Durante o 3DEXPERIENCE World 2026, a Dassault Systèmes anunciou uma mudança que pode transformar o aprendizado de engenharia: uma versão gratuita do SOLIDWORKS destinada aos estudantes. Para entender melhor o impacto dessa iniciativa, o Engenharia 360 conversou com Suchit Jain, Vice-Presidente de Estratégia e Desenvolvimento de Negócios da SOLIDWORKS.

Solidworks para estudante
Imagem divulgação

Na entrevista a seguir, ele explica como funcionará o novo programa, quem poderá acessar a ferramenta e por que a empresa decidiu liberar gratuitamente um dos softwares de engenharia mais utilizados no mundo.

O que muda em 2026 com o anúncio da Dassault Systèmes

O acesso a softwares profissionais sempre foi uma das maiores barreiras para estudantes que desejam aprender engenharia, design de produtos ou modelagem 3D. Muitas vezes, as ferramentas utilizadas pelas empresas têm custos elevados, o que limita o contato dos alunos com tecnologias essenciais antes da entrada no mercado de trabalho.

Segundo Suchit Jain, a novidade marca um passo importante na estratégia da empresa de aproximar a indústria da educação e incentivar o aprendizado prático desde cedo.

Solidworks para estudante
Imagem reproduzida de The SOLIDWORKS Blog

Suchit Jain: “Em 2026, a Dassault Systèmes está lançando um novo produto gratuito para estudantes chamado ‘SOLIDWORKS Design Standard for Students’. Ele foi criado para facilitar o aprendizado inicial de ferramentas CAD profissionais pelos estudantes. O programa oferece acesso ao SOLIDWORKS para alunos que desejam explorar o design, construir projetos e desenvolver habilidades utilizadas na indústria.

O lançamento (oficial) ocorreu em 19 de janeiro de 2026, com uma introdução inicial em seis países, incluindo Índia, Paquistão e Bangladesh. O programa será expandido globalmente em 1º de julho de 2026.”

A saber, essa fase inicial funciona como um projeto piloto. A partir de julho de 2026, estudantes de diversos países poderão acessar o software sem custo, ampliando significativamente o alcance da ferramenta.

Como estudantes poderão acessar o SOLIDWORKS gratuito

Um dos pontos que mais geram dúvidas é como será feito o acesso ao programa e se as instituições de ensino precisam participar diretamente.

Suchit Jain: Os estudantes poderão acessar gratuitamente o SOLIDWORKS Design Standard for Students por meio de um processo de registro simples, assim que o programa estiver disponível em sua região. O lançamento inicial no início de 2026 concentra-se em países selecionados como um projeto piloto, seguido pela disponibilidade global a partir de 1º de julho de 2026.

Este programa é destinado principalmente a estudantes individuais que desejam começar a aprender o SOLIDWORKS fora de programas institucionais formais, enquanto as universidades e escolas podem continuar acessando o SOLIDWORKS por meio dos programas de licenciamento acadêmico já existentes.”

Ou seja, a novidade não substitui os programas acadêmicos tradicionais da plataforma, mas amplia o acesso para estudantes que desejam aprender por conta própria.

Isso significa que um aluno interessado em modelagem 3D, por exemplo, poderá começar a estudar a ferramenta mesmo que sua universidade ainda não ofereça disciplinas específicas utilizando o software.

Solidworks para estudante
Imagem reproduzida de SolidWorks

A versão gratuita terá limitações?

Uma preocupação comum entre estudantes é se versões gratuitas de softwares profissionais possuem recursos reduzidos ou limitados.

Suchit Jain: O produto gratuito para estudantes é exatamente o mesmo que o SOLIDWORKS Design Standard — sem nenhuma limitação funcional. Ele permite que os alunos pratiquem design, criem modelos e construam projetos usando o ambiente do SOLIDWORKS. A única diferença é uma marca d’água visual em desenhos exportados/impressos e um pequeno ícone no Feature Manager (Gerenciador de Recursos) caso o arquivo seja aberto em uma versão comercial.

Os estudantes que precisarem de recursos avançados adicionais podem continuar adquirindo o SOLIDWORKS Design Premium for Students, que continua disponível online com preços para estudantes e inclui funcionalidades mais amplas para cursos e projetos mais avançados, incluindo CAM, Simulação (Estrutura, Fluxo, Plásticos), Visualize, Composer e muito mais.”

Na prática, isso significa que os alunos terão acesso ao mesmo ambiente utilizado por profissionais da indústria, o que facilita a transição entre aprendizado acadêmico e aplicação no mercado.

Aprender do zero: haverá suporte para iniciantes?

Outra questão essencial é o acesso a materiais de aprendizagem. Para quem nunca utilizou um software CAD, começar pode parecer complexo.

Suchit Jain: “Sim. Os estudantes terão acesso a uma ampla gama de recursos de aprendizado, incluindo tutoriais, materiais de treinamento, suporte da comunidade e o programa de certificação do SOLIDWORKS. Esses recursos ajudam os iniciantes a progredir desde habilidades básicas de modelagem até competências de nível profissional reconhecidas por empregadores em todo o mundo.”

Além disso, vale destacar que plataformas como o MySolidWorks for Students disponibilizam cursos em vídeo, exercícios práticos e preparação para certificações reconhecidas internacionalmente, como o CSWA (Certified SOLIDWORKS Associate).

Essas certificações se tornaram um diferencial importante no currículo de estudantes que buscam oportunidades de estágio ou primeiros empregos na área de engenharia.

Por que a Dassault decidiu liberar o software gratuitamente

Para muitas pessoas, a decisão de liberar gratuitamente uma ferramenta amplamente utilizada na indústria pode parecer surpreendente. Porém, segundo Jain, a iniciativa faz parte de uma estratégia de longo prazo.

Suchit Jain: “A estratégia é centrada no engajamento precoce com a próxima geração de engenheiros e designers. Queremos remover as barreiras para os estudantes que têm curiosidade sobre engenharia e design de produtos, permitindo que comecem a aprender a usar ferramentas profissionais mais cedo.

Ao tornar o SOLIDWORKS mais acessível, ajudamos os alunos a desenvolver habilidades que se alinham com os fluxos de trabalho reais da indústria, fortalecendo a conexão entre a educação e as necessidades dos empregadores.”

Essa aproximação entre academia e indústria é vista como um dos principais desafios da formação técnica atual. Muitas empresas relatam dificuldades para encontrar profissionais já familiarizados com ferramentas digitais utilizadas nos processos de desenvolvimento de produtos.

Solidworks para estudante
Imagem reproduzida de The SOLIDWORKS Blog

O impacto esperado para a engenharia global

Ao democratizar o acesso ao software, a Dassault Systèmes espera fortalecer todo o ecossistema de inovação.

Suchit Jain: “Esperamos que essa iniciativa expanda o acesso a ferramentas de design de engenharia globalmente e acelere o desenvolvimento de talentos qualificados. Quando os alunos aprendem com as mesmas ferramentas usadas na indústria, eles se tornam produtivos mais rapidamente ao ingressar no mercado de trabalho.

Em última análise, isso fortalece todo o ecossistema — os alunos ganham habilidades valiosas, as empresas obtêm acesso a talentos mais bem preparados e a inovação acelera à medida que mais pessoas conseguem participar do desenvolvimento de engenharia e produtos.”

Esse tipo de movimento também pode estimular projetos estudantis mais ambiciosos, startups universitárias e iniciativas de inovação tecnológica dentro das próprias universidades.

Um novo cenário para estudantes de engenharia

Historicamente, dominar ferramentas de CAD sempre exigiu acesso institucional ou investimentos significativos em licenças educacionais. A nova estratégia da Dassault Systèmes rompe esse modelo ao permitir que qualquer estudante interessado comece a explorar o universo do design de engenharia.

Combinada a programas como FutureForce e SKILLFORCE, a iniciativa busca criar uma ponte direta entre formação acadêmica e experiência profissional. Nesse cenário, aprender a projetar em 3D deixa de ser apenas uma disciplina universitária e passa a ser uma habilidade estratégica para quem deseja atuar em setores como manufatura, automotivo, aeroespacial, robótica ou desenvolvimento de produtos.

No fim das contas, a mensagem é clara: a barreira financeira para aprender uma das ferramentas mais usadas da engenharia mundial está caindo. Agora, mais do que nunca, o que definirá o futuro de muitos estudantes será a curiosidade, a criatividade e a disposição para transformar ideias em projetos reais.

Veja Também: SOLIDWORKS grátis para estudantes deve revolucionar a carreira acadêmica de engenharia


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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Com o objetivo de fortalecer trajetórias acadêmicas e impulsionar projetos com impacto social, o Museu do Amanhã abriu inscrições para a oitava edição do programa Mulheres na Ciência e Inovação. A iniciativa oferece 80 vagas gratuitas para pesquisadoras que estejam cursando graduação ou pós-graduação nas áreas STEM. A participação é totalmente online, permitindo que estudantes de qualquer região brasileira participem da formação. O Engenharia 360 compartilha mais detalhes no artigo a seguir.

Programa Mulheres na Ciência - Museu do Amanhã
Imagem reprodução Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_do_Amanh%C3%A3#/media/
Ficheiro:LogoMuseuDoAmanh%C3%A3.png

Sobre a proposta do programa Mulheres na Ciência e Inovação

A proposta do programa Mulheres na Ciência e Inovação é ajudar pesquisadoras a transformar suas ideias em iniciativas concretas, capazes de gerar benefícios ambientais, sociais ou tecnológicos.

Durante o ciclo de encontros, as participantes terão acesso a palestras, oficinas e debates conduzidos por especialistas e profissionais com experiência em ciência, tecnologia e inovação.

Entre os temas abordados estão:

  • liderança feminina na ciência
  • desenvolvimento de autoconfiança profissional
  • letramento de gênero no ambiente acadêmico
  • estratégias de captação de recursos para pesquisa
  • empreendedorismo científico
  • desenvolvimento de projetos com impacto social

A saber, essa iniciativa conta com patrocínio da Shell e correalização do British Council, instituições que apoiam projetos voltados ao desenvolvimento científico e educacional.

Programa Mulheres na Ciência - Museu do Amanhã
Imagem de Tomaz Silva/Agência Brasil, reprodução Agência Brasil via Wikipédia – Tomaz Silva/Agência Brasil

Benefícios para a trajetória acadêmica

Segundo relatos de pesquisadoras que participaram de edições anteriores, o ambiente de troca e colaboração ajuda a ampliar a visão sobre o papel da ciência na sociedade. Ao desenvolver habilidades de comunicação, liderança e gestão de projetos, as participantes passam a enxergar novas possibilidades para suas pesquisas, incluindo empreendedorismo científico, impacto social e políticas públicas.

Projetos inspiradores que nasceram no programa

As edições anteriores do programa oferecido pelo Museu do Amanhã já ajudaram a impulsionar iniciativas inovadoras desenvolvidas por mulheres brasileiras.

Absorventes menstruais biodegradáveis

A engenheira química Adriele Menezes desenvolveu um projeto voltado à produção de absorventes menstruais biodegradáveis por meio da iniciativa chamada EcoCiclo. A proposta combina princípios da química verde e da sustentabilidade, buscando reduzir o impacto ambiental causado por resíduos plásticos presentes em produtos de higiene menstrual.

Os absorventes desenvolvidos pela iniciativa são formulados para garantir conforto e eficiência, mas com a vantagem de se decompor rapidamente no ambiente. Além disso, o projeto também atua na educação menstrual e capacitação de mulheres em situação de vulnerabilidade social.

Aplicativo para ensino da língua indígena

Outro trabalho que merece ser destacado em nosso artigo é o da doutoranda em Ciência Política Suellen Tobler, que criou o Nheengatu App, considerado o primeiro aplicativo brasileiro dedicado ao ensino da língua indígena nheengatu. A plataforma digital busca preservar esse patrimônio cultural ao permitir que estudantes e professores aprendam o idioma por meio de tecnologia.

Atualmente, o aplicativo já possui mais de seis mil usuários e vem sendo utilizado em escolas indígenas e em programas de formação de professores na região do Baixo Tapajós.

Quem pode participar da iniciativa do Museu do Amanhã

O programa é destinado a mulheres que desejam fortalecer sua atuação nas áreas STEM e ampliar o alcance de suas pesquisas.

Programa Mulheres na Ciência - Museu do Amanhã
Imagem de Marcelo Martins Teixeira reprodução via Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Museu_do_Amanh%C3%A3_2016.jpg

Para se inscrever, é necessário atender a alguns requisitos básicos:

  • ser mulher cis ou trans
  • ter pelo menos 18 anos de idade
  • residir no Brasil
  • estar matriculada em graduação ou pós-graduação em áreas STEM

Serão selecionadas pesquisadoras, distribuídas proporcionalmente pelas cinco regiões brasileiras. E metade das vagas será destinada a mulheres pretas e pardas, ampliando a representatividade no ambiente científico.

O processo de seleção será realizado por meio da análise de uma carta de apresentação e intenção, na qual as candidatas devem explicar suas motivações e apresentar o projeto ou pesquisa que pretendem desenvolver ou aprimorar durante o programa.

Formação online

Todos os encontros serão realizados de forma online. As atividades ocorrerão aos sábados, entre 18 de abril e 23 de maio de 2026, facilitando a participação de estudantes que conciliam estudos, trabalho e pesquisa.

Ao final da formação, as participantes que alcançarem pelo menos 75% de presença receberão certificado de conclusão.

Etapas para a incrição

As pesquisadoras interessadas devem ficar atentas ao calendário do processo seletivo.

As inscrições estão abertas até o dia 2 de abril, às 23h59, por meio de formulário online.

O cronograma da seleção segue as seguintes etapas:

  • processo de seleção: 2 a 10 de abril
  • divulgação do resultado: 14 de abril
  • confirmação de participação: 14 a 17 de abril
  • encontros online: 18 de abril a 23 de maio

Veja Também: AEB abre cursos gratuitos online sobre espaço, satélites e programação


Fontes: Ciclo Vivo.

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Engenharia 360

Redação 360

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Enquanto o mundo acelera a corrida tecnológica e espacial, uma iniciativa brasileira promete ampliar o acesso ao conhecimento em uma das áreas mais estratégicas da ciência moderna. A Agência Espacial Brasileira (AEB) abriu inscrições para 32 cursos gratuitos e online voltados a temas essenciais como satélites, foguetes, programação, sensoriamento remoto, meteorologia, geopolítica espacial e engenharia aeroespacial.

cursos Agência Espacial Brasileira
Imagem divulgação via Wikipédia

Os cursos fazem parte da plataforma educacional AEB Escola Virtual e são oferecidos pela agência vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A proposta é simples: democratizar o acesso à formação científica e estimular o surgimento de novos profissionais capazes de fortalecer o setor.

As inscrições permanecem abertas até o dia 1º de maio de 2026, e os participantes terão cerca de dois meses para concluir as aulas e obter o certificado. Mais detalhes no artigo a seguir, do Engenharia 360!

Os temas abordados em cursos oferecidos pela AEB

Os cursos oferecidos pela AEB foram organizados em quatro grandes segmentos de conhecimento, abrangendo desde fundamentos científicos até aplicações estratégicas do setor espacial.

Entre os temas abordados estão programação, eletrônica, meteorologia, física de foguetes, desenvolvimento de satélites, geopolítica espacial e até metodologias educacionais para ensino de ciência.

Entre as formações oferecidas estão:

  • Professor Globe Observer
  • Cientista Globe

Esses cursos integram o programa internacional Globe, que permite a estudantes, professores e voluntários colaborar com pesquisadores de diferentes países. A partir de protocolos científicos, participantes podem registrar informações sobre atmosfera, solo, água e vegetação. Esses dados são utilizados em pesquisas ambientais globais e contribuem para compreender fenômenos como mudanças climáticas, qualidade do ar e transformações nos ecossistemas.

Para a engenharia e a ciência ambiental, essa colaboração amplia significativamente o volume de dados disponíveis para análise científica.

cursos Agência Espacial Brasileira
Imagem divulgação Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Programação, eletrônica e ciência da Terra

Outro conjunto importante de cursos está no segmento Ciências Exatas e da Terra, que reúne formações voltadas ao desenvolvimento de competências técnicas fundamentais para diversas áreas tecnológicas.

Entre os cursos oferecidos estão:

  • Programação de Algoritmos em Python
  • Linguagens de Programação
  • Minicurso de Arduino
  • Minicurso de Fibra Óptica e Geoplano
  • Minicurso de Células Solares e Circuito Elétrico
  • Introdução à Meteorologia
  • Introdução à Oceanografia Física

Na prática, essas habilidades são essenciais para diversas aplicações modernas, como monitoramento ambiental, análise de dados científicos e desenvolvimento de sistemas tecnológicos utilizados em satélites e sensores espaciais. Além disso, o aprendizado em programação e automação eletrônica abre portas para áreas emergentes da engenharia e da ciência de dados.

Astronomia, foguetes e satélites

Para quem sonha em trabalhar diretamente com tecnologias espaciais, o segmento de Ciências Aeroespaciais oferece algumas das formações mais interessantes da iniciativa.

Entre os principais cursos estão:

  • Curso de Astronomia
  • Mistérios do Universo
  • Sensoriamento Remoto
  • Engenharia de Produto no Setor Aeroespacial
  • Introdução aos Nanossatélites
  • Introdução à Propulsão Espacial I e II
  • Satélites
  • Experimentação para lançamento de foguetes
  • Introdução à Física de Foguetes

Essas capacitações apresentam conceitos como maturidade tecnológica, desenvolvimento de sistemas espaciais, física orbital, propulsão e planejamento de missões.

Direito, geopolítica e estratégia

Embora a engenharia seja o núcleo da exploração espacial, a dimensão política e estratégica do setor também é crucial. Por isso, a AEB incluiu um conjunto de cursos voltados às Ciências Humanas e Sociais aplicadas ao espaço.

Entre as formações disponíveis estão:

  • História do Setor Espacial
  • Geopolítica Aeroespacial
  • Direito Espacial
  • Gestão de Projetos Aeroespaciais
  • Segurança e Defesa do Espaço Exterior
  • Trajetória Orçamentária do Setor Espacial

Esses cursos ajudam a compreender como política, legislação e economia influenciam o desenvolvimento das atividades espaciais.

Uma oportunidade para quem quer entrar na nova corrida espacial

Toda essa iniciativa de ofertas de cursos faz parte do Programa AEB Escola, criado em 2004 com o objetivo de divulgar o Programa Espacial Brasileiro em instituições de ensino básico, técnico e superior. A proposta é despertar o interesse de estudantes pela ciência e pela tecnologia espacial, criando uma base educacional que possa sustentar o crescimento do setor no país.

Aliás, a Agência Espacial Brasileira, criada em 1994, é responsável por formular e coordenar a política espacial nacional e integra o Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais.

cursos Agência Espacial Brasileira
Imagem reprodução TV Brasil Gov via Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Ag%C3%AAncia_Espacial_Brasileira#/
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Nos últimos anos, o setor espacial deixou de ser exclusivo de grandes potências e passou a integrar uma nova economia baseada em satélites, observação da Terra, telecomunicações e exploração científica. Nesse contexto, os cursos gratuitos da AEB representam uma porta de entrada para estudantes e profissionais interessados em compreender — e participar — dessa transformação tecnológica.

Veja Também: Visite o NASA Johnson Space Center sem sair de casa


Fontes: Gov.br.

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Escolher dentre os melhores Cursos de Graduação não é só decidir “o que vou estudar”. É decidir como você quer viver. Onde quer trabalhar. Quanto quer ganhar. E qual impacto quer causar no mundo.

Se você sonha em ser engenheiro, a boa notícia é que 2026 está cheio de oportunidades. A má notícia? A concorrência também está forte. Por isso, escolher o curso certo faz toda a diferença.

Com base nas tendências de mercado, empregabilidade e nos dados recentes do Ministério da Educação (MEC) e do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Engenharia 360 reuniu as graduações mais promissoras para quem quer entrar em 2026 no universo da engenharia e áreas estratégicas ligadas à tecnologia e inovação. Descubra o quais cursos realmente valem a pena!

1. Engenharia Civil

Se existe uma engenharia clássica que nunca sai de moda, é a Engenharia Civil. Segundo dados do MEC, o curso está entre os que mais oferecem vagas no Sisu 2026, ocupando posição de destaque no ranking nacional. Só para ter ideia, são milhares de oportunidades distribuídas pelo país.

Por que tanta demanda? Porque o Brasil precisa de infraestrutura. Estradas, pontes, prédios, saneamento, habitação. E quem resolve isso? O engenheiro civil.

Além disso:

  • Alta empregabilidade.
  • Possibilidade de empreender.
  • Atuação em obras públicas e privadas.
  • Mercado constante, mesmo em tempos de crise.
Os Melhores Cursos de Graduação no Brasil em 2026
Imagem de Glenov Brankovic em Unsplash

2. Engenharia da Computação e Inteligência Artificial

Agora vamos falar da queridinha da nova geração. A Engenharia da Computação está no topo das graduações mais estratégicas para 2026. O curso forma profissionais capazes de integrar hardware e software, criar sistemas inteligentes e trabalhar com automação e inteligência artificial.

Em um mundo onde tudo está ficando digital, quem entende de tecnologia não fica parado.

Diferenciais da área:

  • Foco em Machine Learning e automação.
  • Alta valorização salarial.
  • Mercado aquecido em startups e grandes empresas.
  • Forte ligação com Inteligência Artificial.
Os Melhores Cursos de Graduação no Brasil em 2026
Imagem de Daniil Komov em Unsplash

3. Engenharia de Cibersegurança

Com o aumento de ataques virtuais, empresas e indústrias estão desesperadas por profissionais que saibam proteger dados e sistemas. A saber, a Confederação Nacional da Indústria já apontou a segurança da informação como prioridade estratégica. Isso coloca a Cibersegurança como uma das áreas mais promissoras.

No curso, você aprende:

  • Criptografia.
  • Hacking ético.
  • Segurança em nuvem.
  • Proteção de infraestruturas críticas.
Os Melhores Cursos de Graduação no Brasil em 2026
Imagem de Sammyayot254 em Unsplash

4. Engenharia Ambiental e Gestão Ambiental

Sustentabilidade deixou de ser discurso e virou exigência. O Brasil, por exemplo, tem enorme potencial em energia solar, eólica e biocombustíveis. E empresas precisam se adaptar às regras ambientais e aos critérios ESG. Cursos ligados à Engenharia Ambiental e Gestão Ambiental ganham destaque porque unem tecnologia, responsabilidade social e mercado em expansão.

Você pode atuar:

  • Em projetos de energia renovável.
  • Na gestão de recursos naturais.
  • Em consultorias ambientais.
  • Em órgãos públicos e ONGs.
Os Melhores Cursos de Graduação no Brasil em 2026
Imagem de Erik Morales em Unsplash

5. Engenharia de Produção

A Engenharia de Produção é uma das mais versáteis. Ela conecta engenharia com gestão. O profissional aprende a otimizar processos, reduzir custos, aumentar produtividade e organizar sistemas industriais.

Em um cenário onde eficiência é tudo, quem sabe melhorar processos vira peça-chave nas empresas.

É ideal para quem:

  • Gosta de estratégia.
  • Quer trabalhar com gestão e indústria.
  • Busca versatilidade no mercado.
Os Melhores Cursos de Graduação no Brasil em 2026
Imagem de TECNIC Bioprocess Solutions em Unsplash

Por que fazer Engenharia hoje? (Além da grana, claro)

Engenharia ainda vale a pena?

Se você busca:

  • Estabilidade
  • Salários atrativos
  • Mercado em expansão
  • Impacto real na sociedade

A resposta é simples: sim, vale muito a pena.

Um aluno ingressando na Faculdade de Engenharia em 2026 deve aprender a resolver problemas. Isso permite que você trabalhe no mercado financeiro, em startups de tecnologia, na indústria tradicional ou até abra seu próprio negócio.

Aliás, vale destacar que, durante o curso, você não aprende só fórmula. Você desenvolve pensamento crítico, autonomia e capacidade de lidar com dados — competências que nenhuma IA vai substituir totalmente tão cedo.

Seja criando um sistema de telemedicina na Engenharia de Software ou otimizando a produtividade no campo com Agrotech (Ciências Agrárias), você vê o resultado do seu trabalho no mundo real.

Como escolher a Engenharia certa?

Escolher a engenharia certa exige estratégia. Antes de decidir, pense em três pontos: você realmente se imagina estudando essa área por cerca de cinco anos? O mercado tem demanda crescente para essa profissão? E seu perfil combina mais com tecnologia, campo, obras ou gestão?

Também é importante entender os formatos de graduação. O bacharelado é o modelo tradicional das engenharias, com duração média de cinco anos. O tecnólogo é mais curto e prático, ideal para quem quer entrar rápido no mercado. Já a licenciatura é voltada para formação de professores.

Para facilitar a escolha, vale fazer um teste vocacional, como os oferecidos pelo Educa Mais Brasil. E, se a ideia for agilidade, cursos como Análise e Desenvolvimento de Sistemas podem ser um caminho mais direto para o mercado de tecnologia.

Veja Também:

Os 5 melhores cursos de Engenharia Química do Brasil em 2025

Quer entrar para a Engenharia Civil? Descubra as TOP 10 faculdades nota 5 no MEC


Fontes: Folha de Vilhena, Quero Bolsa, Exame, Educa Mais Brasil.

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

O povo brasileiro está entre os mais insatisfeitos do mundo quando o assunto é aprovação política. Agora, imagine como nosso país se comportaria se uma inteligência artificial assumisse o poder? Parece até roteiro de ficção científica, mas saiba que essa ideia pode se tornar real. Por exemplo, na vizinha Colômbia, uma candidata criada por inteligência artificial, a Gaitana IA, está disputando as eleições legislativas e promete, se eleita, mudar profundamente a forma como as decisões políticas são tomadas no país.

Esse exemplo nos serve de estudo de caso de Engenharia de Software e Engenharia de Sistemas, mas também nos faz refletir sobre o papel das plataformas digitais e da governança coletiva sobre o nosso destino. A Colômbia pode estar sendo usada como experimento global? Qual será o futuro da democracia? Podemos estar diante de uma transformação sem precedentes na ordem mundial.

Gaitana IA
Imagem divulgação via CNN Brasil

Conhecendo a candidata Gaitana IA

O lançamento da Gaitana IA parecia, num primeiro momento, uma jogada de marketing para as redes sociais. Porém, com o tempo, as pessoas perceberam que era um projeto bem mais complexo de engenharia social — a interface de um experimento de democracia processado por inteligência artificial.

No discurso, prega-se a ideia de substituir líderes egocêntricos por sistemas de consenso digital. E é até difícil nós, do Engenharia 360, explicarmos isso em artigo sem levantar o questionamento: quem ficaria responsável por regular essa IA?

É claro que ter uma IA no comando político assustaria muita gente. Talvez por isso os criadores desta tecnologia, o engenheiro mecatrônico Carlos Redondo e seus colaboradores acadêmicos, tenham criado um avatar com tanta personalidade para representá-la.

Gaitana é mulher e indígena, mas com pele azul e características robóticas. Até onde se sabe, os representantes legais da candidatura é que ficariam responsáveis por executar decisões tomadas pelo sistema digital que sustenta a plataforma. Ou seja, caso a Gaitana IA seja eleita, quem ocupará fisicamente o cargo serão seres humanos.

Gaitana IA
Imagem reprodução via G1

Como funcionaria o mandato híbrido no Congresso

Em 2025, o primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama, chocou o país ao nomear Diella, uma inteligência artificial, como responsável pelas Compras Públicas. A tecnologia foi desenvolvida com base em um modelo da Microsoft e treinada em mais de 100 mil páginas de leis. O caso gerou grande repercussão.

Agora surge a Gaitana. Legalmente, nenhuma dessas IAs pode assumir sozinha suas atividades legais. Mas no caso da Colômbia, a proposta é que a inteligência seja operada por uma plataforma comunitária. Eleitores e usuários registrados (cerca de 10 mil) seriam responsáveis por enviar sugestões e demandas via chatbot. Depois, o sistema digital processaria os dados, traduzindo-os de uma linguagem popular para a geração de uma redação técnica. Por fim, o projeto só seria levado para a validação se a maioria da comunidade aprovasse através da web.

Carlos Redondo e Alba Rincón seriam os representantes legais da Gaitana, dando “corpo” às decisões da IA no plenário.

A engenharia por trás da proposta

A história do lançamento da Gaitana IA deve impactar o mundo das engenharias, já que sua base é essencialmente tecnológica, combinando diferentes áreas da computação. A plataforma utiliza modelos de linguagem avançados. Ela permite interações em linguagem natural (NLP), transforma ideias em textos estruturados e realiza traduções de termos técnicos da legislação. Vale notar que esse é um tipo de sistema já testado para análises jurídicas automatizadas e revisões de contratos.

Blockchain na segurança dos votos

Como se pode imaginar, a vulnerabilidade a ataques cibernéticos e a proteção de dados pessoais são os pontos críticos dessa infraestrutura.

Para evitar que as decisões tomadas pela Gaitana IA possam ser manipuladas, os desenvolvedores da plataforma implementaram a tecnologia blockchain — conhecida por registrar dados em blocos criptografados e imutáveis. Cada votação realizada pela comunidade seria registrada em sistema especial, capaz de criar um histórico público, transparente e inalterável, como um “livro-razão”.

Os riscos de parlamentares de IA no mundo

Talvez a luta mais difícil que enfrentamos no mundo hoje é pela democracia. Gaitana IA parece estar ligada a um conceito que os especialistas chamam de ‘democracia digital’ ou ‘democracia participativa em redes’. Mas será que somos verdadeiramente civilizados para ter cidadãos participando honestamente da elaboração de leis, com as IAs funcionando como “interface” entre a população e o sistema legislativo? Ou será que ficaremos eternamente amarrados a práticas tradicionais de governança?

O ideal de inovação é, sem dúvida, muito atraente. No entanto, também não podemos ignorar os diversos riscos técnicos, sociais e éticos aos quais estamos expostos.

  • Alucinações da IA: respostas plausíveis, porém incorretas.
  • Vieses algorítmicos: reprodução de preconceitos presentes nos dados.
  • Distorções na interpretação: tradução enviesada de propostas políticas.
  • Segurança digital: risco de ataques cibernéticos e manipulação.
  • Limitações éticas: decisões políticas exigem julgamento humano.

Independentemente do resultado eleitoral, a candidatura de Gaitana IA já pode ter mudado a política global. Ela está ajudando a provar que tecnologias digitais podem ser usadas para tentar resolver problemas de democracia ou… ajudar a derrubar democracias, soberanias de países e proteção do meio ambiente se caírem em mãos erradas. Não há garantias de que um modelo desses funcionará ou não, muito menos se haverá aceitação popular.

No Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem endurecido as regras contra o uso de robôs e desinformação nas eleições. A Resolução 23.610/2019 já proíbe o uso de bots para intermediar contato com eleitores de forma automatizada, o que praticamente inviabiliza uma “Gaitana brasileira” nas eleições de 2026. Entretanto, a Colômbia está ajudando a abrir um precedente para que tenhamos na América Latina um Governo como Plataforma (GaaP).

Veja Também: Como o Claude foi usado pelos EUA no ataque ao Irã


Fontes: G1, CNN, Mídia Max, Infomoney.

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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

O desperdício de alimentos é um dos maiores desafios atuais, principalmente nos países desenvolvidos, onde até 40% do que é comprado acaba indo para o lixo. E no Brasil, como em outros lugares, jogar comida fora ainda é uma triste realidade, especialmente de alimentos que estragam rápido, como o pão. Mas a boa notícia é que uma tecnologia inovadora pode mudar isso completamente.

Uma empresa americana chamada MicroZap desenvolveu uma técnica capaz de manter o pão livre de mofo por até 60 dias, algo que parece inacreditável quando sabemos que, normalmente, ele dura cerca de dez dias antes de perder a qualidade. Essa novidade promete beneficiar não só padarias, mas também toda a cadeia do setor alimentício e o consumidor final, com um forte impacto para o meio ambiente.

Como a tecnologia funciona para manter o pão fresco?

Tecnologia do pão que dura 60 dias promete reduzir o desperdício de alimentos
Imagem meramente ilustrativa gerada em IA de Google Gemini

A técnica consiste em submeter o pão a uma bateria de micro-ondas especiais, dentro de um aparelho metálico que funciona diferente do micro-ondas comum que temos em casa. Segundo Don Stull, CEO da MicroZap, essa máquina emite micro-ondas em frequências homogêneas, eliminando os esporos do fungo que causa o mofo, conhecido como Rhizopus stolonifer, em apenas 10 segundos de exposição.

micro-ondas para conservar pão
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Esse processo evita as famosas “partes quentes e frias” que estragam os alimentos quando aquecidos de forma irregular em um aparelho doméstico. Com isso, o pão não perde textura, sabor ou qualidade, e pode ser conservado por até 60 dias, mantendo-se exatamente como quando saiu do forno.

Impacto no combate ao desperdício alimentar

O desperdício de comida é um problema global. Nos Estados Unidos, a família média joga fora cerca de 40% do que compra, um gasto anual estimado em US$ 165 bilhões (R$ 347 bilhões). No Reino Unido, um terço dos pães acaba no lixo. No Brasil, apesar de não haver números oficiais tão detalhados, sabemos que o desperdício é enorme, principalmente em alimentos perecíveis.

Aplicando essa tecnologia, a quantidade de pão descartada por mofar pode ser drasticamente reduzida, trazendo benefícios econômicos para consumidores, padarias, supermercados e toda a cadeia produtiva. Com a possibilidade de conservar pães por até dois meses, o produto pode ficar mais acessível, diminuir a pressão para produção acelerada e reduzir perdas nas vendas.

A versatilidade da técnica além do pão

Outra vantagem importante dessa técnica é sua aplicabilidade em diversos alimentos. Frutas, vegetais e até carnes de aves podem passar pelo processo, aumentando ainda mais as chances de evitar perdas por mofo e bactérias como a salmonela. Isso abre um horizonte de redução de desperdício para todo o setor alimentício.

Imagine frutas e vegetais que resistem mais tempo sem estragar na geladeira, além de evitar o consumo de conservantes químicos em excesso. Para o consumidor, isso significa alimentos mais naturais e econômicos; para o planeta, menos lixo e menos impactos ambientais.

Efeitos na indústria e futuro do setor alimentício

A expectativa é que a MicroZap e tecnologias similares tragam uma transformação no padrão de conservação dos produtos. Dispensar conservantes químicos, reduzir perdas e oferecer produtos mais frescos e duráveis podem remodelar as práticas das indústrias alimentícias, supermercados e até mesmo o comportamento dos consumidores.

Para o Brasil, país com enorme potencial agrícola e problemas sérios com desperdício, essa inovação é uma oportunidade para melhorar a gestão dos alimentos, aumentar a rentabilidade de pequenos e grandes produtores e contribuir para uma cadeia mais sustentável.

A tecnologia que pode salvar milhares de toneladas de comida

Esta técnica criada nos laboratórios da Texas Tech University, no Texas, promete uma revolução silenciosa, mas poderosa, na conservação e distribuição dos alimentos. Além de evitar perdas econômicas, ela combate um dos grandes problemas globais: o desperdício de comida que impacta o meio ambiente e a economia.

Com o pão se mantendo fresco por até 60 dias, padarias, supermercados e consumidores podem reavaliar a forma como armazenam e consomem alimentos, reduzindo o lixo e promovendo um consumo consciente.

Tecnologia do pão que dura 60 dias promete reduzir o desperdício de alimentos
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Veja Também: Brasileiros criam embalagem inteligente que muda de cor ao detectar peixe estragado


Fontes: Exame, Extra Globo, O Globo.

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Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Durante séculos, nós estudamos as pirâmides ao redor do mundo, tentando sempre entender os enigmas — da arquitetura à política — que elas escondem. Principalmente nos últimos cem anos, exploramos demais as Pirâmides de Gizé, no Egito. O complexo foi erguido há mais de 4 mil anos, supostamente como túmulos monumentais para os faraós Quéops, Quéfren e Miquerinos. E pensávamos que já tínhamos entendido tudo sobre ele. Engano nosso!

Recentemente, os cientistas entenderam que, apesar de já terem medido, escaneado, explorado e debatido exaustivamente essas pirâmides, talvez não tenham chegado até o limite possível de sua investigação. Há mais, muito mais a ser desvendado.

Pirâmides de Gizé
Imagem de Freepik

Por exemplo, novas análises estruturais — só possíveis por conta da revolução tecnológica — revelaram anomalias que podem indicar a existência de cavidades desconhecidas e até mesmo uma possível entrada secreta em uma das Pirâmides de Gizé. É provável que isso mude completamente o que entendemos ser a engenharia convencional do Antigo Império. Continue lendo este artigo do Engenharia 360 para saber mais!

1. Entradas secretas reveladas por anomalias

A Pirâmide de Miquerinos é a menor pirâmide do complexo de Gizé; contudo, é também a mais bem preservada dentre essas arquiteturas. Interessante é que essa obra possui várias anomalias ocultas. Muitas são cavidades de ar (de 1,4 metro por 1,13 metro) localizadas atrás de uma área de blocos na face leste da construção.

Tais vazios estruturais foram identificados por meio de radar de penetração no solo (GPR), ultrassom (UST) e tomografia de resistividade elétrica (ERT). Bem, o que você precisa saber neste momento é que essa teoria das portas ocultas de Miquerinos não é nova e, caso confirmada, quebra um padrão arquitetônico relevante das pirâmides do Antigo Império.

Pirâmides de Gizé
Pirâmide de Miquerinos – Imagem de David Broad em Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Pir%C3%A2mide_de_Miquerinos#/media/
Ficheiro:Pyramid_of_Menkaure_at_Giza_-_panoramio.jpg

A área onde essas anomalias foram detectadas apresenta um revestimento de granito meticulosamente polido. Esse acabamento é semelhante ao encontrado apenas na entrada principal da pirâmide, localizada na face norte. Estamos falando de pedras usadas como se fosse a guarnição das portas da sua casa. Então quer dizer que todos esses vazios também poderiam ser portas da pirâmide. Enfim, nada disso parece ser coincidência.

Estaríamos diante de uma solução arquitetônica experimental? Um projeto modificado durante a construção? Ou uma estratégia simbólica e ritualística ainda não totalmente compreendida?

Pirâmides de Gizé
Vistas isométricas da pirâmide de Miquerinos – Imagem de
R.F.Morgan em Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Pir%C3%A2mide_de_
Miquerinos#/media/Ficheiro:Menkaure_Iso.jpg

2. Um número maior de faces visto do céu

Aqui vai uma pergunta básica de geometria: quantos lados tem uma pirâmide? Bom, se você respondeu que são quatro lados, pode estar levemente equivocado. Isso porque uma das revelações mais surpreendentes da ciência sobre as Pirâmides de Gizé é que a Pirâmide de Quéops não possui apenas quatro lados. Na verdade, ela tem muito mais faces. Isso foi revelado através de fotografias aéreas, drones e escaneamento a laser.

Em resumo, parece que cada um dos quatro lados tradicionais apresenta uma depressão central (imperceptível ao nível do solo) que divide cada lado em duas superfícies distintas. Não se trata de uma falha, mas de uma escolha de projeto de engenharia deliberada. Os pesquisadores explicam que os egípcios descobriram que esse formato de construção distribui melhor as cargas, garantindo mais resistência contra terremotos, ventos extremos e tempestades torrenciais.

Pirâmides de Gizé
Pirâmide de Queóps – Imagem de Douwe C. van der Zee em Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Pir%C3%A2mide_de_Qu%C3%A9ops#/media/Ficheiro:Great_Pyramid_of_Giza_-_Pyramid_of_Khufu.jpg

Vale destacar ainda neste artigo que, em 2023, foi confirmada a existência de uma passagem até então desconhecida também na Grande Pirâmide de Quéops. Assim, se novas passagens continuam sendo encontradas, podemos concluir que o mapeamento dessas estruturas ainda está longe de ser definitivo.

Pirâmides de Gizé
Modelo em 3D do interior da Pirâmide de Quéops – Imagem de R.F.Morgan em Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Pir%C3%A2mide_de_Qu%C3%A9ops#/media/Ficheiro:007_Khufu.jpg

3. Acúmulo de bolhas de plasma equatoriais

Outra grande descoberta dos cientistas com relação às Pirâmides de Gizé são as formações de bolhas de plasma equatoriais (EPBs) diretamente acima de suas superfícies. Essas bolhas se formam em latitudes baixas, próximo ao equador, e se originam no descolamento das áreas de densidade de plasma diferentes na ionosfera. Com a separação de gás superaquecido, essas bolhas acabam flutuando a cerca de mil quilômetros da superfície da Terra — surgindo no pôr do sol e se dissipando ao amanhecer.

Essa descoberta foi possível por conta de tecnologia avançada do radar LARID (Radar Ionosférico de Longo Alcance em Baixa Latitude), geralmente usado para estudos sobre a ionosfera — camada da atmosfera terrestre que se encontra entre 60 e 1.000 km de altitude. No fim, ela levantou ainda mais questionamentos sobre a interação entre a ionosfera e esses monumentos antigos.

Por exemplo, ainda é cedo para afirmar, mas é possível que as pirâmides tenham influência direta sobre a formação das bolhas. Os cientistas devem trabalhar para esclarecer se há mesmo alguma conexão entre esses fenômenos naturais e as antigas construções ou se seria apenas uma coincidência.

TUDO o que você não sabia sobre as Pirâmides de Gizé
Imagem reproduzida de LARID via TecMundo

O que ainda pode estar escondido?

Parece que estamos apenas na ponta do iceberg. Em 2023, o projeto ScanPyramids, que une pesquisadores da Universidade do Cairo e da Universidade Técnica de Munique (TUM), já tinha confirmado a existência de um corredor desconhecido na Grande Pirâmide de Gizé. Agora, usando tomografia de múons de raios cósmicos e termografia infravermelha para mapeamento, foram descobertas cavidades que podem levar a câmaras funerárias ou passagens ainda intocadas.

Isso quer dizer que esse sítio continua riquíssimo para a arqueologia: um laboratório vivo onde a engenharia milenar se encontra com a física de partículas e o processamento de dados moderno. Os segredos que não dominávamos estão sendo decifrados bit a bit, provando que, mesmo após quatro milênios, os engenheiros do faraó ainda têm muito a nos ensinar sobre durabilidade, precisão e mistério.

Talvez o próximo grande segredo das Pirâmides de Gizé já esteja ali — apenas esperando o próximo feixe de radar atravessar as pedras.

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Fontes: DW, IGN, Olhar Digital.

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Simone Tagliani

Graduada nos cursos de Arquitetura & Urbanismo e Letras Português; técnica em Publicidade; pós-graduada em Artes Visuais, Jornalismo Digital, Marketing Digital, Gestão de Projetos, Transformação Digital e Negócios; e proprietária da empresa Visual Ideias.

O mundo presencia neste início de 2026 o começo de uma longa guerra entre Estados Unidos e seus aliados contra o Irã. Mas a dinâmica desse conflito deve ser diferente de tudo que já vimos em combates modernos. Já citamos aqui, no Engenharia 360, sobre como a inteligência artificial contribui para traçar estratégias; também sobre o uso intenso de drones e outras tecnologias furtivas. Agora, o Pentágono anuncia um possível lançamento de bombas gravitacionais de precisão.

O interessante é que, para alguns especialistas, o uso de bombas gravitacionais seria um retrocesso militar dos americanos. Contudo, esse ato pode representar a consolidação do domínio total sobre o Oriente Médio. Conversamos mais sobre o assunto no artigo a seguir. Acompanhe!

O que são bombas gravitacionais de precisão

Bombas gravitacionais — popularmente conhecidas no passado como bombas “burras” — são bombas que, ao contrário dos mísseis, não possuem sistemas de propulsão próprios (motores de foguete ou turbinas). Seu funcionamento é facilmente explicado pela Lei da Gravidade e pela Velocidade Inicial, que é conferida pela aeronave lançadora.

Resumindo, essas bombas caem de forma mais precisa, não simplesmente em queda livre aleatória. Isso porque elas são equipadas com sistemas avançados, como o JDAM (Joint Direct Attack Munition).

bombas gravitacionais
Imagem reprodução Laboratório Nacional de Los Alamos, Departamento de Energia dos Estados Unidos, via R7

Esse tipo de armamento já é utilizado desde a Segunda Guerra Mundial. Caso você esteja pensando… Sim, as bombas gravitacionais foram lançadas em Hiroshima e Nagasaki em 1945.

Infelizmente, as guerras acabam acelerando avanços na engenharia — uma realidade que está longe de ser motivo de orgulho. Os Estados Unidos dizem possuir um bom estoque dessas bombas gravitacionais. Ao longo dos anos, o país conseguiu aprimorar essa tecnologia com kits de guiagem inteligente e também conseguiu aumentar sua eficiência de custos. Agora, é possível usar essas bombas para destruir alvos como bunkers e depósitos de mísseis do inimigo.

A saber, as bombas gravitacionais podem perfurar até 60 metros de solo ou camadas espessas de concreto reforçado antes de explodir.

O funcionamento técnico das bombas gravitacionais

As bombas gravitacionais são geralmente compostas por ogivas das séries MK (82/83/84). Elas precisam ser lançadas por aviões bombardeiros. E o gatilho de detonação ocorre logo após o despejo.

bombas gravitacionais
Imagem meramente ilustrativa – Fonte G1

Como mencionado anteriormente, as versões modernas dessas bombas inteligentes vêm com o JDAM, da Boeing, que adiciona sensores GPS, laser ou controle remoto para correção de trajetória em voo. Além disso, nesse dispositivo mecânico há uma aleta móvel na cauda, funcionando como leme. O cérebro da navegação recebe sinais de GPS ou busca reflexos de laser emitidos por aviões ou tropas em solo.

bombas gravitacionais
Imagem meramente ilustrativa – Fonte G1

Vale destacar o nível de letalidade dessas armas. As bombas gravitacionais podem atingir velocidades supersônicas, penetrando defesas e explodindo. Na verdade, por usarem espoletas de retardo, vão detonar só depois de perfurar camadas e mais camadas de concreto reforçado — um desafio e tanto para as arquiteturas subterrâneas iranianas, projetadas para resistir a ataques convencionais.

bombas gravitacionais
Imagem meramente ilustrativa – Fonte G1

Veja Também: Bunkers modernos: aumenta a busca por abrigos subterrâneos durante a Pandemia


Fontes: G1, BBC, UOL.

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Se você mira uma vaga na Petrobras em 2026, esqueça os valores “de internet”. Com base no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2025-2027, detalhamos quanto um profissional realmente recebe, considerando salário base, PLR de até R$ 73 mil e benefícios que podem elevar o ganho líquido mensal para além dos R$ 32 mil.

Entenda que, para engenheiros e técnicos, a Petrobras não é apenas uma vitrine tecnológica, mas uma das melhores pagadoras do mercado brasileiro. No entanto, entender o contracheque da companhia exige olhar além do salário base.

cargos e salarios petrobras - concurso petrobras 2026
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A regra de ouro para 2026 é mesmo o ACT 2025-2027. Este documento oficial define não apenas o reajuste automático pelo IPCA, mas toda a estrutura de adicionais e benefícios que compõem a remuneração real. O Engenharia 360 detalhes melhor o caso no artigo a seguir. Acompanhe!

Remuneração por Categoria: Do Técnico ao Engenheiro

Abaixo, consolidamos os valores brutos mensais previstos para 2026, que incluem o salário base (já com adicionais de regime como periculosidade e sobreaviso), vale-alimentação e auxílio-ensino (cálculo baseado em 1 filho).

Tabela de Remuneração Mensal Estimada (Bruto)

Regime de TrabalhoSalário BaseTotal Mensal (com benefícios)
Técnico AdministrativoR$ 6.636,64 R$ 10.872,49
Técnico Turno 12hR$ 9.858,85 R$ 14.092,70
Técnico EmbarcadoR$ 11.345,15 R$ 13.495,15
Superior AdministrativoR$ 15.200,52 R$ 19.434,37
Superior EmbarcadoR$ 24.502,30 R$ 26.652,30

Os valores de “Salário Base” já incluem todos os adicionais do regime (AHRA, ATN, ASA, ARC, periculosidade, etc.). O “Total Mensal” é o que você recebe efetivamente todo mês, considerando também vale-alimentação e auxílio-ensino por filho (quando aplicável).

Valores Mensalizados Líquidos

Um erro comum de quem vem do mercado privado é ignorar os benefícios anuais. Por exemplo, quando somamos o 13º, férias, PRD e a PLR (Participação nos Lucros e Resultados), e aplicamos os descontos médios de 20% (IRRF, INSS, previdência), o valor que “sobra” na conta mensalmente pode surpreender:

  • Técnico Administrativo: R$ 13.992,39 líquidos/mês.
  • Engenheiro Administrativo: R$ 22.864,96 líquidos/mês.
  • Engenheiro Embarcado (Sobreaviso): R$ 32.429,55 líquidos/mês.
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Benefícios que Fazem a Diferença

Além do salário, o ACT garante proteções financeiras robustas:

  • Vale-Alimentação: R$ 2.483,85 (Sendo R$ 400,00 de vale-mercado previsto desde 01/01/2026).
  • Auxílio-Ensino: R$ 1.750,00 por filho (isento de IR), cobrindo até 90% de pré-escola e 70% de ensino médio.
  • PLR 2026: Estimada em R$ 52.000,00 para técnicos e R$ 73.506,90 para nível superior.

Preparação para Concurso Petrobras 2026

A primeira coisa que você precisa saber sobre o Concurso Petrobras é que a banca mudou em 2026! Para este concurso, a Petrobras selecionou a Cesgranrio (em substituição à Cebraspe). Por isso, foque em questões de múltipla escolha e interpretação de texto, abandonando o modelo “Certo/Errado” clássico.

cargos e salarios petrobras - concurso petrobras 2026
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Erros Comuns ao Analisar a Vaga

  • Olhar apenas o salário base: Os benefícios e a PLR representam uma fatia enorme do rendimento anual.
  • Ignorar a isenção de impostos: Auxílios e reembolsos escolares não sofrem desconto de IR, aumentando o seu poder de compra real.
  • Subestimar o Regime Embarcado: Ele paga até 42% mais que o administrativo devido aos adicionais de confinamento e sobreaviso.

Estratégia Prática para Conquistar uma Vaga na Petrobras

Trabalhar na Petrobras em 2026 significa estabilidade e uma remuneração que supera, em muitos casos, o triplo do mercado privado para funções similares. No entanto, a concorrência exige que o estudo comece antes mesmo do edital ser publicado.

Plano de Ação: O Que Fazer Agora Para Chegar Competitivo

Se o objetivo é conquistar a vaga, siga um plano claro e antecipado:

  • Planejamento de Estudo: Inicie sua preparação agora com foco nos requisitos técnicos do cargo pretendido.
  • Validar requisitos: Certifique-se de possuir o diploma e registro no conselho (CREA/CRA) para a data da contratação.
  • Estudo direcionado: Baixe provas anteriores da Cesgranrio para se adaptar ao estilo de múltipla escolha.
  • Planejamento financeiro: Use os valores líquidos apresentados (aprox. 80% do bruto) para planejar sua transição de carreira.

Concluindo, seja no nível médio ou superior, administrativo ou embarcado, a remuneração da Petrobras está entre as melhores do Brasil, oferecendo estabilidade e progressão estruturada. Mas é preciso ser realista: esse salário não vem por sorte ou apenas quando o edital é publicado.

É hora de estudar com a metodologia que aprovou 198 engenheiros no último concurso da Petrobras e dominar o conteúdo que realmente classifica.

Veja Também: Concurso Petrobras 2026: Guia Estratégico, Vagas e Oportunidades em Engenharia


Fontes: Concurseiro Zero1.

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Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Estão oficialmente abertas as inscrições para a terceira edição do Programa Anatel de Intercâmbio Acadêmico e Formação em Ecossistema Digital (P@ed), iniciativa que vem ganhando relevância estratégica no cenário da engenharia e da regulação tecnológica no Brasil. A proposta é clara: formar líderes mais preparados para atuar na transformação digital e aproximar a academia do ambiente regulatório nacional.

P@ed Anatel
Imagem divulgação

A iniciativa é promovida pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), por meio do Centro de Altos Estudos em Comunicações Digitais e Inovações Tecnológicas (Ceadi), e será realizada entre os dias 6 e 10 de julho de 2026, na sede da Agência, em Brasília (DF). O Engenharia 360 compartilha mais informações no artigo a seguir. Confira!

Uma imersão estratégica na regulação

Antes de tudo, vale esclarecer que P@ed não é apenas um intercâmbio tradicional. Trata-se de uma imersão intensiva nos bastidores da regulação do setor de telecomunicações e do ecossistema digital brasileiro. Durante cinco dias, os participantes terão acesso a palestras técnicas, visitas institucionais e interação direta com especialistas, executivos, gestores e servidores da Anatel.

O objetivo central é fortalecer o diálogo com a comunidade acadêmica e difundir a cultura regulatória em um momento em que temas como inteligência artificial, plataformas digitais, segurança cibernética e conectividade estão no centro das decisões estratégicas do país.

Para estudantes de engenharia, computação, ciência de dados e áreas correlatas, o programa representa uma oportunidade concreta de compreender como normas técnicas e decisões regulatórias moldam o mercado, influenciam investimentos e determinam os rumos da inovação tecnológica.

P@ed Anatel
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Quem pode participar do P@ed 2026

As inscrições ficam abertas até as 23h59 do dia 27 de março de 2026 (horário de Brasília), por meio de formulário eletrônico disponibilizado pela organização.

Podem se candidatar:

  • Estudantes a partir do 5º período da graduação (ou 3º ano);
  • Alunos de pós-graduação stricto sensu;
  • Candidatos maiores de 18 anos;
  • Pessoas com disponibilidade para participação presencial em Brasília.

Ao todo, serão oferecidas 20 vagas, distribuídas da seguinte forma:

  • 12 vagas para graduação
  • 8 vagas para pós-graduação

A distribuição geográfica foi estruturada para garantir representantes de todas as regiões do Brasil, com pelo menos quatro participantes por região. O edital também prevê vagas reservadas a grupos específicos, reforçando o compromisso institucional com diversidade e inclusão.

Áreas do conhecimento podem participar

Uma das principais novidades desta edição é a ampliação das áreas elegíveis. Entre elas estão, por exemplo:

  • Engenharia Elétrica
  • Engenharia de Telecomunicações
  • Engenharia de Computação
  • Engenharia de Redes de Comunicação
  • Ciência da Computação
  • Ciências de Dados
  • Matemática
  • Probabilidade e Estatística

Para o ecossistema de engenharia, essa ampliação sinaliza uma visão multidisciplinar da transformação digital, reconhecendo que inovação tecnológica exige integração entre conhecimento técnico, análise regulatória, economia digital e governança pública.

O desafio intelectual da seleção

O processo seletivo exige mais do que interesse. Entre os documentos obrigatórios estão:

  • Redação dissertativa (até 500 palavras) sobre o tema:
    “O Papel Estratégico da Anatel na Regulação da Inteligência Artificial e das Tecnologias Emergentes nas Comunicações Digitais”
  • Currículo Lattes
  • Carta de motivação
  • Documento de identificação
  • Comprovante de matrícula

O edital também apresenta critérios detalhados de avaliação, regras de desempate — incluindo preferência para estados ainda não contemplados em edições anteriores — e orientações sobre o uso de inteligência artificial generativa na elaboração dos trabalhos.

Outra inovação é a sugestão de bibliografia, oferecendo base técnica para que os candidatos aprofundem sua análise sobre IA, regulação e transformação digital.

Cronograma oficial do P@ed 2026

  • Inscrições: 2/3/2026 a 27/3/2026
  • Resultado preliminar: 24/4/2026
  • Divulgação final: 15/5/2026
  • Atividades presenciais: 6/7/2026 a 10/7/2026
  • Entrega do artigo final: até 31/8/2026
  • Resultado final do artigo: 26/10/2026
  • Envio dos certificados: até 30/10/2026

Investimento institucional e apoio aos selecionados

A inscrição no programa é gratuita. Além disso, para participantes residentes fora do Distrito Federal, a Anatel custeará transporte e diárias durante o período das atividades presenciais.

O resultado preliminar dos selecionados será divulgado em 24 de abril de 2026. Após a fase presencial, os intercambistas deverão elaborar um artigo final entre 4 mil e 5 mil palavras, com prazo de entrega até 31 de agosto de 2026.

Os cinco melhores trabalhos poderão ser publicados na página do Ceadi e ainda submetidos a periódicos científicos, ampliando o alcance acadêmico e profissional dos participantes.

P@ed Anatel
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Por que isso importa para a engenharia brasileira?

A transformação digital não acontece apenas em laboratórios ou startups. Ela é moldada por decisões regulatórias, políticas públicas e estratégias institucionais. Ao abrir suas portas para estudantes de todo o país, a Anatel reforça que o futuro da conectividade brasileira depende de líderes capazes de transitar entre engenharia, inovação e governança.

O P@ed 2026 surge, assim, como uma ponte concreta entre o conhecimento técnico e a formulação de políticas públicas em telecomunicações, inteligência artificial e tecnologias emergentes.

Veja Também: 5G: Anatel cria regras para sinal perto de aeroportos


Fontes: Gov.br.

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