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Empresas desejam realizar pousos e decolagens verticais de veículos elétricos no Brasil [Saiba mais!]

por Redação 360 | 19/08/2021

Já voou de helicóptero? Em 100 km, é despejado cerca de 50 kg de CO2 na atmosfera, sabia? Veículos elétricos voadores poderiam ser melhor alternativa. Veja!

A Azul Linhas Aéreas Brasileiras S.A., companhia aérea brasileira fundada em 2008, e a empresa de aeronaves elétricas alemã Lilium fizeram uma revelação recentemente! Elas anunciaram que pretendem firmar um acordo comercial de até US$ 1 bilhão para a aquisição de 220 eVTOLs, veículos elétricos de pouso e decolagem verticais.

Só é importante ressaltar que, ao longo do primeiro semestre, companhias aéreas como a Virgin Atlantic e a United Airlines, além da fabricante brasileira Embraer, também anunciaram parcerias para investimentos em aeronaves elétricas. Contudo, as atividades da Azul e Lilium já têm data para iniciar, 2025; e só estão aguardando a conclusão dos termos comerciais entre ambas as partes e a documentação definitiva do acordo.

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veículos elétricos
Imagem reproduzida de O Globo

O que está previsto no acordo da Azul e Lilium?

Como irá funcionar, então, esse acordo comercial? A Azul será a responsável por fazer a manutenção e operação dos veículos elétricos. Eles terão autonomia para 240 quilômetros e configuração para seis passageiros mais o piloto. Já a Lilium fará o fornecimento da plataforma de monitoramento das aeronaves, além das baterias de reposição e outras peças.

“Nossa presença de marca, nossa malha com exclusiva conectividade e nosso robusto programa de fidelidade nos fornecem as ferramentas para criar os mercados e a demanda para a operação com jatos Lilium no Brasil.”,

“Assim como fizemos no mercado doméstico brasileiro nos últimos 13 anos, esperamos novamente, agora com os jatos da Lilium, criar um mercado totalmente inovador nos próximos anos.”

– John Rodgerson, CEO da Azul, em reportagem de Money Times.

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Imagem reproduzida de Economia & Negócios – Estadão
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Imagem reproduzida de O Globo

A nova malha aérea

As intenções das empresas Azul e Lilium é poder conectar grandes centros econômicos, regiões metropolitanas, cidades turísticas, condomínios residenciais e aeroportos. Ou seja, lidar com os trajetos e uma possível demanda alta, visto que os veículos elétricos estudados para este fim teriam 36 motores e podem ser recarregados em até 30 minutos. “É o transporte do futuro, 100 vezes mais seguro e mais silencioso”, e não poluente, dispensando combustível fóssil. Aliás, isso vai de encontro com a própria Agenda Ambiental, Social e Governança Corporativa da Azul, que visa alavancar o “desenvolvimento econômico e social do Brasil por meio de uma aeronave 100% elétrica e com emissão zero de carbono”.

“Pode ser o ‘Uber dos céus’. Como essa aeronave pode decolar verticalmente, como um helicóptero, podemos usar pequenos aeroportos ou até mesmo os helipontos instalados nas grandes cidades.”,

“Essas aeronaves devem ser certificadas ao longo de 2024 para começarmos a operar em 2025. Já estamos conversando com a Anac [Agência Nacional de Avião Civil] para a elaboração das regras de operação desses carros voadores.”

– John Rodgerson, em reportagem da revista Valor Econômico.

veículos elétricos
Imagem reproduzida de Click Petroleo e Gas

Quais as vantagens desses veículos elétricos trarão para o Brasil?

É possível que a economia brasileira se beneficie bastante deste acordo Azul-Lilium. Como? Por exemplo, criando um novo segmento de viagens curtas para competir com os helicópteros, como já foi explicado no tópico anterior! As empresas avaliam operar, por 1/4 do preço da viagem de helicóptero, com os “carros elétricos voadores” entre Campinas-Santos, Campinas-Campos de Jordão, São Paulo-São José dos Campos e Rio de Janeiro-Búzios.

De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), existem no Brasil 1.265 helipontos, sendo 196 apenas na cidade de São Paulo.

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Veja Também: Nem helicóptero, nem avião: esse drone gigante promete ajudar a resgatar soldados e funcionar como ambulância voadora


Fontes: UOL, Yahoo, Money Times.

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