Engenharia 360

Não pode ser! Estamos interpretando dados do Telescópio James Webb errado?

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por Redação 360
| 22/09/2022 | Atualizado em 23/09/2022 3 min

Não pode ser! Estamos interpretando dados do Telescópio James Webb errado?

por Redação 360 | 22/09/2022 | Atualizado em 23/09/2022
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É isso mesmo que você leu! Nos últimos meses, fomos surpreendidos com uma série de novas descobertas da Ciência sobre o Universo com base nos dados enviados pelo James Webb. Muitas imagens espetaculares capturadas pelo telescópio – por meio de sistema infravermelho – foram compartilhadas nas redes, como diversos corpos celestes da nossa galáxia. Claro que a ideia dos astrônomos é investigar também possíveis indicações de vida fora da Terra.

O problema é que pode ser que os softwares que temos disponíveis hoje para a interpretação desses dados não sejam tão precisos como esperávamos – pelo menos para informações sobre sinais baseados em luz. E, talvez, eles tenham de passar por ajustes significativos o mais rápido possível para realmente corresponder à precisão do James Webb. Esse alerta foi dado pelos pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT), dos Estados Unidos. Saiba mais no texto a seguir!

Telescópio James Webb
Imagem reproduzida de Mcientifica Blog

Por que a precisão é tão importante?

Todos os dias, telescópios como o James Webb, além de sondas e mais equipamentos criados e enviados ao espaço pelos engenheiros da Terra, transmitem dados sobre diversos asteroides, nuvens de detritos, estrelas distantes, planetas, luas e mais, inclusive o Sol. Alguns desses dados dizem respeito a temperatura, pressão e composição química. Acontece que níveis próximos, como 5% e 25% de algo, podem não ser diferenciados pelos softwares disponíveis. Contudo, a ordem de magnitude dessa diferença é imensa. Então, imagine o risco de qualquer equívoco!

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Se não conseguirmos captar essas sutilezas importantes, talvez não possamos identificar detalhes que informem se um planeta é habitável ou não!

Na melhor das hipóteses, mesmo se hoje os programas conseguirem descriptografar ou “traduzir” as informações espectrais corretamente, à altura da precisão e da qualidade dos dados que temos do Telescópio James Webb, pode ser que logo nem isso seja mais possível. Ou seja, o melhoramento dos seus sistemas precisa ser constante. E os cientistas dizem que um dos maiores desafios é a medida da opacidade, ou seja, da facilidade com que os fótons passam através de um material – que depende de interação com moléculas, além de temperatura e pressão do material.

Telescópio James Webb
Imagem reproduzida de Revista Galileu

Veja Também: James Webb – a Engenharia por trás das imagens capturadas

O que um modelo de opacidade pode revelar?

Ao estudar um modelo de opacidade, os cientistas podem descobrir como a luz se comporta na interação observada; por exemplo, num contexto de exoplanetas. Assim, com base na luz captada pelo telescópio, se entenderia quanto há de certos elementos e compostos químicos em sua atmosfera.

Recentemente, pesquisadores da área fizeram um teste com um modelo de opacidade, criando oito variações. A equipe concluiu que, se os modelos de opacidade existentes forem aplicados aos espectros de luz obtidos pelo telescópio Webb, eles atingirão uma “parede de precisão”. Ou seja, eles não serão sensíveis o suficiente para dizer se um planeta tem uma temperatura atmosférica de 20 ºC ou de 320 ºC, ou se um determinado gás ocupa 5% ou 25% de uma camada atmosférica.

Telescópio James Webb
Imagem reproduzida de Revista Galileu – Globo
Telescópio James Webb
Imagem reproduzida de Nerd Ciência

Por que isto é relevante? Bem, explicando a grosso modo, sem ter noção dessa diferença, não se poderia identificar dados básicos sobre formação planetária, como bioassinaturas. E os especialistas dizem que, para evitar qualquer erro de dados dessa natureza, só tem um caminho: “(…) realizar mais medições laboratoriais e realizar mais cálculos teóricos para refinar as suposições dos modelos de como a luz e várias moléculas interagem, bem como colaborações entre disciplinas e, em particular, entre a astronomia e a espectroscopia.” – trecho de reportagem de Inovação Tecnológica.

Veja Também: Especial 360 – descubra TUDO sobre o Telescópio James Webb


Fontes: Inovação Tecnológica.

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