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O engenheiro empreendedor: um perfil raro na indústria

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2 min

POR Rafael Tadeu de Matos Ribeiro 02/08/2014

Desde o momento que ingressamos em um curso de engenharia, em qualquer universidade do país, somos advertidos sobre as características essenciais de um engenheiro no mercado de trabalho, tais como a liderança, trabalho em equipe e empreendedorismo entre tantas outras. Ao mesmo tempo, também, nos deparamos com o excesso de disciplinas técnicas (principalmente nos anos iniciais) e muitas vezes nada agradáveis.
A grande questão neste caso é: somos preparados como líderes e empreendedores na mesma proporção que somos treinados na área técnica?

Antes de dar continuidade à questão, eis alguns dados da engenharia no Brasil:

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Fonte: Folha de S. Paulo


Segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o número de estudantes matriculados em engenharia cresceu até 67% nos últimos anos. Porém, o problema é bem mais grave do que a quantidade ainda escassa de profissionais. Segundo a entidade, a grande maioria dos recém-formados possuem traços claros de uma formação ainda deficiente.
O ensino da engenharia ainda é considerado um dos fatores que limitam a eficiência industrial do país. Faltam disciplinas que incentivem claramente a criatividade, empreendedorismo e senso de inovação nos estudantes, sem deixar de lado a boa formação técnica.
A sugestão do CNI é promover uma atualização no currículo das universidades com foco nas características essenciais do perfil do engenheiro atual, além da criação de uma possível “residência”, como nos cursos de medicina, para engenheiros recém-formados. A prática já acontece no ITA e Embraer.
Uma referência na relação do empreendedorismo com a engenharia é a Olin College, em Needham (EUA), cuja missão central é formar engenheiros criativos e inovadores. Neste modelo de curso, os alunos aprendem na prática com uma rede de proteção de projetos que vão sendo retiradas pelos professores ao longo do curso. No último ano, o aluno lida diretamente com clientes reais em seu projeto com os professores atuando como conselheiros.
Segundo Stephen Schiffman, um dos criadores do currículo da escola, “você tem que ser empreendedor no seu trabalho. Você não pode só ficar lá e aceitar o que pedem para você fazer, seja você um engenheiro ou um artista”.
No Brasil, a maior parte das universidades ainda está distante deste modelo. A pergunta continua sendo: somos treinados como empreendedores na mesma proporção que somos formados como técnicos?

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Rafael Tadeu de Matos Ribeiro

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