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Mais uma queda de edifício! Quais ensinamentos podemos tirar do acidente ocorrido em Miami?

por Simone Tagliani | 28/06/2021

Infelizmente, o Engenharia 360 precisa noticiar mais um acontecimento de acidente na área de Engenharia Civil e Arquitetura. Na quinta-feira, dia 24 de junho de 2021, um edifício em Surfside, localizado na Collins Avenue, ao norte da fronteira da cidade de Miami Beach, teve o colapso parcial de sua estrutura.

Miami, Flórida
Imagem extraída de G1 – Globo

Instantes depois do ocorrido, uma grande operação de resgate foi criada pela prefeitura. A área foi isolada. Do lado de fora, várias pessoas se reuniram ao longo do dia procurando informações sobre seus familiares. Ainda não está claro quantas pessoas estavam no prédio. Equipes de resgate confirmaram já na quinta-feira 1 morto e 99 desaparecidos. Na sexta, maus 35 foram resgatados dos escombros. Mas estima-se que 159 ainda estejam desaparecidos.

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Na manhã de sexta-feira, dia 25 de junho, as equipes ainda trabalhavam nos escombros do prédio para tentar encontrar pessoas. Eles chegaram a ouvir sons de batidas, mas não vozes. A causa do desabamento ainda é desconhecida!

Sobre a arquitetura do edifício em Surfside, Miami

O edifício que entrou recentemente em colapso na cidade Miami tinha 12 andares de apartamentos residenciais de temporada. Ele pertencia ao complexo Champlain Towers, construído em 1981 e concluído em 1991, em Surfside – uma região bastante procurada por veranistas pela proximidade com o mar. O bloco que caiu a Torre Sul, era justamente a que tinha mais apartamentos – 136 unidades – e ficava de frente para o Oceano.

Miami, Flórida
Imagem extraída de TSF

Sobre o acidente no Champlain Towers

O colapso desse edifício ocorreu por volta das 2h da manhã, horário de Miami, , e afetou a parte de trás do Chaplain Towers. Cerca de um terço do bloco ficou destruído. Imagens captadas por câmeras nas redondezas mostraram que o prédio desmoronou rapidamente. Primeiro, um pedaço da construção caiu, arrastando outra parte para baixo. Uma grande coluna de fumaça pode ser vista à distância.

Miami, Flórida
Imagem extraída de R7

Conforme testemunhas, pode-se ouvir um grande rugido, como uma tempestade, explosão ou terremoto. “Parecia algo como o 11 de Setembro”, disse um homem à CNN. O prédio parecia tremer e, depois de um tempo olhando pela janela sem poder ver nada por conta da poeira, dava para perceber que os fundos do prédio haviam sumido e estava no chão. Vários moradores da parte do edifício que não ruiu, tiveram que aguardar resgate, pois nem mesmo podiam sair de seus apartamentos; ao abrir a porta de entrada, não encontraram mais nada, corredores ou escadas.

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Miami, Flórida
Imagem extraída de R7
Miami, Flórida
Imagem extraída de Terra

Conclusão e novas informações

Como as próprias autoridades afirmaram, não se sabe as causas do acidente. A situação do prédio era regular e engenheiros trabalhavam no processo de renovação da certificação da construção, mas o geofísico Shimon Wdowinski, pesquisador da Universidade Internacional da Flórida apontou que o prédio estava ‘afundando’. O professor explicou que o relatório feito em 2020, com informações coletadas entre os anos de 1993 e 1999, mostra que o condomínio afundou cerca de 2 milímetros por ano durante três décadas. Mas até o pesquisador alerta sobre conclusões precipitadas!

Em entrevista à Rede Bandeirantes na internet, o pai de uma repórter brasileira, morador do edifício, comentou sobre a sua experiência. Ele citou 4 hipóteses especulados pela imprensa americana:

  • Um possível buraco que se formou sob a base do prédio;
  • Uma reforma de telhado que começou na semana anterior, com utilização de maquinário pesado;
  • A construção de um estacionamento no subsolo de um novo empreendimento vizinho; e
  • O “conjunto da obra”, ou seja, a soma de todos os itens anteriores.

Notem pelas filmagens, um pouco antes da queda, se pode ver luzes piscando na parte de baixo do edifício. E testemunhas compararam aos ataques terroristas ao World Trade Center. Será que podem ser explosões? Entretanto, não foram identificados focos de incêndio ou cheiro de gás no local!

Certamente, foi um problema pontual, pois não comprometeu todo o edifício. Quando uma parte ruiu, puxou, em resposta a essa força, o oposto correspondente do edifício. Recentemente, um edifício na cidade de Farroupilha, no Rio Grande do Sul, teve parte dos apartamentos dos andares superiores comprometidos pela explosão de um botijão de gás em uma das unidades. Neste caso, se a explosão fosse ao térreo poderia representar uma queda estrutural muito parecida como a de Miami.

Durante os últimos anos, presenciamos, no Brasil, notícias de edifícios que colapsaram devido a construções e reformas mal executadas, também por explosões de gás, sobrecargas em lajes e mais. Devemos cobrar mais fiscalização das prefeituras e conselhos – CREA e CAU. Também devemos estar sempre atentos ao que síndicos e vizinhos que decidem fazer obras clandestinas e reformas sem aprovação, com profissionais sem conhecimento técnico para prever estas tragédias e serem responsabilizados pelas consequências.

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E você, qual a sua opinião sobre o caso de Miami? E o que imagina que podemos fazer, como sociedade e profissionais, para evitar estes acidentes? Escreva nos comentários!


Fontes: BBC, G1, G1 2, Metrópolis, O Globo.

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Simone Tagliani

Graduada em Arquitetura & Urbanismo e Letras; especialista em Artes Visuais; estudante de Jornalismo Digital e proprietária da empresa Visual Ideias - Redação, Edição e Produção de Conteúdos.