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Dirigíveis: aeronave do passado pode estar voltando com combustíveis mais seguros

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por Redação 360
| 19/10/2022 4 min

Dirigíveis: aeronave do passado pode estar voltando com combustíveis mais seguros

por Redação 360 | 19/10/2022
Engenharia 360

Sim, dizem que os dirigíveis, um tipo de aeronave, sucesso no passado, parecem estar deixando os museus para voltar às nossas vidas. Mas muita gente não acredita nisso, sobretudo porque, conforme a sua opinião, os trágicos acidentes com dirigíveis ainda estão muito “frescos” na memória coletiva. Tanto é que, por isso, o seu uso passou a perder destaque desde os anos de 1930. Porém, o jogo pode virar agora, com o avanço das tecnologias. Saiba mais no texto a seguir!

Como eram os dirigíveis no passado?

Os dirigíveis sempre foram atraentes desde a sua criação, em 1852. Porque são aeronaves leves – mais que o ar. Sua engenharia se baseia no seguinte funcionamento: em que um gás de elevação menos denso que o ar circundante, que mantém a estrutura voando. Que gás seria este? Bom, na época, a resposta dos cientistas era limitada a hélio ou hidrogênio. E o experimento deu certo, levando os dirigíveis serem utilizados para publicidade e como meio de transporte de passageiros, inclusive na Segunda Guerra Mundial.

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Imagem reproduzida de hypeness
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Imagem reproduzida de hypeness
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Imagem reproduzida de hypeness

Depois dos anos de 1930, após acidentes, as pessoas já não enxergavam mais a tecnologia com os mesmos olhos. Além disso, houve um salto no desenvolvimento da própria tecnologia dos aviões e helicópteros. E, por fim, manter os dirigíveis funcionando não era viável economicamente. Não quer dizer que eles sumiram, mas foi praticamente isso!

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Imagem reproduzida de super.abril

Então, existem dirigíveis ainda no mundo?

Sim, existem! Dados de 2021 apontavam que existem 25 dirigíveis em todo o mundo; contudo, só a metade está em uso. No Brasil, por exemplo, há um único regulamentado para voar. O modelo utilizado pelo piloto Feodor Nenov permite voo semelhante ao que o inventor brasileiro Santos Dumont fez nos céus da França, em 1898.

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Imagem reproduzida de Airway

Temos que esclarecer que esses novos dirigíveis são utilizados para:

  • monitoramento aéreo,
  • publicidade,
  • e transmissões de televisão em eventos esportivos.

Hoje, em nosso país, as empresas Engevix e Space Airships do Brasil vem desenvolvendo dirigíveis para transporte de grandes cargas. Já tivemos também, nos anos sessenta, o Projeto Aurora, liderado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, para o desenvolvimento de veículos aéreos para segurança pública, levantamentos agrícolas, e mais. Em 2002, o dirigível Pax Rio auxiliou no policiamento da cidade do Rio de Janeiro. E há um plano das Forças Armadas Brasileiras em utilizar dirigíveis para vigilância de fronteiras, em projetos como Amazônia Verde e Amazônia Azul.

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Imagem reproduzida de aeroflap

Eis os tipos de dirigíveis já desenvolvidos pela Engenharia:

  • Rígido: com armações rígidas que contêm várias cavidades;
  • Não rígido: que usa uma quantidade de pressão excessiva para manter sua forma;
  • Semirrígido: recorrem à pressão interna para manter a forma, mas possuem algumas armações articuladas em torno do fundo do balão;
  • “Metal-clad”: com características dos dirigíveis rígidos e não rígidos;
  • Híbrido: combina características de ser mais pesada que o ar e mais leve que a tecnologia aérea.

Por que os pesquisadores apostam na volta dos dirigíveis?

Há muito tempo os cientistas fazem o possível para contornar as deficiências da tecnologia dos dirigíveis. Na memória, não se esquece o momento trágico do acidente de 1937, na Alemanha, em que o dirigível Hindenburg pegou fogo, matando 36 pessoas. O que aconteceu na ocasião é que o gás hidrogênio – um elemento altamente inflamável – usado na aeronave, para mantê-la no ar, incendiou por conta do rompimento de um dos tanques de combustível. Assim ficou relacionada à ideia de que os dirigíveis são um ‘risco de morte’.

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Imagem reproduzida de Wikipédia

Mas, bem verdade, além desse problema do hidrogênio ser inflamável, o hélio – segunda alternativa, que não inflama e que tem 92,7% da capacidade de impulsão do hidrogênio – pode custar US$ 100 mil por viagem. Talvez a solução esteja na proposta da companhia espanhola Air Nostrum, que quer entregar até 2026 dirigíveis híbridos. Já Sergey Brin, co-fundador do Google, vem investindo no projeto Pathfinder 1, sendo um dirigível movido por baterias elétricas feitas de hidrogênio, mais leves e potencialmente mais duradouras e mais baratas do que as de íon de lítio, usadas atualmente.

Por que o empresariado tem tanta intenção de apostar nos dirigíveis do futuro? Bom, sobretudo para suprir as necessidades do mercado por mais ofertas de transporte de cargas, como substituto aos caminhões. Mas e os trens e aviões? Os especialistas lembram que os dirigíveis não dependem de trilhos ou aeroportos. E, para finalizar, essas aeronaves poderiam reforçar economias através do setor do turismo de luxo. A empresa OceanSky Cruises, com sede na Suécia, aposta nisso, prevendo viagens já em 2024 a valores em torno de R $913.000.

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Imagem reproduzida de VEJA

Fontes: Wikipédia, Mega Curioso, Veja.

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