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Saúde: as vantagens da 'caneta de insulina' e a nova 'caneta contra obesidade'

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por Redação 360
| 01/12/2021 | Atualizado em 20/06/2022 5 min

Imagina que apenas com um clique de uma caneta podemos ser salvos! Esta é a esperança de muitas pessoas que lidam com males como diabetes e obesidade!

Saúde: as vantagens da 'caneta de insulina' e a nova 'caneta contra obesidade'

por Redação 360 | 01/12/2021 | Atualizado em 20/06/2022

Imagina que apenas com um clique de uma caneta podemos ser salvos! Esta é a esperança de muitas pessoas que lidam com males como diabetes e obesidade!

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A ciência e a engenharia médica estão evoluindo a cada dia. Hoje, é possível salvar muito mais pessoas de suas enfermidades. Inclusive, recentemente, o povo brasileiro recebeu a notícia do Ministério da Saúde de que a sua expectativa de vida aumentou. Não é incrível? Quem poderia imaginar que, em tão pouco tempo, conseguiríamos desenvolver vacinas para ajudar a controlar o vírus do Covid-19? E é claro que não podemos nos esquecer dos aparelhos e acessórios que ajudam no controle de outras doenças, como a diabetes. Inclusive, vamos falar, no texto a seguir, sobre duas canetas com medicamentos que estão salvando vidas!

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Imagem reproduzida de VIX

O diabetes e a caneta de insulina

Quem já presenciou a rotina de uma pessoa com diabetes sabe o quanto lidar com a glicemia é algo muito complexo – e bastante assustador. Não basta saber quanto de insulina seria necessário colocar no organismo para melhorar os níveis de açúcar no sangue. Parece que o maior desafio está em saber dosar isso com a seringa na ampola. Higienizar a agulha. Saber segurar a pele e aplicar a dose. Depois, descartar corretamente ou acondicionar em refrigeração o que é preciso. São muitos, muitos, muitos detalhes! E parece que por qualquer errinho podemos comprometer o controle da diabetes ou ainda pegar uma grave infecção!

Uma seringa de insulina “comum” pode ter capacidade de 0,3 a 2 ml. Cada ml pode ser dividido em 100 unidades. Mas existem insulinas que podem ter 500 unidades em cada ml. Nesse caso, o cálculo das unidades pode ser muito difícil de ser feito – necessitando de uma explicação médica. Já com a caneta tudo é mais prático! Basta preparar a quantidade de insulina para aplicação rodando a caneta em direção ao número desejado no visor. Depois, inserir a agulha em uma prega na pele em um ângulo de 45 ou 90 graus; empurrar o êmbolo ou botão até o fim; segurar por dez segundos e soltar. Normalmente isso é algo que não causa muita dor ou alterações na pele.

Observação: a aplicação da insulina precisa ser realizada dia-a-dia – às vezes, mais de uma vez por dia – variando de local para evitar o acúmulo de gordura e tornar a pele flácida na região, chamada cientificamente de lipodistrofia.

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Imagem reproduzida de Agência Brasília
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Imagem reproduzida de Prefeitura de Arapiraca

Tipos de canetas de insulina

Existem canetas de insulina que são descartáveis, que precisam ser colocadas no lixo depois que o medicamento em seu interior terminar – esse lixo pode ser acondicionado em uma garrafa PET e levado a uma farmácia, que dará o devido encaminhamento para o mesmo. Contudo, as preferidas dos consumidores são aquelas canetas que podem ser “recarregadas”, bastando apenas fazer a troca da agulha diariamente. Este segundo modelo pode durar por vários anos!

Bomba de insulina

A bomba de infusão de insulina já é uma tecnologia bem mais cara, mas que garante um melhor controle e conforto do paciente. Trata-se de um aparelho eletrônico pequeno e portátil que libera insulina durante 24 h. A insulina é liberada e vai por um pequeno tubo até uma cânula, que está ligada ao corpo do indivíduo diabético através de uma agulha flexível, inserida no abdômen, braço ou coxa.

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Imagem reproduzida de Flávia Bonifazi

A caneta para quem tem obesidade

Dizem os médicos que a obesidade seria a “covid do século”, sendo a causa da morte de milhares de pessoas no mundo todos os anos. E o que isso tem a ver com diabetes? Tudo! Primeiro porque pessoas com obesidade podem desenvolver diabetes. Segundo, porque pessoas com diabetes que tenham obesidade podem ter um descontrole terrível dos níveis de insulina no sangue. Terceiro, pois um medicamente que, incidentalmente, foi desenvolvido para controlar diabetes tipo 2 está sendo apontado como a “grande promessa” para tratar pessoas com obesidade, ajudando na redução de peso!

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Imagem reproduzida de Diário da Manhã

Já ouviu falar em semaglutina? Pois bem, ela é uma substância já aprovada nos Estados Unidos. Por aqui, é usada apenas com aval de um médico, mas fora da indicação prevista em bula. E, não, ela ainda não é uma opção de tratamento de obesidade aqui em nosso país. Mas a boa notícia é que a Anvisa já recebeu um pedido de registro para a semaglutina através da empresa NoroNordisk. A única opção mais perto disso é a liraglutina, aprovada pela Agência em 2016, e que precisa de uma aplicação diária para funcionar.

Caneta de semaglutina

Atualmente, a caneta de semaglutina é registrada aqui no Brasil apenas para o tratamento da diabetes tipo 2. E como funciona? Bem, vamos à explicação! Essa substância é um hormônio que, inclusive, encontramos naturalmente em nosso intestino. Quando uma pessoa se alimenta é ele que sinaliza para o cérebro que é hora de reduzir a ingestão de comida, reduzindo a fome, retardando o esvaziamento do estômago e aumentando a produção de insulina, que promove a absorção da glicose nas células. Agora você entende, então, porque ela é usada para a diabetes!

O uso de uma caneta com essa substância seria recomendado a pacientes obesos com Índice de Massa Corporal acima de 30 ou para quem tem sobrepeso, se a pessoa já estiver com efeitos negativos na saúde, como apneia do sono, mudança da pressão arterial, entre outros, incluindo a própria diabetes. A dose para o tratamento seria algo como 2,4 mg por semana. Mas precisamos lembrar que isso é algo que precisa ser acordado com um médico, para evitar efeitos graves e irreparáveis no organismo!

“Sempre bom ressaltar que é um medicamento para a diabetes. O uso offlabel precisa ser acordado entre médico e paciente. Ele precisa saber se o médico se sente seguro para fazer o tratamento, precisa-se discutir com o paciente se o benefício ou o risco do paciente valem a pena.”

– endocrinologista João Eduardo Salles, em reportagem de G1.


Fontes: Tua Saúde, G1.

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