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Pavilhão desmontável é construído com garrafas PET

por Lucie Ferreira | 29/06/2016
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Projeto do EcoARK, do arquiteto Arthur Huang, da Miniwiz – Sustainable Energy Development


Já imaginou um edifício feito de garrafas PET? O EcoARK, em Taipei, capital de Taiwan, foi construído com 1,5 milhão de tijolos fabricados com garrafas PET recicladas. Com esse conceito, o projeto conseguiu alcançar o nível mais alto da certificação LEED, o Platinum.
Outra vantagem sustentável, que o ajudou a conquistar o LEED Platinum, é que seu sistema de resfriamento aproveita a água da chuva. Além disso, painéis fotovoltaicos abasteciam a iluminação LED nas fachadas.
Assinado pelo arquiteto Arthur Huang, da empresa Miniwiz – Sustainable Energy Development, o pavilhão foi construído para receber a Flora Expo, em 2010. Com 28 metros de altura e área total de 2.186 m², a estrutura é completamente desmontável, possibilitando recriá-la em outro lugar.
O projeto do pavilhão continha anfiteatro, museu e salão de exposições, distribuídos por três pavimentos, equivalendo a nove andares. Com o final do evento abrigado pelo EcoARK, ele foi desmontado. Cada parte de sua estrutura foi doada a escolas taiwanesas, sendo aplicada em projetos criativos pelas comunidades locais
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Células de pollibricks, que formam a estrutura do EcoARK

+ Tijolos de garrafas PET

Batizados de pollibricks, os tijolos de garrafas PET são moldados de modo a permitir o encaixe perfeito das células (brick-cells). Os pollibricks são modulados em forma de colmeia, presos por uma malha metálica e uma peça de acrílico. Uma substância não inflamável reveste a estrutura, protegendo-a de incêndios e tempestades.
As estruturas podem ser reaproveitadas e dar origem a pontos de ônibus, estufas, galerias e até mesmo galpões de armazenagem. Para a realização da Flora Expo, o arquiteto optou por deixar as garrafas PET vazias, pois ele acredita que por serem preenchidas de ar, o isolamento térmico é mais efetivo, uma vez que permite a passagem de luminosidade natural, diminuindo o uso de iluminação artificial.
Fontes: eCycle e Taipei Times.

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