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Suecos e chineses se unem em busca de moda sustentável

por Clara Ribeiro | 04/12/2020
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A ideia de reciclar roupas já é visada por muitas empresas que pretendem tornar seus produtos mais ecologicamente corretos.

Imagine entrar numa loja levando aquela camiseta velha que você não quer mais, e, depois, sair com uma peça nova para o seu guarda-roupa. Essa é a aposta da companhia sueca Hennes & Mauritz, que traz um jeito inédito de se relacionar com o descarte de peças.

Em parceria com o Instituto de Investigação Têxtil HKRITA e a empresa de fiação Novetex Textiles, ambas de Hong Kong, foi desenvolvida a máquina Looop – um tipo de “impressora” que recicla roupas.

O nome é sugestivo: no Inglês, a palavra “loop” pode ter sentido de “ciclo”, “laço”, ao passo que também significa “malha”, “tecido”.

Com efeito, a iniciativa lança uma nova maneira de lidar com a circularidade na indústria da moda. O processo não usa quaisquer produtos químicos (nem mesmo água), e dura cerca de 5 horas.

O cliente pode acompanhar tudo, uma vez que a Looop fica num “laboratório” com paredes de vidro. Por hora a máquina está instalada em apenas um dos pontos de venda da H&M em Estocolmo, desde Outubro de 2020.

A roupa antiga é primeiro lavada e depois desfiada. A estes fios são adicionados outros (de origem sustentável), a fim de fortalecer a malha. Depois, com a tricotagem, cria-se o novo a partir do velho.

suecos moda sustentável

Em busca da sustentabilidade têxtil

A marca escandinava também enxerga no projeto um aspecto socioeducativo. O objetivo é mostrar para os clientes que “os têxteis velhos têm valor e que nunca devem ser desperdiçados” – diz um comunicado da empresa.

Por enquanto, as opções de peças recicladas são suéter, cobertor de bebê ou um cachecol, por uma taxa entre $11,00 e $16,00. Todavia, procura-se expandir as alternativas em breve. Além disso, a companhia declara que todo o lucro gerado pelo serviço é destinado a pesquisas acerca da sustentabilidade têxtil.

Apesar de ainda não haver máquinas Looop em outros pontos de venda, provavelmente outras marcas vão aderir ao novo sistema de reciclagem em breve. O Instituto HKRITA planeja, por exemplo, conceder licenças deste novo aparelho para circular a ideia cada vez mais.

Em confluência, uma iniciativa de 2019 da marca Zara propõe algo similar: clientes podem “jogar fora” suas roupas em mais de 1300 pontos de venda, com o propósito de que toda a produção da empresa seja de material orgânico e sustentável a partir de 2025.

Fonte: CNN, Fashion Network

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Clara Ribeiro

Jornalista especializada em arquitetura e engenharia. Ávida consumidora de informação; viciada em produzir conteúdo; amante das letras, das artes e da ciência.

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