãos um laudo médico que aponte qual a modalidade ideal do veículo a ser dirigido. Também uma declaração do Detran comprovando, através da Secretaria da Fazenda.

Lembrando que qualquer adaptação de veículo desse tipo precisa seguir a legislação de trânsito e constar no documento de habilitação dos condutores, com base no artigo 162 do Código de Trânsito Brasileiro. Caso contrário, é multa, pontos na carteira e retenção do veículo. E mais, o veículo com adaptações, dirigido por condutor com documento de habilitação sem restrição, poderá comprometer a segurança do motorista.

veículos adaptados deficientes
Imagem reproduzida de mobilidade transp
veículos adaptados deficientes
Imagem reproduzida de

Veja Também: Como funciona sistema de cadeira elevatória para idosos? 

Como costumam ser feitas as adaptações?

As adaptações de veículos para pessoas portadoras de deficiência devem atender suas necessidades de modo a permitir que possam viajar, ir ao trabalho ou passear com segurança. Eis os exemplos:

  • Para pessoas com problemas nos membros inferiores, que precisem, por exemplo, acelerar no comando da mão, o veículo precisa ter um sistema mecânico de modificação do comando do pedal de embreagem, feio e acelerador, alongados ou levados ao alcance das mãos.
  • Para um deficiente que utiliza cadeira de rodas, muletas, bengalas ou andadores, pode ser preciso ajustes na suspensão. Este é um serviço bem comum para cooperativas de táxis e empresas que transportam cadeirantes.

A título de curiosidade, existe no mercado algo chamado “kit nanismo”, compatível até mesmo com veículos automáticos, seja de marcas nacionais ou internacionais. O mesmo deve ser fixado em uma plataforma, com prolongamentos de pedais. Também há soluções para adaptação do volante ou da central eletrônica de comandos. Desta forma, pessoas com nanismo ou baixa estatura conseguem acessar os pedais para uma condução segura e confortável.


Fontes: Diário de Pernambuco, Vida Mais Livre, Especialista Car.

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