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Pratos produzidos com folhas de árvores substituem os de isopor e plástico

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por Luciana Reis
| 19/04/2016 2 min

Pratos produzidos com folhas de árvores substituem os de isopor e plástico

por Luciana Reis | 19/04/2016
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A engenharia e a sustentabilidade podem – e devem – caminhar juntas. E como prova disto, investigadoras da Universidade de Naresuan, na Tailândia, uniram conhecimentos e pesquisas aprofundadas aos objetivos de preservação do meio ambiente de um modo bem diferente, com a produção de pratinhos que não são de isopor ou plástico, mas sim de folhas de árvores. E se você já está pensando se a resistência do material é a mesma, a reposta é sim! E o melhor, depois do uso basta efetuar o descarte, pois a decomposição do material orgânico não prejudica o ambiente.

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Imagem: Divulgação



A equipe criadora deste novo prato é formada por engenheiras, entre elas Sitintip Tantanee, professora na universidade, e que salientou a importância de divulgação da iniciativa, primeiramente em eventos oficiais, em parceria com autoridades locais, para a adesão cada vez maior de outros setores.
Mais detalhes sobre a criação ainda não foram divulgados, mas já se sabe que para chegar ao resultado, inúmeros testes foram realizados até que fosse encontrado o material, ou seja, o tipo de folha ideal para garantir resistência a diferentes conteúdos, como alimentos frios ou quentes. A conclusão é de que são três as espécies de árvore com as melhores folhas para a fabricação do pratinho: Tectona grandisPetchara Chaowarat e Ficus benghalensi. No lugar do verniz e materiais químicos, é o amido que proporciona resistência e brilho. As folhas são moldadas ao formato do prato, que ao final fica até estiloso.
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Imagem: Divulgação

+ A decomposição dos materiais

A grande vantagem é que, sendo biodegradáveis, os pratos produzidos com folhas de árvores não trazem prejuízos como o material sintético que é o poliestireno – mais conhecido como isopor – ou o plástico, que têm tempos de decomposição de centenas de ano. No caso do isopor, são tantos anos que o tempo é considerado indeterminado. Já com relação ao plástico, há diferenças no tempo estimado para a decomposição, mas sempre superior a 100 anos – garrafas de plástico, por exemplo, podem demorar até 400 anos.
Ficou curioso para saber o tempo necessário para a decomposição de outros materiais? Mesmo com diferenças de interpretação por diferentes pesquisadores, o tempo estimado pode ser conferido a seguir.

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Imagem: Setor Reciclagem


Sem dúvidas, não faltam motivos para incentivar ações como esta de produção de um utensílio com material biodegradável. Que a produção desta invenção de engenheiras com origem na universidade tailandesa seja expandida e a ideia adotada em diferentes locais.
Referências: Ciclo Vivo, Eco Inventos
 

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Luciana Reis

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