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A responsabilidade social da Engenharia, Arquitetura e Design, com Lufe Gomes | Entrevista 360

por Simone Tagliani | 24/01/2022

Para muitas pessoas, trabalhar com Engenharia, Arquitetura e Design de residências é algo apenas comercial. Por consequência, os projetos saem impessoais. E, no fim, as pessoas acabam vivendo como se tivessem que servir a estas construções, que simplesmente parecem seguir uma moda e que pouco atendem os seus gostos e necessidades. Mas existe um profissional, bastante influente nas redes sociais, que sempre me provou o contrário. Este é o Luiz Fernando Gomes ou Lufe Gomes, formado em engenharia, fotógrafo, escritor de livros, autor de lindos vídeos no YouTube (canal ‘Life By Lufe’), grande influenciador em outras redes sociais, autodidata em arquitetura e, por que não dizer, decorador; um profissional com uma trajetória de carreira que deve inspirar você também! Esta é uma entrevista longa, mas vai te ensinar demais! Confira!

Engenharia e Arquitetura
Imagem reproduzida de Life by Lufe – em Facebook

Apresentando Lufe Gomes

O Lufe (assim vou chamá-lo, como fazem todos os seus fãs), sempre mostrou que precisamos ter um olhar diferente para os projetos arquitetônicos. Todo o seu trabalho nos faz refletir, primeiro, sobre a importância dos profissionais estarem sempre atentos com relação à qualidade dos espaços construídos, incluindo os materiais utilizados – ainda mais pensando na questão da preservação do meio ambiente. Outra coisa é como podemos expressar, através dos elementos, a nossa cultura, a nossa história – com todas as idas e vindas – e as coisas que amamos. E se vocês puderem acompanhar os registros que ele faz, por meio de fotos e vídeos, verá exemplos impressionantes de pessoas ao redor do mundo que realmente conseguem fazer tudo isso, com menos ou mais recursos financeiros.

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Recentemente, o Lufe deixou de mostrar “apenas” os lindos habitats de outras pessoas e começou a se abrir para o público, mostrando a sua própria visão sobre a boa moradia. Foi quando ele finalmente apresentou para todos um outro lado seu mais profissional, onde parece conseguir reunir todos estes seus interesses para a criação de residências mais bonitas, agradáveis, saudáveis e cheias de personalidade – não só para si, mas para os clientes também. Não à toa, ele conseguiu milhares de seguidores na internet apaixonados por sua visão sobre Engenharia Civil, Arquitetura, Design e Decoração. Por isso, consideramos que ele seria um excelente exemplo para trazermos aqui, no Engenharia 360!

Engenharia e Arquitetura
Imagem reproduzida de Life by Lufe – em Facebook

Entrevista com Lufe Gomes

É com imensa honra que entrevistamos o Lufe. Aproveitem para conhecê-lo e tirar dele inspiração de vida, arte e carreira!

1) Querido Lufe, é verdade que você é formado em Engenharia Civil? Pode contar para os nossos leitores os motivos que levaram esta sua escolha de faculdade?

“Sim, eu sou formado em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Santa Catarina. Desde sempre… Enfim, tive vontade até de desistir da Engenharia, desde o primeiro momento. E, hoje, eu sou muito feliz de não ter feito esta decisão e ter continuado até o final e me formado com louvor, na verdade.”,

“Agora, quais os motivos reais que me fizeram escolher a profissão de Engenharia? Foi motivo de influência familiar! Eu tenho um tio que tem uma construtora. E, naquele momento, eu estava vivendo com eles (família) em Florianópolis. Então, era o universo que eu vivia, era o universo de que a Engenharia sendo uma grande opção.”,

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“Na verdade, bem real, o início foi esse. É… seguir os passos de alguém que tinha sucesso na carreira. Mas, logo no início da faculdade, quando eu entrei e percebi que não tinha certeza se era esse ou não o meu caminho, eu pensei em desistir. E é aí que a gente entra na pergunta número dois e o porquê de eu nunca ter desistido e escolhido o caminho da Engenharia.”

2) Em entrevista à Casa Vogue você disse que este caminho de “sair” da Engenharia, virar fotógrafo e trabalhar com revista foi “uma consequência natural”. Comente sobre isso, principalmente considerando aqueles estudantes e profissionais que estão indecisos com a sua trajetória de carreira!

“Quanto eu estava na Engenharia, eu pensei em desistir logo de início, porque eu não conseguia ainda me enxergar no mundo profissional.”

“Muitas vezes, a gente ainda está na faculdade, ou a gente está no início de carreira, ou alguns anos na profissão e a gente parece que ainda não entende até onde a Engenharia pode nos levar.”,

“E, na verdade, isso aconteceu quando eu estava conversando com alguns amigos na faculdade, antes de começar a aula, dizendo que eu queria desistir da Engenharia. E, aí, um professor entrou na sala, escutou a nossa conversa e perguntou: ‘Por que você quer desistir da Engenharia?’. Aí eu falei: ‘Ah, não sei, eu preciso fazer alguma coisa que eu ame, né?’. Sabe, toda esta história que a gente sempre fala?”,

“Aí ele falou: ‘Ah, legal! Então, você vai desistir e vai fazer o quê? Odonto? Medicina? Não, advocacia, Direito? Você não sabe o que você vai fazer?’, ‘(Eu) Não!’, ‘Então, por que você vai sair da Engenharia? Fica aqui quieto esperando. Na hora que você tiver certeza do que você quer, aí você segue o caminho!’. Daí eu falei: ‘Ah, mas eu queria parar, pensar no que eu vou fazer e refletir…’. Aí ele falou: ‘Mas você sabe o que é Engenharia?‘.”,

“E esta resposta que ele deu mudou toda a minha visão da Engenharia, tanto é que eu nunca mais quis desistir e sigo com este conteúdo e esta sabedoria até hoje devido à esta frase que ele me respondeu, que era assim: ‘A Engenharia é um curso que te ensina a pensar rápido, de forma lógica e resolver problemas.‘. Então, era exatamente esta a faculdade que eu queria!”,

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“Então, na verdade, a Engenharia hoje nos prepara para qualquer coisa que a gente quiser fazer na vida.”

“Claro, não para Medicina, Direito e coisas específicas. Mas, a gente… nós somos engenheiros preparados para resolver problemas, sermos rápidos nessa resolução e também conseguir (isso) de forma lógica, bem pensada, embasada…”,

“A gente consegue fazer muitas coisas, em muitas profissões; e isso me deu, na verdade, LIBERDADE! Quando eu entendi isso, entendi que Engenharia era mais do que construir prédios, mais do que construir pontes e estradas, etc., mas era preparar o meu cérebro para eu poder fazer o que eu ainda nem sabia que faria na minha vida!”

Arquitetura
Imagem reproduzida de Life by Lufe – em Facebook
3) Olhando seus trabalhos, parece que você não segue regras e mantém uma postura artística mais livre. Contudo, sempre mantém uma análise ou crítica leve, destacando a luz natural e priorizando o “toque” humano nos espaços construídos e decorados através das suas fotografias. É verdade? Por quê? O que te fez querer explorar estes detalhes dos projetos de Arquitetura, Design e Engenharia?

“O que me faz destacar esses pontos da luz natural, da ventilação natural, da presença do ser humano dentro da Arquitetura, do Design, da Engenharia é justamente que ‘a Arquitetura, o Design, a Engenharia’ é feita principalmente para pessoas, para quem vai morar lá dentro. Muitas vezes, a gente ainda está fazendo… as pessoas pensam em fazer projeto com ego, para atender uma tendência, para atender uma revolução que ela vai sair em uma revista, ganhar um prêmio, etc. e tal. Mas o que se esquece é que a pessoa precisa sentar naquele sofá, precisa viver dentro daquela casa e precisa principalmente se sentir feliz dentro daquela obra de Engenharia. Então, quando eu destaco isso, é mostrando a importância que a Arquitetura tem no mental da sociedade.”,

“Eu acho que você construir um prédio feio e não funcional numa cidade é um desserviço para o mental de quem vive naquela cidade, né?”

“Você estraga a visão que aquela cidade poderia ter, a beleza que ela poderia ter, porque você quis fazer um prédio imitando alguma coisa que não tem nada a ver com aquela cidade, de uma estética que você quis economizar e não se preocupou, em tempo algum, em como aquilo vai ficar por muitos e muitos anos – se não para sempre -, né? Você constrói um prédio que simplesmente faz muros na rua, em vez de criar um comércio, uma vida que existe ali dentro. O que que acontece? Você acaba interferindo na saúde mental da sociedade!”,

“Quando a gente fala de Arquitetura, Design e Engenharia, nós não falamos de quem constrói um prédio, mas a gente está falando em quem interfere no ‘modus’ de viver das pessoas naquele lugar, né? Quando a gente começa a entender isso, a gente começa a entender a responsabilidade social que nós temos de criar coisas belas, funcionais e que façam bem para as pessoas daquele lugar.”,

“E considerando que você está pensando em quem vive dentro dos ambientes criados, quem circula pelos lugares projetados, aí são os humanos, né? Então, o que acontece nessa situação? É importante você ter contato com as coisas naturais, como o vento, o sol, a luz, o verde, né? O elemento de sociabilidade também, onde a gente vai conviver com os vizinhos, com o entorno, com os comércios locais.”,

“Todas estas preocupações são para mim preocupações que estão voltadas para a coisa mais básica de todas, que é o bem estar de quem vive ali, né? Por isso que eu destaco muito esta questão. Por isso que eu acho que é uma das profissões mais incríveis que existe. Por que ela tem uma interferência direta em você se sentir bem ou você se sentir oprimido, você se sentir livre ou você se sentir preso, iluminado ou no escuro. Então, realmente é uma das coisas que eu mais gosto de destacar do poder da Arquitetura, da Engenharia e do Design.”

4) Você também disse para a Vogue que “casas são como pessoas: únicas”, com “personalidades individuais”. Queríamos saber a sua opinião sobre o limite da identidade ou da assinatura de arquitetos, designers e engenheiros em suas obras. Como fazer para traduzir os desejos, sonhos e necessidades dos clientes – sem que o projetista ultrapasse os limites de prestação de serviços com a sua opinião, valores e gostos?

“Olha, é… quando a gente fala sobre ou da opinião do cliente, o que o cliente deseja, a gente esbarra numa história muito interessante. A maioria das pessoas não foi ensinada, preparada a saber exatamente o que ela quer de estilo. Por isso é que, muitas vezes, elas confundem. Elas dizem: ‘Ah, o meu estilo…”. E daí confundem todos os estilos misturados, como se ela entendesse o que aquilo quer dizer. É como ela entrar no Pinterest e pegar um monte de coisas que ela gosta, jogar lá e querer juntar tudo. Então, o desafio do engenheiro, do arquiteto e do designer é traduzir algo que aquela pessoa nem sabia que precisava tanto.“,

“Quando você consegue fazer um projeto de arquitetura, quando você consegue fazer algo que faça bem para aquela pessoa, mas que ela nem sabe que precisava tanto daquilo, aí você consegue atender o gosto dela, mas sem impor o seu gosto e o seu ego profissional.”,

“O grande problema que acontece é que as pessoas estão tão ávidas, os profissionais estão tão interessados em serem aprovados em uma revista, em saírem na capa de algum lugar, de receberem um prêmio ‘x, y ou z’, que não estão realmente interessados na pessoa que vai viver lá dentro.”,

“E, muitas vezes, existem brigas conhecidíssimas entre clientes e arquitetos, porque existe uma vontade de impor algo que deveria ser feito daquele jeito porque quer atender aquele estilo que ele quer. Ao mesmo tempo, ele sabe de alguma solução, mas o cliente não aceita. Então, na verdade, todo arquiteto, designer e engenheiro deveria ser um pouco psicólogo também; entender como ele pode… é… através da conversa, da experiência e da HUMILDADE de escutar o cliente e conseguir trazer, através da sua capacidade técnica e o seu aprendizado, toda aquela satisfação que aquele cliente vai ter mesmo sem ele saber que ele precisava tanto daquilo para ser feliz.”,

“Então, muitas vezes, é no silêncio! Você faz algo. Quando o seu cliente vê, ele fica impressionado, mas ele não sabe nem da onde vem aquilo. Mas é porque você realmente olhou para ele; você realmente entendeu quem é aquele ser humano que vai viver lá dentro e não se preocupou com o prêmio que você talvez ganharia, ou as comissões que você receberia no projeto, etc. e tal.; e, sim, como aquela pessoa se sentiria realmente feliz, sua cliente para sempre, recomendando o seu trabalho para sempre; e você feliz sabendo que o seu trabalho interfere no bem estar de quem te contratou.”

5) Como é para você, como fotógrafo e entrevistador, entrar no lar das pessoas e pedir para elas compartilharem as suas histórias de vida através da Arquitetura, Design e Engenharia? Como esta experiência tem lhe transformado como pessoa e profissional?

“Então, eu tenho um caso muito especial que, na verdade, que as pessoas que eu escolhi para fotografar e entrevistar para o meu canal são pessoas que já têm aquela visão que eu gostaria de mostrar; são as pessoas que já compreendem, com mais clareza, o que que é você colocar a sua personalidade dentro de uma casa, o que é você conseguir trazer as suas histórias, você quebrar aquela falsa obrigação imposta pela sociedade do ‘tem que’, ‘você tem que ser assim’, ‘a tendência é essa’, ‘agora é assim’.’,

“Se tem uma coisa que me irrita profundamente, e é o comentário que a gente sempre faz, é por que os arquitetos, designers e engenheiros estão fazendo tudo tão parecido? Por que eles estão usando todos o mesmo acabamento, os mesmos modelos, as mesmas cores, as mesmas histórias, né? A gente vê isso. Tem inúmeros exemplos que a gente pode dar, de cada fase que parece que todo mundo só usava aquilo.”

“Agora, quando a gente olha para os grandes arquitetos, engenheiros e designers que se destacaram e viraram realmente tendência atemporal, a gente vê que eles eram completamente diferentes do que se fazia normalmente na época deles. Então, é isso que eu acho importante, a gente entender que quando a gente está criando alguma coisa, a gente precisa treinar na nossa própria casa, né?”,

“Você, como arquiteto, designer ou engenheiro, olhe para a sua própria casa e vê se você está conseguindo trazer você de dentro para fora! Você está conseguindo se enxergar através do ambiente que você vive? Através de pequenos detalhes. Porque isso vai te ajudar muito a compreender como os seus projetos vão ajudar aqueles que vão morar lá dentro.”,

“Então, quando eu visito uma casa, quando eu entro em uma obra de arquitetura, design, engenharia, é que eu consigo… entender a alma de quem está vibrando ali dentro daquele espaço. Eu começo a entender que aquilo ali já vem de um treinamento dela de se permitir. ‘Eu me permito viajar, viver e conhecer o diferente!’. Portanto, quando eu trago uma coisa que faz sentido de viagem para mim, aquilo me toca tão profundamente que, ao estar na parede, é mais do que uma decoração, mas ela se torna uma emoção, que é muito diferente de você viajar em uma viagem de turismo qualquer e comprar um suvenir.”,

“Assim, é interessante a gente entender como a sua casa fala de você. E ao você compreender isso, se torna mais fácil você ajudar o outro a compreender a si mesmo através do ambiente em que ele vive. Então, eu sou uma daquelas pessoas que passa por uma transformação, porque eu gosto muito disso. Eu sei que eu sou assim, porque eu vivo dessa forma. Mas é muito gostoso, quando eu viajo e entro na casa de outras pessoas e compreendo que o que ela está fazendo representa ela, me dá a liberdade de eu fazer o que eu quiser que me represente.”,

“Quanto mais pessoas diferentes eu encontro, mais eu vejo quão diferente eu posso ser. E isso é libertador! Isso me tira da ‘caixinha’! Quanto mais pessoas eu vejo que arriscam, mais eu posso arriscar, porque mostra, pra mim mesmo, quanto eu não preciso me ‘encaixar’ dentro do que as pessoas esperam, e sim do melhor que eu estou acumulando nessa vida de aprendizados. Entendeu?”,

“Isso é muito importante! Eu sou um aprendiz de cada casa que eu entro e, ao mesmo tempo, eu vejo, por exemplo, quando eu saí desse último apartamento que eu morava – que era o ícone, que todo mundo dizia ‘não, você nunca pode sair desse apartamento, porque é a sua cara’ – e eu comecei a construir o meu novo apartamento, dizendo que ele ia ser mais minimalista. E, aí eu falava: ‘Gente, o que que eu vou fazer nessa casa, porque o outro é tão a minha cara?’. E eu nunca me preocupei com isso, porque, por mais que eu não tivesse certeza do que eu estava fazendo, eu estava me colocando. E seja lá o que fosse, ia ser a minha cara. E quando eu terminei esse novo apartamento, todo mundo disse ‘cara, é a sua cara’, e não tem NADA a ver com o outro.”,

“Como o outro pode ser a minha cara, esse não tem nada a ver com o outro e continua sendo a minha cara? Porque ele tem a essência mais básica, que é colocada com VERDADE. Entendeu? Então, a gente, nessas visitas, estou buscando a minha verdade interna, a verdade interna das pessoas, e que a gente pare de querer ser igual a todo mundo.”,

“Porque o grande poder que a gente tem de se destacar profissionalmente é quando a gente se DESTACA, literalmente. A gente… ou seja, você se desprende do outro, você desprende do que está todo mundo fazendo; e, aí, você começa a entender que esse diferente é o que vai fazer a grande diferença na sua vida profissional!”

6) Por fim, recentemente, você começou a mostrar em seus vídeos mais do seu lado engenheiro e até decorador, através de um novo negócio de reforma de apartamentos. Como está sendo unir essas experiências tão vastas?

“É, foi muito interessante, porque no início da nossa entrevista eu comentei que no início da minha vida profissional eu queria desistir de Engenharia e fiquei porque queria aprender a pensar rápido, de forma lógica e resolver problemas; e com isso, me joguei na vida, me permiti ver, vivenciar, entender a vida de tantas formas. De repente, eu entendi que lá, quando entrei na Engenharia, não estava distante do que eu sou, que é ‘gosto da moradia’.”

“Eu gosto da reforma, eu gosto do cheiro de obra, eu gosto de lidar com as pessoas, da obra. É uma coisa que realmente faz parte de mim! Até quando eu estou em entretenimento, estou buscando coisas que tem a ver com reforma e moradia, porque realmente eu gosto disso.”,

“Então, foi muito interessante, quando a gente começou estas reformas porque eu percebi que toda a minha experiência de vida, a minha permissão a mim mesmo, de enxergar a casa dos outros – como algo que era, para mim, uma das grandes escolas -, com um olhar de quem estava a aprender e não de quem estava querendo encaixar aquelas casas em padrões que eu deveria classificar, eu acabei me permitindo abrir a mente – que é uma das grandes coisas que a Engenharia nos ensina – para que eu pudesse hoje, na hora de fazer, ter um repertório imenso dentro da minha mente, que me ajuda a criar soluções o tempo inteiro, de obras que eu considero com personalidades únicas, fortes, soluções fáceis, bacanas e principalmente simples, e preparadas, e pensadas para a felicidade de quem vai morar ali.”,

“Sempre o primeiro pensamento que eu tenho em qualquer reforma que eu vou fazer é: ‘O quão feliz eu posso fazer a pessoa que vai morar aqui?’. Esse é o pensamento o tempo inteiro!

Confira esta mensagem final muito bacana que o Lufe deixa para nós!

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Simone Tagliani

Graduada em Arquitetura & Urbanismo e Letras; técnica em Publicidade; pós-graduada em Artes Visuais e Jornalismo Digital; e proprietária da empresa Visual Ideias.