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Por que os alunos de Engenharia desistem dos seus cursos?

por Redação 360 | 05/05/2022

Acredita que, hoje em dia, mais de 50% dos estudantes de Engenharia desistem de completar a faculdade? Esse número é muito alto e bastante preocupante! Quem confirmou isso na imprensa foi a Confederação Nacional da Indústria (CNI), com base em uma análise inédita de dados do Ministério da Educação (MEC). Contudo, saiba que a evasão escolar dos cursos de graduação e pós-graduação é um problema histórico no Brasil, comprometendo a formação de engenheiros no país.

Quadro geral dos últimos anos

Uma pesquisa feita em 2007, revelou que de uma centena de milhares de pessoas haviam abandonado os cursos de Engenharia no Brasil naquele ano, tanto de Universidades Públicas quanto de Universidades Particulares. Daquelas que ingressaram naquele período, cinco anos depois, menos da metade colava grau. Até uma parcela considerável de alunos com bolsa de estudos para pós-graduação na Capes vêm desistindo da sua jornada – desde as ciências exatas às ciências agrárias, passando por várias engenharias. E quem descobriu isso foi uma aluna de doutorado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que ainda identificou que quase trezentos milhões de reais foram perdidos com quase dez mil bolsistas desistentes, entre 2010 e 2018 – a maioria estudantes de mestrado, homens e tendo de 27 a 30 anos.

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Imagem reproduzida de verticis

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Possíveis causas das desistências

Um estudo da UNESP, campus de Presidente Prudente/SP, concluiu que esses são os principais motivos de muitos estudantes desistirem de sua graduação ou pós-graduação:

  • se decepcionaram com a instituição e preferem trocar de curso para ir para outra universidade;
  • estão com a grana curta e desejam tentar entrar em um novo curso utilizando programas como SISU ou PROUNI;
  • não se adaptaram ao curso;
    • pois não era a sua primeira escolha no vestibular;
  • encontraram dificuldade de deslocamento até a escola;
  • perceberam que possuíam pouco conhecimento em disciplinas básicas, o que acabou comprometendo o rendimento;
  • foi-lhes exigida muitas atividades com prazos curtos – aulas, mais estágios, participação em eventos, cursos para créditos extras, publicações e mais -, que afetou a sua saúde de algum modo, gerando sintomas de depressão e ansiedade;
  • e necessidade ou vontade de dedicar mais tempo para a sua carreira e família.
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Imagem reproduzida de Quero Bolsa

Mecanismos para minimizar o fenômeno

Claro que, nesse processo, contar com orientadores sempre bem preparados faz toda a diferença. Mas não é bem esse o caso do Brasil. Realmente, temos bons profissionais dispostos a lecionar. Contudo, a grande maioria, como professores, recebe remuneração aquém do merecido e é sobrecarregada de horas/aulas, algo que reflete negativamente em seu trabalho e é percebido pelos estudantes. Outro problema é que muitas instituições esquecem que o aprendizado vai além do quadro negro, investindo pouco e deixando bastante a desejar nas suas instalações, parcerias acadêmicas e sociais.

A falta de atividades práticas durante o curso compromete o entendimento de algumas disciplinas e faz os alunos ficarem menos preparados para o mercado. O medo começa a tomar conta ainda durante a graduação. Já quando chega o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE), a grande maioria tira nota baixa. Depois, existe uma pressão do mercado para a escolha de uma especialização, sobretudo em busca de corrigir tais deficiências. E, prevendo que isso tudo possa acontecer, muitos desistem no meio do caminho.

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Na avaliação da Confederação Nacional da Indústria, o Brasil precisa melhorar a qualidade dos cursos e focar mais na inovação. O que se pode fazer é apostar mais em tutoriais, mini cursos – como de escrita acadêmica -, aulas práticas, visitas técnicas e atividades em laboratórios no primeiro período, além de atualização de sistema de inscrição do SISU. E, antes disso, realizar junto das escolas um preparo vocacional no Ensino Médio; criar parcerias com creches, para os pais deixarem os filhos em um local seguro enquanto frequentam as aulas; e lançar campanhas de conscientização nas mídias – inclusive com temas como “a saúde mental dos estudantes”.

Por que não desistir da Engenharia

O conhecimento dos graduados, mestres e doutores em Engenharia contribui para a produção de qualquer país – até mesmo de conhecimento, com suas pesquisas, monografias, dissertações e teses. Infelizmente, é mais fácil e atraente desistir diante dos desafios. A recomendação que nós, do Engenharia 360, damos é olhar para frente, pensar nos seus objetivos, em tudo que pode ajudar a mudar no mundo com o entendimento da sua profissão. A Engenharia está por toda parte e a #engenhariatransforma! Se duvida disso, convidamos que acompanhe o nosso site e redes sociais diariamente. Nesses canais, você encontrará a resposta do porquê não desistir!

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Imagem reproduzida de Linkedin Marcelo de Jesus Silva – LinkedIn

Fontes: Instituto de Engenharia, Revista Extra Globo.

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