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Oásis hidropônico na África tem liderança de engenheiro brasileiro

por Clara Ribeiro | 03/12/2020
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O Djibouti, um dos menores países do nordeste africano, será a sede de uma nova iniciativa de um grupo de empreendedores de Denver, Estados Unidos. O projeto é ambicioso: um oásis de 30 fazendas de alta tecnologia, cuja inauguração está prevista para dezembro desse ano.

O Marvella Farms, assim como é chamado, tem o objetivo de modernizar a produção e distribuição de alimentos frescos na região do Chifre da África, uma das mais pobres do continente. Utilizando os recursos mais recentes da tecnologia de horticultura, a ideia é fornecer produtos cultivados localmente e durante o ano todo.

A área total do Djibouti tem 23.200 km² – quase o tamanho do estado do Sergipe. Porém, menos de 1 mil km² de solo é propício para a agricultura, fazendo com que esse setor fomente apenas 3% do Produto Interno Bruto (PIB). O país importa 90% dos produtos alimentícios, e atualmente seu IDH marca 0,495 (classificado como baixo).

“A falta de acesso a alimentos nutritivos a preços acessíveis está correlacionada com altas taxas de desnutrição em crianças, afetando 30% das menores de cinco anos.”

oásis hidropônico na áfrica

A ajuda estrangeira é necessária para projetos de desenvolvimento porque há recursos limitados e pouca indústria”, diz Guilherme Moreira, brasileiro que é sócio-gerente do projeto.

Guilherme é engenheiro ambiental e sanitarista, formado pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF – Minas Gerais) e autor do blog Hidroponia na Prática. O projeto é todo baseado em tecnologia hidropônica, ou seja, sem a presença do solo.

A estrutura do oásis

Com o SAEF (Shallow Aero Ebb and Flow), sistema de subirrigação, jatos de uma solução de água com nutrientes são lançados periodicamente nas raízes dos alimentos. Um isopor por baixo das plantas garante o isolamento térmico.

O projeto conta com o conceito de agricultura protegida: em estufas, são criados diferentes ambientes com as condições ideias para cada tipo de alimento, obtendo a melhor qualidade possível.

O gasto de energia foi uma grande preocupação do engenheiro ambiental, que quis apostar na opção mais sustentável para a ambientação interna das estufas.

Seria inviável usar ar-condicionado em todo o ambiente, e por isso apenas a água que nutre as plantas é resfriada. “Ao se nutrir com a água gelada, os alimentos conseguirão se esfriar de dentro pra fora”, conta Guilherme.

Para que o ar das estufas seja trocado a cada 5 minutos, exaustores são instalados no topo de cada uma, direcionando o ar quente pra fora do ambiente.

Fonte: Revista Galileu, Age Evolution

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Clara Ribeiro

Jornalista especializada em arquitetura e engenharia. Ávida consumidora de informação; viciada em produzir conteúdo; amante das letras, das artes e da ciência.

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