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Mais um navio encalhado no Canal de Suez: como pode impactar economia global?

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por Redação 360
| 26/03/2021 3 min

A esperança é de que a embarcação seja desencalhada no próximo sábado (27) ou domingo (28)

Mais um navio encalhado no Canal de Suez: como pode impactar economia global?

por Redação 360 | 26/03/2021

A esperança é de que a embarcação seja desencalhada no próximo sábado (27) ou domingo (28)

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Neste final de agosto de 2022, mais um navio encalhou no Canal de Suez, mais precisamente em um trecho de pista única do canal. Desta vez, foi uma embarcação de Cingapura, o navio-tanque Aframax Affinity V, parte de um comboio que saiu de Portugal e que estava a caminho da Arábia Saudita no Mar Vermelho. Rebocadores estão trabalhando no local para liberar a passagem, já apresentando melhora em sua fluidez nas últimas horas. Contudo, o incidente já está provocando um leve bloqueio da hidrovia.

As últimas notícias é de que o tráfego no canal voltou a mover-se lentamente.

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Relembre o caso de 2021

Sendo uma das mais importantes vias marítimas do mundo, o Canal de Suez foi bloqueado na terça-feira, 23 de março de 2021 pelo navio Ever Given. A principal rota de comércio entre Ásia e Europa ficou parada desde então, gerando um verdadeiro engarrafamento de navios.

O meganavio foi construído em 2018, mede cerca de 400 metros de comprimento e 59 metros de largura. Ou seja, é quase um Empire State Building na posição horizontal. Além disso, seu peso chega a cerca de 220 mil toneladas.

Ever Given encalhado no Canal de Suez, no Egito, nesta quinta-feira (25)
NImagem de satélite do Cnes2021 — Foto: Cnes2021, Distribuição Airbus DS via AP

Para desobstruir a via, a SCA (Autoridade do Canal de Suez) está tentando escavar a área onde a proa do navio ficou presa. Assim, com a ajuda de navios rebocadores, a ideia é fazer com que o Ever Given volte a flutuar assim que possível.

Alugado pela taiwanesa Evergreen Marine Corp, o cargueiro vinha da China rumo a Rotterdam, Holanda. Para a dragagem do veículo, foram acionadas equipes de resgate da Smit Salvage (Holanda) e da Nippon Salvage (Japão), para trabalhar junto à SCA.

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Resgate demorou mais tempo do que contornar o continente africano

Na ocasião, Peter Berdowski, CEO da empresa Boskalis, que também ajudou na operação, disse que “não é realmente possível soltá-lo”. Sendo assim, foi preciso descarregar a embarcação, processo que levou algumas semanas. Ele explicou:

“Não podemos excluir que pode levar semanas, dependendo da situação. (…) É como uma enorme baleia encalhada. É um peso enorme na areia. (…) Temos que trabalhar com uma combinação de redução do peso — removendo contêineres, óleo e água do navio —, rebocadores e dragagem de areia”.

Peter Berdowski, CEO da Boskalis

Niels Madsen, vice-presidente de produtos e operações da consultoria dinamarquesa Sea-Intelligence, disse à Reuters que, se o engarrafamento persistisse, “isso começará a ter ramificações globais muito sérias”.

Operação de dragagem para a retirada do navio.
Foto: Autoridade do Canal de Suez/Reuters

Com efeito, estima-se que o incidente tenha causado prejuízos de mais de 9 bilhões de dólares em mercadorias. Na mesma semana, sete navios que transportam gás natural liquefeito (GNL) foram desviados para a rota em torno do continente africano, via Cabo da Boa Esperança.

A saber, a embarcação foi desencalhada no dia 29 de março (segunda), após ficar 6 dias encalhada.

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Congestionamento gera impacto global

Sendo uma verdadeira artéria para a circulação da economia global, o Canal de Suez foi inaugurado em 1869. Seu funcionamento é fundamental para a circulação de mercadorias de todo o tipo entre a Europa, Ásia e Oriente Médio. Isto é, o impacto do incidente com o Ever Given se dá mais pelo atraso de todos os navios da fila, do que dele em si. Ian Woods, advogado de comércio marítimo da firma londrina Clyde & Co, afirma em entrevista à NBC:

“São milhões de dólares em commodities nos outros navios e, se o canal não for desobstruído rapidamente, eles buscarão outras rotas, o que significa mais tempo, mais combustível e mais custos que podem ser repassados ​​aos consumidores”.

Ian Woods, da Clyde & Co

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Fontes: Interesting Engineering; G1; Tecmundo; O GLOBO.

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