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Roboats: conheça os barcos autônomos e sua aplicabilidade

por Kamila Jessie | 19/07/2019
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Na era da autonomia da máquina, o transporte sobre a água não poderia ficar de fora. Nesse cenário, prevê-se um futuro em que frotas de barcos autônomos vão transportar mercadorias e pessoas, coletar lixo e se remanejar em pontes flutuantes. Está acontecendo.

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Imagem: news.mit.edu

Barcos autônomos:

Pesquisadores do MIT deram novas capacidades à frota de barcos robóticos existente em Amsterdã, os Roboats, cujo nome é um trocadilho inevitável. Agora eles podem se chocar e se prender uns aos outros, além de insistir, caso a tentativa falhe.

A demanda deriva do fato de que cerca de um quarto da área superficial de Amsterdã é água, com 165 canais ao lado de ruas movimentadas. Diante disso, há alguns anos, a cidade se juntou ao MIT e ao Instituto AMS no projeto Roboat.

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Imagem: news.mit.edu

A ideia era construir uma frota de barcos robóticos autônomos, isto é, cascos retangulares equipados com sensores, propulsores, microcontroladores, GPS, câmeras e outros dispositivos que permitissem mobilidade inteligente sobre a água. Isto poderia aliviar o congestionamento nas movimentadas ruas da cidade. O projeto está em andamento.

Utilidade dos roboats:

Um dos objetivos do projeto é criar unidades roboat que forneçam transporte sob demanda em hidrovias. Outro objetivo é usar as unidades roboat para formar automaticamente estruturas “pop-up”, como pontes de pedestres, estágios de desempenho ou mesmo mercados de alimentos. Ousado, mas extremamente promissor.

As estruturas poderiam, então, desmontar-se automaticamente em horários definidos e reformar-se em estruturas-alvo para diferentes atividades. Além disso, as unidades roboat podem ser usadas como sensores ágeis para coletar dados sobre a infraestrutura da cidade e a qualidade do ar e da água, entre outras coisas.

Imagem: roboat.org

Andamento do projeto:

Em 2016, os pesquisadores do MIT testaram um protótipo roboat que cruzou os canais de Amsterdã, avançando, recuando e lateralmente ao longo de um caminho pré-programado. No ano passado, os pesquisadores projetaram versões de baixo custo, impressas em 3D, em escala de um quarto das embarcações, que eram mais eficientes e ágeis e vinham equipadas com algoritmos de rastreamento de trajetória.

Em um artigo apresentado na Conferência Internacional sobre Robótica e Automação, os pesquisadores descrevem unidades roboat que agora podem identificar e conectar-se a estações de encaixe. Os algoritmos de controle guiam os roboats até o destino, onde eles se conectam automaticamente a um mecanismo de travamento personalizado com precisão milimétrica! Além disso, o roboat percebe se perdeu a conexão, faz o backup e tenta novamente. Insistente!

Os pesquisadores testaram a técnica de travamento em uma piscina no MIT e no Charles River, onde as águas são mais agitadas. Essa questão de incorporar os fatores ambientais é extremamente importante. Mas, de toda forma, em ambos os casos, as unidades roboat foram capazes de se conectar e acoplar com sucesso em cerca de 10 segundos, a partir de cerca de um metro de distância, ou então depois de algumas tentativas fracassadas, mas sem desistir.

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Imagem: engadget.com

Perspectivas:

Em Amsterdã, o sistema poderia ser especialmente útil para coleta de lixo nos canais durante a noite. Unidades de roboat podiam navegar em torno de um canal, localizar e travar em plataformas segurando lixeiras, para depois transportá-las de volta para as instalações de coleta.

E aí, já viu alguma unidade roboat por aí?

Fonte: Engineers journal.

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Kamila Jessie

Engenheira ambiental e sanitarista, MSc. e atualmente doutoranda em Engenharia Hidráulica e Saneamento pela Universidade de São Paulo. http://orcid.org/0000-0002-6881-4217

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