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Mudança em regra de combustíveis marítimos beneficia o meio ambiente

por Bruno Simões Teixeira | 23/11/2020

A quantidade de enxofre permitida nos combustíves de navios caiu de 3,5% para 0,5%

Ano após ano, as especificações para combustíveis fósseis vão ficando mais rígidas ao redor do mundo, contribuindo para combustíveis com menor impacto ambiental.

No caso dos combustíveis marítimos, entrou em vigor este ano nova normal da International Maritime Organization (IMO), a qual estabelece que a quantidade máxima de enxofre no combustível a ser utilizado em navios oceânicos deve ser de no máximo 0.5%, contra um limite anterior de 3.5%.

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Em Áreas de Emissão Controlada (ou seja, próximo das costas em alguns países), o limite permitido é de 0.10% [1]. Essa redução significa combustíveis mais limpos, com menos emissões atmosféricas. Nos combustíveis usados em terra, onde o impacto das emissões é maior, o limite permitido é bem menor. A gasolina Podium, da Petrobras, por exemplo, tem teor de enxofre de 0.003% [2].

navio na costa representando os abastecidos com combustíveis marítimos
Imagem: Felix Tchverkin | via Unsplash

Enxofre nos combustíveis

O enxofre é um elemento químico naturalmente encontrado no petróleo, e sua porcentagem varia de acordo com o local onde ocorre a extração. O petróleo com baixo teor de enxofre é chamado de petróleo doce; e o com alto teor é chamado de petróleo azedo (no passado, as pessoas literalmente colocavam petróleo na boca para avaliar o teor de enxofre – daí o nome).

Nas refinarias, este elemento químico é retirado dos combustíveis por um processo chamado de dessulfurização, até atingir o percentual especificado. O enxofre sólido pode então ser vendido como um sub-produto, podendo ser aplicado, por exemplo, na fabricação de fertilizantes, fósforos e inseticidas.

Se o enxofre permanecesse nos combustíveis, ele seria lançado na atmosfera após a queima nos motores, gerando gases poluentes. Por isso a importância desta regulamentação da IMO.

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E o efeito estufa?

A IMO também está visando a diminuição de emissões de gás carbônico (CO2) para conter o efeito estufa. A entidade está trabalhando em como aumentar a eficiência dos transportes marítimos, com uma meta de reduzir em 40% as emissões de CO2 por deslocamento até 2030, e em 70% até 2050. E a visão é que, até o fim do século, os transportes marítimos possam ser totalmente “descarbonizados” [3].

Referências: [1] Shell; [2] Petrobrás; [3] IMO

Leia também: Saiba tudo sobre a nova gasolina brasileira

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Bruno Simões Teixeira

Gerente de projetos em uma refinaria no Texas. Sou formado em engeharia mecatrônica pela USP, com mestrado, e com MBA pela FGV. Possuo certificações 6 Sigma Black Belt e PMP/PMI. Também sou pai, guitarrista, e bebedor de cerveja. Recentemente resolvi compartilhar conhecimento de engenharia, para devolver pro mundo um pouco de tudo que já recebi.