Engenharia 360

Será que trabalhadores da Engenharia sabem monetizar sua profissão?

Engenharia 360
por Redação 360
| 05/08/2022 | Atualizado a 23 horas 4 min

Será que trabalhadores da Engenharia sabem monetizar sua profissão?

por Redação 360 | 05/08/2022 | Atualizado a 23 horas
Engenharia 360

A equipe Engenharia 360 trouxe para este artigo uma questão importante e, em certo grau, polêmica. Por exemplo, será que falta direcionamento nos cursos de Engenharia quanto à monetização da profissão? Nosso colega Daniel dos Santos Silva questiona, por exemplo, “Como o engenheiro ou o profissional de Engenharia pode monetizar através da sua profissão, e quais os caminhos que ele deve seguir para conseguir exercer as suas atividades?”. A seguir, veja qual a opinião dos nossos redatores colaboradores!

Tudo depende…

…da educação financeira de cada pessoa.

O redator Cristiano Oliveira da Silva diz:

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“Se meu entendimento sobre ‘monetização’ está correto, tanto na Engenharia quanto em outras áreas, ganhar dinheiro (e conseguir, de forma ética e honesta) é função de uma série de variáveis, que vão desde os hábitos financeiros que aprendemos (ou rejeitamos) dos nossos pais até como a pessoa encara o dinheiro.”

“Há também a questão do quanto a pessoa é ambiciosa (o que difere de ser gananciosa) e o quanto essa ambição é latente nela. Todos aqui conhecem alguém que ‘deu certo’ na vida, que ganhou muito dinheiro através de seu trabalho. Certamente, esse era o tipo de pessoa que estava mais com o olho no objetivo do que nos problemas em si.”

“E também conhecem pessoas que não conseguem juntar grana. Ou já teve muita e perdeu… Tudo isso está relacionado à educação financeira (ou à falta dela).”

trabalhadores da área da Engenharia monetização
Imagem reproduzida de Global Empregos

…do tempo de experiência profissional.

Continuando seu testemunho, Cristiano comenta que:

“Os salários nas fases iniciais da carreira não são grandes fortunas. O lado positivo da Engenharia, pelo menos na minha experiência profissional, é que ficamos mais valorizados pelo mercado como função do nosso tempo de formado.

“Diversos colegas na faculdade, optaram por se ‘monetizar’ mais rápido, indo para o mercado financeiro.
Outros, foram para empresas familiares, ou mesmo fundaram suas próprias empresas; e alguns foram para área acadêmica, ou fizeram um pouco disso tudo.”

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“No contexto do engenheiro que busca sua realização profissional (e reconhecimento financeiro), é uma longa estrada e não tem receita de bolo ou fórmula mágica: antes de tudo, é fundamental identificar com o que você quer trabalhar e se capacitar para isso.”

“Se capacitar hoje, tanto tecnicamente (hard skills), quanto em habilidades sócio-emocionais (soft skills ou people skills, ou fundamental skills), já é uma realidade e necessidade. Necessidade para quem quer crescer, ter capacidade de tomar boas decisões, escolher e realizar.”

“No meu entendimento, identificar onde se quer estar é o primeiro passo. A gestão da nossa carreira é algo pessoal e muito importante para deixar ‘ao acaso’ e não assumirmos a responsabilidade por ela. E assumir a responsabilidade, significa querer, e buscar um caminho para realizar.”

“Talvez já tenham lido essa frase, mas quem quer algo, arruma um jeito, quem não quer, arruma uma desculpa! ‘Ah, mas o problema é o governo, o dólar, a pobreza, a falta de oportunidades, a desigualdade, e mais!’ Querem uma dica? Fujam dessas desculpas. Internalizem e pratiquem a autor responsabilidade. Você é o principal responsável pela sua vida e pelas suas escolhas!’

trabalhadores da área da Engenharia monetização
Imagem reproduzida de Vibratto

.. da situação do mercado diante da crise.

Agora da opinião do nosso colega Victor Peron:

“Na minha área, a Engenharia Mecânica, eu vejo que a esmagadora maioria acaba indo para o meio corporativo mesmo. Muitos vão trabalhar em banco (nada a ver com a área) e a outra metade acaba ficando na indústria. Os que ficam na indústria, por exemplo, acabam sofrendo mais; inclusive porque, muitas vezes, o profissional não é valorizado (principalmente em cidades que possuem muitas indústrias, lá a concorrência é bem grande).”

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“Vejo uma tendência grande de engenheiros mecânicos também tentando rumar para o empreendedorismo, fazendo tarefas de baixa complexidade (como laudos). Mas eu acredito que o mercado, por ora, está saturado desse tipo de empreendedor.”

“As principais dicas que eu posso dar para a área mecânica são: se quiser trabalhar para a indústria, corra atrás de ter a maior quantidade possível de habilidades necessárias e invista pesado em networking e intra-empreendedorismo.”

“Além disso, é muito útil para indústrias que atuam em segmentos importantes para o Brasil (como a farmacêutica e o agro), pois lá há mais chances de conseguir boas oportunidades de crescer.”

“Caso opte pelo empreendedorismo, vale a pena começar com um bom capital inicial, à menos que opte por abrir uma startup (talvez seja mais fácil, aí, arrumar investidores para você).”

trabalhadores da área da Engenharia monetização
Imagem reproduzida de Agência Envolverde

Rafael Rosa lembra que “antigamente” o engenheiro se formava para trabalhar em alguma empresa e fazer carreira. Mas que, hoje, o mercado está diferente. Por exemplo, um engenheiro pode fazer dinheiro de muitas formas, principalmente usando a internet. E tudo bem isso, desde que o mercado não confunda as habilidades e importância das profissões e seus profissionais.

Inclusive, Eduardo Mikail enfatiza que temos no mercado atual diversas formas de monetização para os mais diversos perfis de profissionais (desde o que vai empreender àquele que vai buscar o mercado corporativo, setor público, terceiro setor, e mais). Ou seja, há espaço e nicho para todos! Claro que a saída que muitos encontraram na pandemia pode não funcionar para você, sobretudo neste momento de retorno de uma série de atividades. Atenção! Não esqueça de explorar a Engenharia na essência, pois nosso mercado brasileiro ainda tem muito a oferecer, sim!

Veja Também: Por que educação financeira é importante para Engenharia? | Entrevista 360 com Marcello Popoff, da Lifetime Investimentos

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