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Quais as causas da queda de rocha em Capitólio, Minas Gerais?

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por Redação 360
| 09/01/2022 | Atualizado em 10/01/2022 2 min

Quais as causas da queda de rocha em Capitólio, Minas Gerais?

por Redação 360 | 09/01/2022 | Atualizado em 10/01/2022

Inacreditável! Lamentável! Simplesmente não há palavras que descrevam o horror que sentimos ao ver estas imagens na TV e Internet! Na data de ontem, 8 de janeiro de 2022, a defesa civil havia advertido para a ocorrência de chuvas intensas há dias em Minas Gerais. Mesmo assim (justamente por não haver qualquer alerta prévio), grupos de turismo em lanchas faziam passeios perto dos paredões e falésias no lago de Furnas, em Capitólio, um dos maiores lagos artificiais do planeta, com seus famosos cânions e águas navegáveis. De repente, uma grande placa de rocha desabou e atingiu as lanchas.

Capitólio MG
Imagem reproduzida de Folha – UOL

A opinião dos especialistas

Para especialistas em geologia, o mapeamento poderia ter impedido a tragédia, evitando que pessoas estivessem tão próximas de uma área de risco, principalmente dadas as condições climáticas e os alertas meteorológicos. A saber, a região é basicamente formada por rochas que possuem uma resistência menor e a “entrada de água nessas áreas pode fazer a rocha perder a coesão, sendo a resistência interna”, como disse o tenente Pedro Aihara, porta-voz do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, em reportagem de G1.

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A rocha que compõe esses paredões é formada por grãos de areia que, ao longo do tempo, com temperatura e pressão, formou rochas. As mesmas são quartzitas, sedimentares, metamórficas e mais duras. Porém, com deformações, fraturas e falhas ou espaços vazios. E foi justamente um desses pedaços vazios que cedeu como um grande bloco. Por quê? Porque quando chove e com os ventos volta a ser areia.

Capitólio MG
Imagem reproduzida de Olhar Digital
Indices Bovespa
Imagem reproduzida de Índices Bovespa
Capitólio MG
Imagem reproduzida de Metrópoles

Sim, as chuvas contribuíram para a queda, fazendo o solo se encharcar? Talvez! Pode ser que, nesse caso, fraturamento horizontal e o tombamento da placa tenham sido acelerados e inevitáveis, embora o “normal” fosse que o desmoronamento acontecesse com as rochas caindo de pé, e não perpendicular. Independente disso, a polícia e a Marinha Brasileira vão começar uma investigação para definir as causas desta tragédia.

Veja Também: Engenharia de Mina – entenda qual é o foco desta atividade econômica


Fontes: Globo; G1.

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