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Os resíduos da construção civil não são todos iguais, entenda!

por Müller Santos | 02/02/2015
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Quando falamos em resíduos da construção civil, automaticamente os relacionamos com a sustentabilidade, que é um assunto que está em alta hoje, porém o que muitos profissionais e/ou estudantes é que eles são separados em categorias. Neste artigo iremos abordar os tipos de resíduos da construção civil e também a forma mais correta para o descarte de cada um deles, confira!
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Já falamos anteriormente por aqui [1, 2] sobre respeito do potencial energético e da gestão dos resíduos, há de se atentar para aqueles que não geram de qualquer tipo de energia que seja, mas são capazes de serem reaproveitados de alguma forma e a sua destinação é importantíssima para o bem estar do homem, da natureza e dos empreendimentos.

+ Do homem

Diz respeito quando ele vive com o meio e também como é o convívio com as transformações a seu redor.

+ Na natureza

Existe a importância de degradar o mínimo e preservar o máximo para um bom convívio em seu habitat.

+ Nos empreendimentos

Existe a importância de ser algo com atenção a sustentabilidade, gestão ambiental e do desenvolvimento econômico.
Portanto, é certo que o manejo dos resíduos é de extrema importância.
Mas como os resíduos são divididos e classificados? Bem, basicamte em quatro classes: A, B, C e classe D! Confira:


+ Classe A:

Aqueles que podem ser reutilizados ou reciclados na própria obra.
Tipo: Componentes cerâmicos, argamassa, concreto,
Destino: Necessitam ser reciclados, reutilizados, ou encaminhados a um aterro específico para uso futuro          ou aproveitados na própria obra.

Imagem – Resíduo de classe tipo A (fonte: www.inac.org.br)

Imagem – Resíduo de classe tipo A (fonte: www.inac.org.br)


Classe B:

Aqueles que podem ser reciclados para outra possível utilização.
Tipo: Plástico, papel, papelão, metais, vidro, madeira, gesso.
Destino: Deverão ser reutilizados, reciclados ou encaminhados a áreas de armazenamento temporário, sendo dispostos de modo a permitir sua utilização ou reciclagem futura.

Imagem – Descarte incorreto de material Classe B - Reciclável (fonte: www.3bp.blogspot.com.br)

Imagem – Descarte incorreto de material Classe B – Reciclável (fonte: www.3bp.blogspot.com.br)


Classe C:

Materiais para os quais não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam sua reciclagem ou recuperação
Tipo: A resolução nº 307 do CONAMA não traz exemplos específicos desse tipo de resíduo, mas o isopor é um material considerado Classe C.
Destino: Deverão ser armazenados, transportados e destinados para as áreas de transbordo e triagem, ATTs.

Imagem – Descarte incorreto de resíduo classe 3 (fonte: www.akcoastalstudies.org)

Imagem – Descarte incorreto de resíduo classe 3 (fonte: www.akcoastalstudies.org)


Classe D:

São considerados materiais perigosos e capazes de causar riscos à saúde humana e/ou ao meio ambiente.
Tipo: Tintas, solventes, óleos.
Destino: Os resíduos perigosos devem ser encaminhados para Áreas de Transbordo e Triagem ou destinados a aterros industriais licenciados para receber produtos deste tipo.

Imagem – Lata de tinta (fonte:www.docol.com.br)

Imagem – Lata de tinta (fonte:www.docol.com.br)


Como visto, existe destino para grande parte do materiais excedentes em uma obra, e que devem ser encaminhados separadamente para seu respectivo local da forma mais correta o possível.
Confira abaixo mais algumas imagens da utilização de resíduos de construção civil
Imagem - Tijolo feito de resíduo de construção civil (fonte: www.usp.br)

Imagem – Tijolo feito de resíduo de construção civil (fonte: www.usp.br)


Imagem - Utilização de madeira de demolição para fabricação de móveis rústicos (fonte: www.madeiradedemolicao.files.wordpress.com.br)

Imagem – Utilização de madeira de demolição para fabricação de móveis rústicos (fonte: www.madeiradedemolicao.files.wordpress.com.br)


Imagem - Reaproveitando resíduo classe A (fonte: www.cobec.com.br)

Imagem – Reaproveitando resíduo classe A (fonte: www.cobec.com.br)

Fontes de pesquisa para produção do texto:
– //equipedeobra.pini.com.br/construcao-reforma/37/artigo220705-1.aspx
– Revista Guia Casa do Construtor, edição impressa, ano 2, Nº 9, SET/NOV 2014

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