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Conheça o Gigantesco Radiotelescópio Chinês FAST e suas Mais de 800 Descobertas de Pulsares

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por Redação 360
| 10/08/2023 5 min
Imagem reproduzida de Undark Magazine – https://undark.org/2021/04/13/china-fast-telescope-open-for-business/

Conheça o Gigantesco Radiotelescópio Chinês FAST e suas Mais de 800 Descobertas de Pulsares

por Redação 360 | 10/08/2023
Imagem reproduzida de Undark Magazine – https://undark.org/2021/04/13/china-fast-telescope-open-for-business/
Engenharia 360

Começamos este texto explicando o que é um pulsar! Pois bem, um pulsar é uma estrela de nêutrons altamente magnetizada que emite pulsos regulares de radiação eletromagnética. E o radiotelescópio FAST da China identificou novos pulsares desde 2016, incluindo um pulsar binário - sistema composto por duas estrelas de nêutrons altamente magnetizadas que orbitam em torno de seu centro de massa com um período orbital definido - com um período orbital recorde de 53 minutos.

Além disso, o radiotelescópio FAST já encontrou evidências de ondas gravitacionais de nanohertz, o que é crucial para resolver problemas na astrofísica contemporânea. Saiba sobre isso e mais no texto a seguir, do Engenharia 360!

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Radiotelescópio Chinês FAST
Imagem reproduzida de Absolute Cosmos, via Wikipédia

Entendendo o radiotelescópio FAST

O Five-hundred-meter Aperture Spherical Radio Telescope (FAST) da China é o maior radiotelescópio de única antena do mundo. Ele foi lançado em 2016 e tem como objetivo estudar diversas áreas da astronomia. O FAST é capaz de detectar rajadas rápidas de rádio, por exemplo.

A saber, o FAST está localizado em uma depressão natural profunda e redonda na província sudoeste de Guizhou, e possui uma área de recepção equivalente a 30 campos de futebol padrão.

Radiotelescópio Chinês FAST
Imagem reproduzida de eoPortal
Radiotelescópio Chinês FAST
Imagem reproduzida de Cmglee, via Wikipédia
Radiotelescópio Chinês FAST
Imagem reproduzida de Phoenix7777, via Wikipédia
Radiotelescópio Chinês FAST
Imagem reproduzida de ResearchGate - https://www.researchgate.net/figure/Photograph-of-FAST-FAST-Five-hundred-meter-Aperture-Spherical-radio-Telescope_fig1_323013542

Mas vamos esclarecer o que querem os chineses com essa tecnologia! Bem, os chineses buscam descobrir várias coisas com este radiotelescópio, incluindo a confirmação da existência de radiação gravitacional e buracos negros. Parece que a detecção de ondas gravitacionais de nanohertz é especialmente importante.

Radiotelescópio Chinês FAST
Imagem reproduzida de Undark Magazine - https://undark.org/2021/04/13/china-fast-telescope-open-for-business/

Até agora, conforme afirmam os cientistas, o FAST tem contribuído para ampliar significativamente o escopo da exploração humana do universo e para avanços na compreensão da física do cosmos.

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Quais são as conquistas importantes do FAST na astronomia até o momento?

O radiotelescópio Five-hundred-meter Aperture Spherical Radio Telescope tem sido utilizado para realizar pesquisas astronômicas, obtendo diversas conquistas importantes até o momento.

Uma dessas conquistas é, além da identificação de um pulsar binário com um período orbital excepcionalmente curto, a identificação de mais de 800 pulsares, que são estrelas de nêutrons de rotação rápida originárias de núcleos implosos de estrelas maciças moribundas através de explosões de supernova. E vale destacar que esse número é mais de três vezes superior ao total de pulsares descobertos por telescópios estrangeiros durante o mesmo período.

Além do sucesso notável com o estudo de rajadas rápidas de rádio, fenômenos astrofísicos intrigantes que emitem pulsos intensos e curtos de rádio, o radiotelescópio tem contribuído para o estudo do hidrogênio neutro, um componente essencial do universo, fornecendo informações cruciais sobre a distribuição e movimento do gás interestelar.

Radiotelescópio Chinês FAST
Imagem reproduzida de CanalTech

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Ondas gravitacionais de nanohertz

Antes de tudo, precisamos contar que ondas gravitacionais de nanohertz são ondulações no tecido do espaço-tempo que se propagam à frequência de nanohertz, ou seja, possuem ciclos muito longos, com períodos medidos em milhares de anos. Essas ondas são extremamente difíceis de detectar devido à sua frequência muito baixa, o que as torna um dos desafios mais significativos na astronomia e astrofísica contemporânea. E estudá-las pode fornecer informações valiosas sobre fenômenos astrofísicos, como buracos negros supermassivos e a formação de estruturas cósmicas em grande escala no universo.

A recente descoberta de evidências da existência de ondas gravitacionais de nanohertz é, portanto, particularmente relevante para resolver problemas na astrofísica contemporânea. As pesquisas são conduzidas por cientistas do Observatório Astronômico Nacional da Academia Chinesa de Ciências (NAOC) e podem fornecer informações valiosas sobre a formação das estruturas do universo e o crescimento, evolução e fusões dos objetos celestes mais massivos.

Bônis | Relembrando o caso do Telescópio Arecibo

Para quem não lembra, a América Latina já teve o telescópio mais poderoso do planeta, o Telescópio Arecibo, pertecente ao Observatório Arecibo, em Porto Rico. O mesmo, infelizmente, desmoronou em dezembro de 2020, deixando a comunidade astronômica com uma sensação de perda. Afinal, durante meio século, o Arecibo era utilizado para estudar sinais de rádio vindos das estrelas e investigar vida extraterrestre, pulsares, planetas e asteroides.

Telescópio de Arecibo
Imagem reproduzida de Revista Galileu - Globo

Sua queda também afetou o orgulho e a economia de Porto Rico. A Fundação Nacional de Ciência anunciou que investirá US$ 5 milhões para criar um centro educacional no local, mas a reconstrução do telescópio de 305 metros não está prevista. Muitos astrônomos lamentam essa decisão e lembram das contribuições importantes do telescópio para a ciência, incluindo a observação de pulsares emitindo ondas gravitacionais, pelas quais ganharam um Prêmio Nobel de Física.

Radiotelescópio Chinês FAST
Imagem reproduzida de Stewart Young, via Pinterest - https://br.pinterest.com/pin/2016-timeline--325948091761081911/

Ainda há esforços para reconstruir um Telescópio Arecibo de Próxima Geração (NGAT), com capacidades aprimoradas, mas o alto custo do projeto e outras prioridades científicas dificultam a concretização. Apesar disso, a ciência permanece resiliente, e a busca por descobertas astronômicas continua - por exemplo, através do FAST.

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Fontes: Revista Forum, CNN, UOL, CanalTech, Wikipédia.

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