Engenharia 360

Engenheiros enviam cão robô Spot para monitorar Usina Nuclear de Chernobyl

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por Larissa Fereguetti
| 27/10/2020 | Atualizado em 12/05/2022 2 min

Além de usinas nucleares, essa tecnologia pode ser usada em diversas outras aplicações para evitar colocar humanos em risco.

Engenheiros enviam cão robô Spot para monitorar Usina Nuclear de Chernobyl

por Larissa Fereguetti | 27/10/2020 | Atualizado em 12/05/2022

Além de usinas nucleares, essa tecnologia pode ser usada em diversas outras aplicações para evitar colocar humanos em risco.

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Recentemente, nós mostramos aqui no Engenharia 360 como o “cão” Spot, um robô quadrúpede da empresa Boston Dynamics, estava ajudando um hospital a triar pacientes suspeitos de COVID-19. Agora, essa tecnologia está explorando Chernobyl para avaliar níveis de radiação.

É bem provável que você já tenha ouvido falar sobre a Usina Nuclear de Chernobyl, onde ocorreu um acidente com um dos reatores em 1986, transformando o lugar em uma espécie de cidade-fantasma. Para evitar colocar humanos em risco no local, alguns engenheiros da University of Bristol (Reino Unido) e da Central Enterprise for Radioactive Waste Management levaram o Spot para fazer o acompanhamento do local.

Spot cão robô em Chernobyl
Spot andando por Chernobyl. Imagem: Chornobyl NPP screen grab

O robô passeou pelo local, incluindo na estrutura do Novo Confinamento Seguro para Chernobyl, uma espécie de cúpula de proteção da área do reator que deve ser útil pelos próximos cem anos. Além do Spot, os pesquisadores também enviaram alguns drones, sensores e scanners operados remotamente para fazer medições.

Uma das vantagens do Spot é que o quadrúpede se move muito melhor do que a maioria dos robôs e pode chegar a áreas difíceis de alcançar. Além disso, ele não sofre os dados da radiação.

Confira a voltinha que o Spot deu por Chernobyl no vídeo a seguir (com opções de legenda em inglês):

A empresa Boston Dynamics já comercializa o Spot para quem quiser (e puder, claro) adquirir o robô. O preço é de cerca de 74.500 dólares. Apesar de caro para pessoas físicas, essa comercialização tornou viável o fato de que empresas e grupos de pesquisa podem adquirir o robô para usos como durante a pandemia e agora em Chernobyl, além de outras aplicações que devem vir em breve.

O que você acha do uso de tecnologias como o robô Spot para essas aplicações? Deixe sua opinião nos comentários!

Fontes: Defence Blog; Interesting Engineering; The Burn-In.

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Larissa Fereguetti

Engenheira, com mestrado e doutorado. Fascinada por tecnologia, curiosidades sem sentido e cultura (in)útil. Viciada em livros, filmes, séries e chocolate. Acredita que o conhecimento é precioso e que o bom humor é uma ferramenta indispensável para a sobrevivência.

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