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Mulheres que mudaram a engenharia e a ciência: Irène Joliot-Curie

por Larissa Fereguetti | 27/03/2019
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Certamente, você já ouviu falar no casal mais badalado da ciência e que você respeita: Pierre Curie e Marie Curie. Porém, poucos sabem que a filha do casal, Irène Joliot-Curie, também foi uma grande cientista, com direito a um Nobel. Por isso, ela também faz parte da nossa série mulheres que mudaram a engenharia e a ciência.

Irène Joliot-Curie
Imagem: toppr.com

+ Quem foi Irène Joliot-Curie?

Irène Joliot-Curie nasceu em Paris, em 1897. Na época da Primeira Guerra Mundial, seus estudos na Universidade de Sobornne foram interrompidos. Ela se uniu à mãe, Marie Curie, para trabalhar com raios-x em hospitais (a tecnologia só era possível devido à descoberta de seus pais). Ambas eram expostas à grandes doses de radiação ao utilizarem os equipamentos que ajudavam os médicos a localizar os fragmentos nos corpos dos soldados.

Irène Joliot-Curie
Imagem: en.wikipedia.org  

Em 1917, Irène Joliot-Curie voltou a estudar matemática, física e química. Ela defendeu o doutorado em 1925. Sua tese era sobre os raios alpha emitidos pelo polônio. Antes da defesa, em 1924, ela ensinou suas técnicas de pesquisa ao engenheiro químico Fréderic Joliot, com o qual casou-se posteriormente.

Em 1928, o casal Joliot-Curie pesquisava sobre o núcleo atômico. Em 1932, ela foi nomeada chefe do laboratório Curie.

Foi em 1934 que eles conseguiram transformar vários elementos em outros. Alguns exemplos são nitrogênio radioativo a partir de boro, isótopos radioativos de fósforo a partir de alumínio e silício a partir de magnésio. Isso permitiu uma criação rápida de materiais radioativos para atender à demanda da medicina radioativa, que crescia muito no período.

Irène Joliot-Curie
Imagem: phylogame.org

Irène Joliot-Curie também foi professora. Ainda, ela tornou-se diretora do Instituto do Rádio em 1946. Entre 1946 e 1951, foi Comissária de Energia Atômica. Em 1946, uma cápsula selada de polônio explodiu no laboratório em que Irène Joliot-Curie trabalhava. Isso, somado aos anos de exposição a outros materiais radioativos, acarretou uma leucemia. Ela faleceu devido à doença em 1956.

+ Como Irène Joliot-Curie mudou a engenharia e a ciência?

A descoberta da radioatividade artificial em 1934 rendeu o Prêmio Nobel de Química de 1935 a Irène Joliot-Curie e a seu marido. Isso fez com que a família Curie fosse a maior ganhadora de Prêmios Nobel. Antes disso, em 1932, o casal recebeu a Medalha Matteucci da Sociedade Italiana de Ciências.

Enquanto era Comissária de Energia Atômica, ela participou da criação da primeira pilha atômica francesa. Mesmo doente, em 1955, ela planejava novos laboratórios de física na Université d’Orsay (Paris-Sud). Ao longo da vida, Irène Joliot-Curie também esteve envolvida com o incentivo da educação de mulheres.

Irène Curie cresceu em uma família em que a ciência tinha uma enorme relevância. Ela viu os pais serem agraciados com o Nobel (e a mãe o fez não uma, mas duas vezes!). Assim como Marie Curie, ela deu a vida pela ciência e morreu devido aos anos de exposição à radiação. Certamente, Irène Joliot-Curie (assim como praticamente toda a família Curie) foi uma mente grandiosa para a ciência.

Irène Joliot-Curie
Imagem: energy.gov  

Referências: The Nobel Prize; Interesting Engineering; Musée Curie.

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Larissa Fereguetti

Doutoranda, mestre e engenheira. Fascinada por tecnologia, curiosidades sem sentido e cultura (in)útil. Viciada em livros, filmes, séries e chocolate. Acredita que o conhecimento é precioso e que o bom humor é uma ferramenta indispensável para a sobrevivência.

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