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Planejamento Estratégico: como lidar com o novo normal?

por Ana Claudia Santos | 04/08/2021

Eis um possível cenário para o futuro: ambiente virtual e gestão ágil como luz no fim do túnel pós covid.

O Brasil e o mundo estão diante de uma das suas maiores crises! Não é novidade que o Covid atingiu mundialmente as sociedades de maneira impactante e, em muitos casos, irreversível. Vimos, desde organizações tradicionais a recentes “perdidas”, sem saber como agir e sendo profundamente impactadas pelo cenário externo. Nesse contexto, como pensar em planejamento e estratégia? É sobre isso que iremos conversar no texto a seguir!

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Imagem extraída de INEPAD Consulting

O impacto da Pandemia sobre as organizações

De acordo com o Pulso Empresa do IBGE, desde o início da Pandemia – considerado em março de 2020 – até agosto de 2020, 716.000 empresas fecharam as suas portas em função do novo coronavírus.

Aliás, diversas empresas, com seus planejamentos formulados até 2025, tiveram que reunir de forma emergencial seus sócios, conselhos e diretorias – enfim, todos os seus setores estratégicos para encontrar uma solução sustentável para as mudanças bruscas que tomaram a todos de surpresa. Projeções e previsões já de nada adiantaram; e os dados históricos serviam apenas para demonstrar o tamanho do impacto e a incerteza sendo o grande freio das organizações, como um todo. Assim sendo, como se planejar? Como traçar uma estratégia em um mundo completamente caótico e incerto?

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Imagem extraída de FW Symnetics

O choque inicial

De acordo com Ansoff – autor da Matriz de Ansoff -, estratégia nada mais é do que “um conjunto de regras de tomada de decisão em condições de desconhecimento parcial”. Ou seja, o que vivemos durante o início da Pandemia nada mais foi do que um desconhecimento quase que total. Não haviam mais regras a serem seguidas. A meta era apenas sobreviver ao período nebuloso e criar um modelo de gestão e controle sustentáveis. E, diante desse contexto, se torna primordial adotar medidas objetivas para minimizar os reflexos nocivos dentro da gestão organizacional.

A fase de adaptação

Decisões governamentais de quarentena, isolamento social e restrições à movimentação das pessoas enquanto estratégia comprovadamente mais eficaz de contenção da contaminação atingiram sistemicamente a mobilidade, a gestão e o planejamento das operações das organizações. Dessa forma, torna- se cada vez mais necessária a adoção de práticas de gerenciamento e suporte a processos virtuais ou remotos.

A migração para o ambiente online foi a principal saída para as empresas permanecerem ativas no mercado, com menores custos (principalmente de estrutura) e revisando seus processos, para se adaptar ao “novo normal”. Tal movimento acarretou novas propostas de gestão. E, finalmente, o ambiente virtual se tornou uma estratégia não só mercadológica, mas também laboral.

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Imagem extraída de Blog Área Central

O planejamento estratégico e o ambiente online

Em consequência do momento, estão sendo inseridos novos padrões de mercado e de organização produtiva. Por exemplo:

  • com a introdução de investimentos em marketing através das mídias digitais,
  • pesquisas com clientes, e
  • e-business se utilizando de dados para realizar publicidades, intensificando o relacionamento entre usuários, clientes, organizações e colaboradores.

Com isso, o teletrabalho se torna uma das principais estratégias para continuação das atividades corporativas.

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Imagem extraída de SIMEON

Em termos estratégicos, o trabalho remoto tem a capacidade de mitigar as despesas acerca de estrutura ou manutenção. Também aumenta a qualidade de vida dos colaboradores e a flexibilidade de atendimento das demandas por parte do colaborador, e elimina o tempo de transporte do funcionário. Não é à toa que diversas empresas que adotaram tal modelo durante a Pandemia já estão entregando seus espaços físicos, ou adotando o modelo de trabalho híbrido, onde o funcionário tem dias certos na semana para estar pessoalmente no trabalho.

Apesar dos desafios de implementação, dificuldade de adaptação, perda de vínculo com a organização, dificuldade de comunicação, incerteza das avaliações e dificuldade de reconhecimentos, esse modelo tem se mostrado como o futuro do trabalho, como já disse Domenico De Masi no ano 2000 em seu livro “O ócio criativo“.

O caminho a seguir

Em resumo, a mensagem deste artigo é que não existe uma estratégia padrão a ser seguida em tempos incertos, onde há pouca informação para a tomada de decisão. Em contrapartida, existe a possibilidade de análise mensal de cenário, vivendo dia após dia – se for necessário. Além disso, encontrar o dinamismo e rapidez necessários para realizar as inovações e mudanças que se tornam primordiais para a sustentabilidade dos negócios, com o menor custo possível, o que denota a necessidade de uma busca à flexibilidade dos custos de seus processos produtivos.

De fato, é preciso se reinventar para permanecer num mercado bem mais consciente de sua responsabilidade social. Utilizar de muita empatia e tato para alcançar os clientes e para manter sua força de trabalho sadia, com o mínimo de prejuízo possível.

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Imagem extraída de Blog Solides – Sólides

Se eu pudesse resumir a tendência de estratégia e planejamento para o Novo Normal, seria:

  • redução de estruturas,
  • flexibilização de processos,
  • adaptabilidade na adversidade,
  • busca pela inovação, e
  • elevado nível de empatia com as pessoas (clientes, colaboradores e parceiros em geral).

Veja Também: 4 estratégias para aumentar a produtividade no trabalho

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Ana Claudia Santos

Engenheira de Produção, MBA em Engenharia Econômica e Financeira pela UERJ e amante de música, leitura e lógica nebulosa nas poucas horas vagas. @anacseng07